Efeitos das múltiplas ameaças de estereótipo de gênero na aprendizagem motora em mulheres

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Heidrich, Caroline Valente
Orientador(a): Clark, Suzete Chiviacowsky
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Educação Física
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/18028
Resumo: A ameaça de estereótipo pode comprometer o desempenho e a aprendizagem motora de indivíduos pertencentes a grupos estigmatizados. Entretanto, indivíduos podem ser impactados por múltiplas ameaças de estereótipo, baseado em duas dimensões principais: o alvo (eu-como-alvo ou grupo-como-alvo) e a fonte da ameaça (eu-comofonte, interno-como-fonte ou externo-como-fonte). Para investigar essas relações, foram realizados três estudos. O primeiro consistiu em mapear sistematicamente os efeitos da ameaça de estereótipo em desempenho e aprendizagem motora, identificando os tipos de estereótipos, formas de manipulação, características das populações, mecanismos envolvidos e principais achados. A maioria dos experimentos envolveram desempenho (n = 65) e a minoria de aprendizagem motora (n = 14). Os estereótipos de gênero foram os mais estudados, seguidos por idade, raça, peso, status esportivo, não praticantes de exercícios, deficiência, altura e status socioeconômico. Alguns estudos examinaram estereótipos combinados (por exemplo, gênero e raça). Os adultos foram a população mais estudada, seguidos por crianças, idosos e adolescentes. A manipulação explícita foi a mais utilizada. Poucos estudos avaliaram os mecanismos subjacentes, como competência percebida, autoeficácia e nervosismo. A maioria dos achados indicam que a ameaça do estereótipo afeta negativamente o desempenho e a aprendizagem motora. O segundo estudo investigou os efeitos de múltiplas ameaças de estereótipo de gênero em uma tarefa de drible no futebol, com 100 mulheres inexperientes e com baixa identificação esportiva. As participantes foram distribuídas em cinco grupos: quatro com diferentes combinações de alvo (self ou grupo) e fonte (ingroup ou outgroup), denominados ST/self-outgroup, ST/self-ingroup, ST/ group-outgroup, ST/self-ingroup e um grupo de estereótipo anulado (NST). Todas endossaram o estereótipo de inferioridade feminina no futebol. O grupo NST apresentou melhor desempenho nas fases de prática, retenção e transferência, além de maior autoeficácia. Os demais grupos não diferiram entre si. O terceiro estudo avaliou os efeitos de diferentes alvos de ameaça no desempenho e aprendizagem motora de jogadoras de futsal com alta identificação com o domínio. As participantes foram divididas em três grupos: ameaça com fonte externa e alvo grupo (STG), ameaça com fonte externa e alvo eu (STS) e grupo de ameaça anulada (NST). Na prática, o grupo STG teve o pior desempenho do que STS e NST, enquanto na retenção o grupo NST superou STG e STS, que não diferiram entre si. O grupo NST também apresentou maior autoeficácia, e todos os grupos não endossaram estereótipos, Além de escolherem um foco regulatório de promoção. Conclui-se que diferentes estereótipos e formas de manipulação impactam negativamente o desempenho e a aprendizagem motora em populações distintas, além de mecanismos explicarem o efeito. As múltiplas ameaças de estereótipo de gênero impactam a aprendizagem motora de mulheres inexperientes e com baixa identificação com o domínio e de jogadoras experientes e com alta identificação.
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spelling 2025-10-13T18:07:39Z2025-10-13T18:07:39Z2025-05-30HEIDRICH, Caroline Valente. Efeitos das múltiplas ameaças de estereótipo de gênero na aprendizagem motora de mulheres. 2025. 159 f. Tese (Doutorado em Educação Física) – Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Escola Superior de Educação Física e Fisioterapia, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2025.http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/18028A ameaça de estereótipo pode comprometer o desempenho e a aprendizagem motora de indivíduos pertencentes a grupos estigmatizados. Entretanto, indivíduos podem ser impactados por múltiplas ameaças de estereótipo, baseado em duas dimensões principais: o alvo (eu-como-alvo ou grupo-como-alvo) e a fonte da ameaça (eu-comofonte, interno-como-fonte ou externo-como-fonte). Para investigar essas relações, foram realizados três estudos. O primeiro consistiu em mapear sistematicamente os efeitos da ameaça de estereótipo em desempenho e aprendizagem motora, identificando os tipos de estereótipos, formas de manipulação, características das populações, mecanismos envolvidos e principais achados. A maioria dos experimentos envolveram desempenho (n = 65) e a minoria de aprendizagem motora (n = 14). Os estereótipos de gênero foram os mais estudados, seguidos por idade, raça, peso, status esportivo, não praticantes de exercícios, deficiência, altura e status socioeconômico. Alguns estudos examinaram estereótipos combinados (por exemplo, gênero e raça). Os adultos foram a população mais estudada, seguidos por crianças, idosos e adolescentes. A manipulação explícita foi a mais utilizada. Poucos estudos avaliaram os mecanismos subjacentes, como competência percebida, autoeficácia e nervosismo. A maioria dos achados indicam que a ameaça do estereótipo afeta negativamente o desempenho e a aprendizagem motora. O segundo estudo investigou os efeitos de múltiplas ameaças de estereótipo de gênero em uma tarefa de drible no futebol, com 100 mulheres inexperientes e com baixa identificação esportiva. As participantes foram distribuídas em cinco grupos: quatro com diferentes combinações de alvo (self ou grupo) e fonte (ingroup ou outgroup), denominados ST/self-outgroup, ST/self-ingroup, ST/ group-outgroup, ST/self-ingroup e um grupo de estereótipo anulado (NST). Todas endossaram o estereótipo de inferioridade feminina no futebol. O grupo NST apresentou melhor desempenho nas fases de prática, retenção e transferência, além de maior autoeficácia. Os demais grupos não diferiram entre si. O terceiro estudo avaliou os efeitos de diferentes alvos de ameaça no desempenho e aprendizagem motora de jogadoras de futsal com alta identificação com o domínio. As participantes foram divididas em três grupos: ameaça com fonte externa e alvo grupo (STG), ameaça com fonte externa e alvo eu (STS) e grupo de ameaça anulada (NST). Na prática, o grupo STG teve o pior desempenho do que STS e NST, enquanto na retenção o grupo NST superou STG e STS, que não diferiram entre si. O grupo NST também apresentou maior autoeficácia, e todos os grupos não endossaram estereótipos, Além de escolherem um foco regulatório de promoção. Conclui-se que diferentes estereótipos e formas de manipulação impactam negativamente o desempenho e a aprendizagem motora em populações distintas, além de mecanismos explicarem o efeito. As múltiplas ameaças de estereótipo de gênero impactam a aprendizagem motora de mulheres inexperientes e com baixa identificação com o domínio e de jogadoras experientes e com alta identificação.Stereotype threat can compromise motor performance and learning in individuals belonging to stigmatized groups. However, individuals may be affected by multiple stereotype threats, based on two main dimensions: the target of the threat (self-astarget or group-as-target) and the source of the threat (self-as-source, ingroup-assource, or outgroup-as-source). To investigate these relationships, three studies were conducted. The first study systematically mapped the effects of stereotype threat on motor performance and learning by identifying the types of stereotypes, forms of manipulation, population characteristics, underlying mechanisms, and key findings. Most experiments focused on performance (n = 65), with fewer addressing motor learning (n = 14). Gender stereotypes were the most frequently studied, followed by age, race, weight, athletic status, physical inactivity, disability, height, and socioeconomic status. Some studies examined combined stereotypes (e.g., gender and race). Adults were the most commonly studied population, followed by children, older adults, and adolescents. Explicit manipulations were the most frequently used. Few studies assessed underlying mechanisms such as perceived competence, selfefficacy, and anxiety. Overall, the findings indicate that stereotype threat negatively affects motor performance and learning. The second study examined the effects of multiple gender-based stereotype threats on a soccer dribbling task among 100 inexperienced women with low domain identification. Participants were assigned to five groups: four combining different threat targets (self or group) and sources (ingroup or outgroup), labeled as ST/self-outgroup, ST/self-ingroup, ST/group-outgroup, ST/group-ingroup, and one group with stereotype threat nullified (NST). All participants endorsed the stereotype of female inferiority in soccer. The NST group showed superior performance during the practice, retention, and transfer phases, as well as higher self-efficacy. The other groups did not differ from each other. The third study evaluated the effects of different threat targets on the motor performance and learning of experienced futsal players with high domain identification. Participants were divided into three groups: stereotype threat with an external source and group-as-target (STG), external source and self-as-target (STS), and a no-threat group (NST). During practice, the STG group performed worse than STS and NST. In the retention phase, the NST group outperformed both STG and STS, which did not differ from each other. The NST group also demonstrated higher self-efficacy. All groups rejected the stereotype and adopted a promotion-focused regulatory orientation. In conclusion, different stereotypes and forms of manipulation negatively affect motor performance and learning across various populations, and certain psychological mechanisms may explain these effects. Multiple gender stereotype threats impact motor learning in both inexperienced women with low domain identification and experienced players with high domain identification.porUniversidade Federal de PelotasPrograma de Pós-Graduação em Educação FísicaUFPelBrasilCC BY-NC-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessCIENCIAS DA SAUDEEDUCACAO FISICAAprendizagem motoraAmeaça de estereótipoHabilidade motoraGêneroEfeitos das múltiplas ameaças de estereótipo de gênero na aprendizagem motora em mulheresinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttp://lattes.cnpq.br/7738682378440487http://lattes.cnpq.br/3676627708423832Clark, Suzete ChiviacowskyCardozo, Priscila Lopeshttp://lattes.cnpq.br/1712413211458082Heidrich, Caroline Valentereponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiacainstname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)instacron:UFPELORIGINALTESE CAROLINE.pdfTESE CAROLINE.pdfapplication/pdf5476040http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/18028/1/TESE%20CAROLINE.pdf934c8b2ae047a0a37c3dc8f8a81dbe0fMD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81960http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/18028/2/license.txta963c7f783e32dba7010280c7b5ea154MD52open accessTEXTTESE CAROLINE.pdf.txtTESE CAROLINE.pdf.txtExtracted texttext/plain407241http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/18028/3/TESE%20CAROLINE.pdf.txt85b1c9d4a57c564c96d8d1f64a1bf552MD53open accessTHUMBNAILTESE CAROLINE.pdf.jpgTESE CAROLINE.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1193http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/18028/4/TESE%20CAROLINE.pdf.jpg81a8e5bd55a18d5f0f32bed58febec0bMD54open accessprefix/180282025-10-14 03:01:09.203open accessoai:guaiaca.ufpel.edu.br:prefix/18028TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkkgLSBDb20gYSBhcHJlc2VudGHDp8OjbyBkZXN0YSBsaWNlbsOnYSwgdm9jw6ogKG8ocykgYXV0b3IoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIApJbnN0aXR1Y2lvbmFsIChSSSkgZGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVsb3RhcyAoVUZQZWwpIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCB0cmFkdXppciAKKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3VtbykgcG9yIHRvZG8gbyBtdW5kbyBubyBmb3JtYXRvIGltcHJlc3NvIAplIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zIMOhdWRpbyBvdSB2w61kZW87CgpJSSAtIFZvY8OqIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIFJJIGRhIFVGUGVsIHBvZGUsIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gY29udGXDumRvLCB0cmFuc3BvciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIG91IGZvcm1hdG8gCnBhcmEgZmlucyBkZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvOwoKSUlJIC0gVm9jw6ogdGFtYsOpbSBjb25jb3JkYSBxdWUgbyBSSSBkYSBVRlBlbCBwb2RlIG1hbnRlciBtYWlzIGRlIHVtYSBjw7NwaWEgZGUgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIGZpbnMgZGUgc2VndXJhbsOnYSwgYmFja3VwIAplIHByZXNlcnZhw6fDo287CgpJViAtIFZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gClZvY8OqIHRhbWLDqW0gZGVjbGFyYSBxdWUgbyBkZXDDs3NpdG8gZGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgbsOjbyBpbmZyaW5nZSBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyAKZGUgbmluZ3XDqW07CgpWIC0gQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgCm9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciBhbyBSSSBkYSBVRlBlbCBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgCm5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIApvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhOwoKVkkgLSBDQVNPIEEgUFVCTElDQcOHw4NPIE9SQSBERVBPU0lUQURBIFRFTkhBIFNJRE8gUkVTVUxUQURPIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VCk9VVFJBIE9SR0FOSVpBw4fDg08sIFZPQ8OKIERFQ0xBUkEgUVVFIFJFU1BFSVRPVSBUT0RPUyBFIFFVQUlTUVVFUiBESVJFSVRPUyBERSBSRVZJU8ODTyBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyAKRVhJR0lEQVMgUE9SIENPTlRSQVRPIE9VIEFDT1JETzsKClZJSSAtIE8gUkkgZGEgVUZQZWwgc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyIGNsYXJhbWVudGUgbyBzZXUgbm9tZSBvdSBvKHMpIG5vbWUocykgZG8ocykgZGV0ZW50b3IoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcyAKYXV0b3JhaXMgZGEgcHVibGljYcOnw6NvLCBlIG7Do28gZmFyw6EgcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhw6fDo28sIGFsw6ltIGRhcXVlbGFzIGNvbmNlZGlkYXMgcG9yIGVzdGEgbGljZW7Dp2EuCg==Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.ufpel.edu.br/oai/requestrippel@ufpel.edu.br || repositorio@ufpel.edu.br || aline.batista@ufpel.edu.bropendoar:2025-10-14T06:01:09Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca - Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)false
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