Estudo do comportamento da membrana de celulose sintética em implante peritendíneo em potros

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Oliveira, Eduarda Maria Gomes das Neves
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/1884/25908
Resumo: Resumo: A constante preocupação em solucionar problemas rotineiros nas mais diferenciadas áreas da medicina, os materiais bioabsorvíveis vêm sendo foco pesquisas principalmente pelas suas características menos toxicas e inertes aos organismos animais. A membrana de celulose sintética, uma rede formada por microfibrilas metabolizado por bactérias do gênero Acetobacter xylinum, ganha destaque por ser de fácil manuseio, permeável e contribui como guia na reparação tecidual, e as pesquisas mostram ter importante papel na formação de barreira entre diferentes superfícies sendo absorvida e não incorporada ao organismo, reduzindo os problemas de rejeição pós-cicatriciais. A propriedade de permeabilidade seletiva favorece a entrada de células que propiciem a cicatrização desejada e ao mesmo tempo isolar células indesejáveis. As afecções ortopédicas como rupturas de tendões e ligamentos, cirurgias traumáticas, acarretam, muitas vezes, em cicatrizações exuberantes com formação de tecido fibroso levando às aderências peritendíneas e articulares, dificultando a realização de movimentos. As aderências apresentam como causas descritas a lesão da bainha tendínea, rupturas com reparação cirurgica por meio de suturas, imobilizações prolongadas e a difícil adequação dos tratamentos nas diferentes etapas da reparação, porém o desencadeamento dos processos cicatriciais exuberantes ainda não está bem esclarecido. Na medicina veterinária os equinos são a espécie que mais sofrem com problemas relacionados ao aparelho locomotor, assim como na medicina, com os casos relacionados aos traumas que envolvem as mãos. Nas duas áreas, seja por lesões traumáticas ou sequelas em cirurgias corretivas, há uma constante preocupação em evitar o comprometimento dos movimentos pela formação das aderências como sequelas da reparação. Neste estudo, o objetivo geral era acompanhar o comportamento do implante de membrana de celulose na reparação tendínea no modelo experimental equino. Os métodos utilizados para esta avaliação foram os exames de ultrassonografia diagnóstica relatado no capitulo II, e biopsia incisional para análise histopatológica descrito no capítulo III. Os resultados das imagens ultrassonográficas revelaram a fácil visualização do implante peritendíneo, assim como o acompanhamento da degradação e absorção, sem diferenças estatísticas (p<0,05) entre o membro tratado e o controle. Os resultados histopatológicos também não apresentaram diferenças estatísticas (p<0,05) na reparação tecidual, mas demonstraram a barreira criada com populações de células mononucleadas margeando a membrana de celulose e a presença de célula-gigante como meio de degradação e absorção.
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