O dispositivo carcerário e seus transbordamentos: etnografia sobre as experiências de mulheres que “passam” pela prisão

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Bernardi, Maria Luiza Lorenzoni
Orientador(a): Aderaldo, Guilhermo André
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Antropologia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/16466
Resumo: Esta tese traz como plano de referência as experiências de mulheres que “passam” pela prisão, sob a perspectiva que subentende o cárcere para além de um espaço de confinamento. Buscou-se responder ao seguinte problema de pesquisa: de que maneira as trajetórias e os trajetos das mulheres que “passam” pela experiência do cárcere nos ajudam a entender aspectos do próprio dispositivo carcerário e os seus transbordamentos? O objetivo foi evidenciar, que, frente à fixidez do encarceramento, as barreiras que limitam o território da prisão se desfazem, revelando mobilidades que (re)configuram o entorno e que são decorrentes dos trânsitos das informações que entram e saem, do abastecimento de alimentos, remédios, materiais de higiene pessoal, entre outros objetos, das articulações de questões jurídicas, das visitas das famílias e das interações que se estabelecem entre as mulheres presas entre si, nas relações delas com seus familiares e das negociações permanentes com a instituição. A pesquisa teve como contexto etnográfico as mulheres que estão privadas de liberdade no Presídio Regional de Bagé – PRB, no período de 2022 a 2024. Dessa forma, a análise recaiu sobre aspectos do próprio dispositivo carcerário e seus transbordamentos, revelados pelas experiências de mulheres que “passam” pelo cárcere, a partir das dinâmicas decorrentes dos fluxos de pessoas, informações, objetos, discursos e normas, para além do limite físico de seus muros, (re)desenhando, assim, a prisão contemporânea. Desenvolveu-se uma perspectiva de análise que incorpora as dinâmicas sociais externas à prisão, através de uma abordagem multissituada, que considera as relações de poder que influenciam na funcionalidade interna do estabelecimento penal e seus transbordamentos, revelando um jogo complexo de interações entre o dentro e o fora da prisão. Percebeu-se que há um vínculo indissociável, uma relação dinâmica entre as que ali estão segregadas e a sociedade mais ampla, razão pela qual se optou pelo trabalho etnográfico. A etnografia, portanto, permitiu atentar para o processo social das experiências vividas por mulheres, dialogar com as interlocutoras, observar trajetos e trajetórias, conhecer relações, descobrir subjetividades, apreender e descrever o contexto e, ainda, entender o sistema social de comunicação que se configura entre a prisão e a cidade, para melhor compreensão do fenômeno estudado.
id UFPL_fe67d23d3c7391affd85f4481b119d54
oai_identifier_str oai:guaiaca.ufpel.edu.br:prefix/16466
network_acronym_str UFPL
network_name_str Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca
repository_id_str
spelling 2025-07-07T18:18:10Z2025-07-07T18:18:10Z2025-03-19BERNARDI, Maria Luiza Lorenzoni. O dispositivo carcerário e seus transbordamentos: etnografia sobre as experiências de mulheres que “passam” pela prisão. 2025. 202 f. Tese (Doutorado em Antropologia) – Instituto de Ciências Humanas, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2025.http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/16466Esta tese traz como plano de referência as experiências de mulheres que “passam” pela prisão, sob a perspectiva que subentende o cárcere para além de um espaço de confinamento. Buscou-se responder ao seguinte problema de pesquisa: de que maneira as trajetórias e os trajetos das mulheres que “passam” pela experiência do cárcere nos ajudam a entender aspectos do próprio dispositivo carcerário e os seus transbordamentos? O objetivo foi evidenciar, que, frente à fixidez do encarceramento, as barreiras que limitam o território da prisão se desfazem, revelando mobilidades que (re)configuram o entorno e que são decorrentes dos trânsitos das informações que entram e saem, do abastecimento de alimentos, remédios, materiais de higiene pessoal, entre outros objetos, das articulações de questões jurídicas, das visitas das famílias e das interações que se estabelecem entre as mulheres presas entre si, nas relações delas com seus familiares e das negociações permanentes com a instituição. A pesquisa teve como contexto etnográfico as mulheres que estão privadas de liberdade no Presídio Regional de Bagé – PRB, no período de 2022 a 2024. Dessa forma, a análise recaiu sobre aspectos do próprio dispositivo carcerário e seus transbordamentos, revelados pelas experiências de mulheres que “passam” pelo cárcere, a partir das dinâmicas decorrentes dos fluxos de pessoas, informações, objetos, discursos e normas, para além do limite físico de seus muros, (re)desenhando, assim, a prisão contemporânea. Desenvolveu-se uma perspectiva de análise que incorpora as dinâmicas sociais externas à prisão, através de uma abordagem multissituada, que considera as relações de poder que influenciam na funcionalidade interna do estabelecimento penal e seus transbordamentos, revelando um jogo complexo de interações entre o dentro e o fora da prisão. Percebeu-se que há um vínculo indissociável, uma relação dinâmica entre as que ali estão segregadas e a sociedade mais ampla, razão pela qual se optou pelo trabalho etnográfico. A etnografia, portanto, permitiu atentar para o processo social das experiências vividas por mulheres, dialogar com as interlocutoras, observar trajetos e trajetórias, conhecer relações, descobrir subjetividades, apreender e descrever o contexto e, ainda, entender o sistema social de comunicação que se configura entre a prisão e a cidade, para melhor compreensão do fenômeno estudado.This thesis uses as a reference the experiences of women who “pass through” prison, from the perspective that understands prison as more than a space of confinement. The aim of this research was to answer the following question: how do the trajectories and paths of women who “go through” the prison experience help us understand aspects of the prison system itself and its overflows? The objective was to demonstrate that, faced with the fixity of incarceration, the barriers that limit the territory of the prison are dissolved, revealing mobilities that (re)configure the surroundings and that are the result of the flow of information that enters and leaves, the supply of food, medicine, personal hygiene materials, among other objects, the articulation of legal issues, family visits and the interactions that are established between the imprisoned women among themselves, in their relationships with their families and in the ongoing negotiations with the institution. The ethnographic context of the research was women who are deprived of their liberty in the Regional Prison of Bagé – PRB, from 2022 to 2024. Thus, the analysis focused on aspects of the prison system itself and its overflows, revealed by the experiences of women who “pass through” the prison, based on the dynamics resulting from the flows of people, information, objects, discourses and norms, beyond the physical limit of its walls, thus (re)designing the contemporary prison. An analytical perspective was developed that incorporates the social dynamics external to the prison, through a multi-situated approach, which considers the power relations that influence the internal functionality of the penal establishment and its overflows, revealing a complex game of interactions between the inside and outside of the prison. It was perceived that there is an inseparable link, a dynamic relationship between those who are segregated there and the broader society, which is why ethnographic work was chosen. Ethnography, therefore, allowed us to pay attention to the social process of the experiences lived by women, to dialogue with the interlocutors, to observe paths and trajectories, to know relationships, to discover subjectivities, to apprehend and describe the context and, also, to understand the social system of communication that is configured between the prison and the city, for a better understanding of the phenomenon studied.porUniversidade Federal de PelotasPrograma de Pós-Graduação em AntropologiaUFPelBrasilCC BY-NC-SAinfo:eu-repo/semantics/openAccessCIENCIAS HUMANASANTROPOLOGIAPrisãoMulheresTrajetóriasVasos comunicantesPrisonWomenTrajectoriesCommunicating vesselsO dispositivo carcerário e seus transbordamentos: etnografia sobre as experiências de mulheres que “passam” pela prisãoThe prison system and its transport: ethnography about the experiences of women who “pass” through prisoninfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesishttp://lattes.cnpq.br/6983282797619580http://lattes.cnpq.br/1930095497711385Aderaldo, Guilhermo AndréBernardi, Maria Luiza Lorenzonireponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiacainstname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)instacron:UFPELORIGINALMaria_Bernardi_Tese.pdfMaria_Bernardi_Tese.pdfTeseapplication/pdf14322916http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/16466/1/Maria_Bernardi_Tese.pdf5ee882cd0d2cab3d98f91c028c6dfbbdMD51open accessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-867http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/16466/2/license.txtfbd6c74465857056e3ca572d7586661bMD52open accessTEXTMaria_Bernardi_Tese.pdf.txtMaria_Bernardi_Tese.pdf.txtExtracted texttext/plain364742http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/16466/3/Maria_Bernardi_Tese.pdf.txte6b1f94275775303dd82878941d99360MD53open accessTHUMBNAILMaria_Bernardi_Tese.pdf.jpgMaria_Bernardi_Tese.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1205http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/16466/4/Maria_Bernardi_Tese.pdf.jpg62964fa7b272b7f1a8deaeea4d1cd890MD54open accessprefix/164662025-07-08 03:03:28.967open accessoai:guaiaca.ufpel.edu.br:prefix/16466VG9kb3Mgb3MgaXRlbnMgZGVzc2EgY29tdW5pZGFkZSBzZWd1ZW0gYSBsaWNlbsOnYSBDcmVhdGl2ZSBDb21tb25zLg==Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.ufpel.edu.br/oai/requestrippel@ufpel.edu.br || repositorio@ufpel.edu.br || aline.batista@ufpel.edu.bropendoar:2025-07-08T06:03:28Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca - Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv O dispositivo carcerário e seus transbordamentos: etnografia sobre as experiências de mulheres que “passam” pela prisão
dc.title.alternative.pt_BR.fl_str_mv The prison system and its transport: ethnography about the experiences of women who “pass” through prison
title O dispositivo carcerário e seus transbordamentos: etnografia sobre as experiências de mulheres que “passam” pela prisão
spellingShingle O dispositivo carcerário e seus transbordamentos: etnografia sobre as experiências de mulheres que “passam” pela prisão
Bernardi, Maria Luiza Lorenzoni
CIENCIAS HUMANAS
Prisão
Mulheres
Trajetórias
Vasos comunicantes
Prison
Women
Trajectories
Communicating vessels
ANTROPOLOGIA
title_short O dispositivo carcerário e seus transbordamentos: etnografia sobre as experiências de mulheres que “passam” pela prisão
title_full O dispositivo carcerário e seus transbordamentos: etnografia sobre as experiências de mulheres que “passam” pela prisão
title_fullStr O dispositivo carcerário e seus transbordamentos: etnografia sobre as experiências de mulheres que “passam” pela prisão
title_full_unstemmed O dispositivo carcerário e seus transbordamentos: etnografia sobre as experiências de mulheres que “passam” pela prisão
title_sort O dispositivo carcerário e seus transbordamentos: etnografia sobre as experiências de mulheres que “passam” pela prisão
author Bernardi, Maria Luiza Lorenzoni
author_facet Bernardi, Maria Luiza Lorenzoni
author_role author
dc.contributor.authorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/6983282797619580
dc.contributor.advisorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/1930095497711385
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Aderaldo, Guilhermo André
dc.contributor.author.fl_str_mv Bernardi, Maria Luiza Lorenzoni
contributor_str_mv Aderaldo, Guilhermo André
dc.subject.cnpq.fl_str_mv CIENCIAS HUMANAS
topic CIENCIAS HUMANAS
Prisão
Mulheres
Trajetórias
Vasos comunicantes
Prison
Women
Trajectories
Communicating vessels
ANTROPOLOGIA
dc.subject.por.fl_str_mv Prisão
Mulheres
Trajetórias
Vasos comunicantes
Prison
Women
Trajectories
Communicating vessels
dc.subject.cnpq1.pt_BR.fl_str_mv ANTROPOLOGIA
description Esta tese traz como plano de referência as experiências de mulheres que “passam” pela prisão, sob a perspectiva que subentende o cárcere para além de um espaço de confinamento. Buscou-se responder ao seguinte problema de pesquisa: de que maneira as trajetórias e os trajetos das mulheres que “passam” pela experiência do cárcere nos ajudam a entender aspectos do próprio dispositivo carcerário e os seus transbordamentos? O objetivo foi evidenciar, que, frente à fixidez do encarceramento, as barreiras que limitam o território da prisão se desfazem, revelando mobilidades que (re)configuram o entorno e que são decorrentes dos trânsitos das informações que entram e saem, do abastecimento de alimentos, remédios, materiais de higiene pessoal, entre outros objetos, das articulações de questões jurídicas, das visitas das famílias e das interações que se estabelecem entre as mulheres presas entre si, nas relações delas com seus familiares e das negociações permanentes com a instituição. A pesquisa teve como contexto etnográfico as mulheres que estão privadas de liberdade no Presídio Regional de Bagé – PRB, no período de 2022 a 2024. Dessa forma, a análise recaiu sobre aspectos do próprio dispositivo carcerário e seus transbordamentos, revelados pelas experiências de mulheres que “passam” pelo cárcere, a partir das dinâmicas decorrentes dos fluxos de pessoas, informações, objetos, discursos e normas, para além do limite físico de seus muros, (re)desenhando, assim, a prisão contemporânea. Desenvolveu-se uma perspectiva de análise que incorpora as dinâmicas sociais externas à prisão, através de uma abordagem multissituada, que considera as relações de poder que influenciam na funcionalidade interna do estabelecimento penal e seus transbordamentos, revelando um jogo complexo de interações entre o dentro e o fora da prisão. Percebeu-se que há um vínculo indissociável, uma relação dinâmica entre as que ali estão segregadas e a sociedade mais ampla, razão pela qual se optou pelo trabalho etnográfico. A etnografia, portanto, permitiu atentar para o processo social das experiências vividas por mulheres, dialogar com as interlocutoras, observar trajetos e trajetórias, conhecer relações, descobrir subjetividades, apreender e descrever o contexto e, ainda, entender o sistema social de comunicação que se configura entre a prisão e a cidade, para melhor compreensão do fenômeno estudado.
publishDate 2025
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2025-07-07T18:18:10Z
dc.date.available.fl_str_mv 2025-07-07T18:18:10Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2025-03-19
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv BERNARDI, Maria Luiza Lorenzoni. O dispositivo carcerário e seus transbordamentos: etnografia sobre as experiências de mulheres que “passam” pela prisão. 2025. 202 f. Tese (Doutorado em Antropologia) – Instituto de Ciências Humanas, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2025.
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/16466
identifier_str_mv BERNARDI, Maria Luiza Lorenzoni. O dispositivo carcerário e seus transbordamentos: etnografia sobre as experiências de mulheres que “passam” pela prisão. 2025. 202 f. Tese (Doutorado em Antropologia) – Instituto de Ciências Humanas, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2025.
url http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/16466
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv CC BY-NC-SA
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv CC BY-NC-SA
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pelotas
dc.publisher.program.fl_str_mv Programa de Pós-Graduação em Antropologia
dc.publisher.initials.fl_str_mv UFPel
dc.publisher.country.fl_str_mv Brasil
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pelotas
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca
instname:Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
instacron:UFPEL
instname_str Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
instacron_str UFPEL
institution UFPEL
reponame_str Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca
collection Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca
bitstream.url.fl_str_mv http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/16466/1/Maria_Bernardi_Tese.pdf
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/16466/2/license.txt
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/16466/3/Maria_Bernardi_Tese.pdf.txt
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/bitstream/prefix/16466/4/Maria_Bernardi_Tese.pdf.jpg
bitstream.checksum.fl_str_mv 5ee882cd0d2cab3d98f91c028c6dfbbd
fbd6c74465857056e3ca572d7586661b
e6b1f94275775303dd82878941d99360
62964fa7b272b7f1a8deaeea4d1cd890
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFPel - Guaiaca - Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
repository.mail.fl_str_mv rippel@ufpel.edu.br || repositorio@ufpel.edu.br || aline.batista@ufpel.edu.br
_version_ 1862741558744317952