Florianópolis na paisagem de Martinho de Haro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Bittencourt, Renan Roldão, 1992-
Orientador(a): Gil Filho, Sylvio Fausto, 1963-
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/1884/63157
Resumo: Orientador: Prof. Sylvio Fausto Gil Filho
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spelling Bittencourt, Renan Roldão, 1992-Universidade Federal do Paraná. Setor de Ciências da Terra. Programa de Pós-Graduação em GeografiaGil Filho, Sylvio Fausto, 1963-2019-09-10T15:52:59Z2019-09-10T15:52:59Z2019https://hdl.handle.net/1884/63157Orientador: Prof. Sylvio Fausto Gil FilhoDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Terra, Programa de Pós-Graduação em Geografia. Defesa : Curitiba, 15/05/2019Inclui referências: p. 96-100Resumo: O presente trabalho disserta sobre as relações espaciais criadas entre Martinho de Haro (1907-1985) e Florianópolis, expressas em suas pinturas de paisagens. Artista catarinense, Martinho fixou residência na capital nos anos de 1940 e a partir da década de 1970 a pintura de paisagem se tornou seu gênero artístico predileto. Nessas telas misturam-se duas categorias gerais de elementos ou símbolos: uma formada por aqueles mais antigos, relacionados à cultura portuguesa e que remontam à uma cidade anterior as transformações urbanas dos anos sessenta e setenta, e por uma segunda categoria com elementos da cidade transformada, simbolizada por seus arranha-céus. Essa composição atemporal de suas obras, suscitou dúvidas sobre como essas paisagens foram concebidas pelo artista, isto é, quais foram as relações construídas por Martinho, suas influências e interesses por Florianópolis. O objetivo geral deste trabalho é examinar as relações criadas por Martinho de Haro com a paisagem de Florianópolis expressa em sua obra. Objetivos específicos: (a) reunir documentos e relatos sobre o artista e suas obras; (b) analisar a iconografia da paisagem, com enfoque na obra "Miramar e Castelinho", produzida entre 1975 e 1980; (c) verificar a influência da memória da produção da paisagem; (d) demonstrar a existência de relações espaciais entre artista e paisagem. Entende-se que a geografia e as artes visuais são relacionáveis através da pintura de paisagem, visto que esta é tomada como uma expressão particular de um indivíduo, uma criação que advém de sua relação com o mundo ao seu redor. Possui, portanto, um significado individual, o que interessa a geografia cultural, pois as narrativas humanas e as relações construídas com os lugares, espaços e paisagens são valorizadas. A metodologia segue os atos previstos pelo Método Iconológico de Erwin Panofsky: a) descrição pré-iconográfica; b) análise iconográfica; c) interpretação iconológica. Tal método foi escolhido por considerar, no estudo da obra de arte a personalidade do artista, com o intuito de descobrir o significado intrínseco. Para isso investigou-se livros, artigos e outras publicações com referencias a Martinho de Haro. Buscou-se apresentar citações diretas de pessoas que o conheciam, como de seu filho e também artista, Rodrigo de Haro, assim como especial atenção com trechos de críticos das suas obras. Ao final da pesquisa mostra-se que Martinho de Haro tinha uma declarada relação afetiva com a cidade, um interesse pela paisagem da orla da Alfândega com seus casarões e vida em contato com o mar, revividos em sua obra pela lembrança. Palavras-chave: Florianópolis. Paisagem. Martinho de Haro. Método Iconológico de Panofsky. Memória.Abstract: This paper discusses the spatial relations created between Martinho de Haro (1907-1985) and Florianópolis, expressed in his landscape paintings. Santa Catarina artist, Martinho established residence in the capital in the 1940s and from the 1970s landscape painting became his favorite artistic genre. These canvases mix two general categories of elements or symbols: one formed by those older, related to Portuguese culture and dating back to a city prior to the urban transformations of the sixties and seventies, and by a second category with elements of the transformed city symbolized by its skyscrapers. This dateless composition of his works raised doubts about how these landscapes were conceived by the artist, that is, what were the relationships built by Martinho, his influences and interests by Florianópolis. The general objective of this work is to examine the relationships created by Martinho de Haro with the Florianópolis landscape expressed in his work. Specific objectives: (a) gather documents and reports about the artist and his works; (b) analyze landscape iconography, focusing on the work "Miramar and Castelinho", produced between 1975 and 1980; (c) verify the influence of memory on landscape production; (d) demonstrate the existence of spatial relations between artist and landscape. It is understood that geography and the visual arts are related through landscape painting, since it is taken as a particular expression of an individual, a creation that comes from their relationship with the world around them. It has, therefore, an individual meaning, which matters to cultural geography, because human narratives and relationships built with places, spaces and landscapes are valued. The methodology follows the acts predicted by Erwin Panofsky's Iconological Method: a) pre-iconographic description; b) iconographic analysis; c) iconological interpretation. This method was chosen because it considers, in the study of the artwork, the personality of the artist, in order to discover the intrinsic meaning. For this we investigated books, articles and other publications with references to Martinho de Haro. We sought to present direct quotes from people who knew him, such as his son and also artist, Rodrigo de Haro, as well as special attention with excerpts from critics of his works. At the end of the research it is shown that Martinho de Haro had a declared affective relationship with the city, an interest in the landscape of the Alfandega waterfront with its mansions and life in contact with the sea, revived in his work by remembrance. Keywords: Florianópolis. Landscape. Martinho de Haro. Panofsky Iconological Method. Memory.100 p. : il. (algumas color.).application/pdfHaro, Martinho de, 1907-1985Percepção espacialPaisagensGeografiaPinturaFlorianópolis na paisagem de Martinho de Haroinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporreponame:Repositório Institucional da UFPRinstname:Universidade Federal do Paraná (UFPR)instacron:UFPRinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALR - D - RENAN ROLDAO BITTENCOURT.pdfapplication/pdf88732794https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/63157/1/R%20-%20D%20-%20RENAN%20ROLDAO%20BITTENCOURT.pdff306b63d6c9bc22e252e6bca945ea68aMD51open access1884/631572019-09-10 12:52:59.707open accessoai:acervodigital.ufpr.br:1884/63157Repositório InstitucionalPUBhttp://acervodigital.ufpr.br/oai/requestinformacaodigital@ufpr.bropendoar:3082019-09-10T15:52:59Repositório Institucional da UFPR - Universidade Federal do Paraná (UFPR)false
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