A Floresta Atlântica do litoral norte do Paraná, Brasil : aspectos florísticos, estruturais e estoque de biomassa ao longo do processo sucessional

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Borgo, Marilia
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/1884/25343
Resumo: Orientadores : Profª Drª Yoshiko S. Kuniyoshi, Prof. Dr. Franklin Galvão
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spelling Kuniyoshi, Yoshiko Saito, 1941-Galvão, Franklin, 1952-Universidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Agrárias. Programa de Pós-Graduação em Engenharia FlorestalBorgo, Marilia2025-09-15T13:38:39Z2025-09-15T13:38:39Z2010https://hdl.handle.net/1884/25343Orientadores : Profª Drª Yoshiko S. Kuniyoshi, Prof. Dr. Franklin GalvãoTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Agrárias, Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal. Defesa: Curitiba, 26/05/2010Inclui referênciasÁrea de concentração: Conservação da naturezaCom as recentes abordagens retratando os problemas ocasionados pelo aquecimento global, cuja principal causa é intensificação de emissões de gases do efeito estufa (em especial o CO2, utilizado pelas plantas no processo fotossintético), houve um crescente interesse pela definição das quantidades de biomassa contida nas florestas naturais, consideradas importantes reservatórios de carbono nos ecossistemas terrestres. Sob esse escopo, no ano de 2000 iniciou-se um projeto de longo prazo (40 anos) em Antonina, litoral do Paraná, estabelecido na Reserva Natural do Rio Cachoeira, área protegida de 8.600ha. O presente estudo traz as informações referentes à caracterização fisionômica, ao levantamento florístico e fitossociológico e à estimativa de estoque e incremento de biomassa vegetal da sinúsia arbórea da reserva. Os dados foram obtidos através de instalação de parcelas circulares, cada uma delas constituída por três unidades amostrais concêntricas, com os seguintes critérios de inclusão: na unidade menor (com 4 m de raio), foram incluídos todos os indivíduos com diâmetro a 1,3m do solo (DAP) entre 5 e 20 cm; na intermediária (14 m de raio), amostraram-se os elementos com DAP entre 20 e 35 cm; e na unidade maior (20 m de raio), foram mensuradas as árvores com DAP superior a 35cm. As plantas incluídas na amostragem foram marcadas com plaquetas numeradas e identificadas. Todas as 188 parcelas instaladas foram utilizadas no levantamento florístico e de biomassa, totalizando 23,6ha de amostragem, contemplando as diferentes feições vegetacionais nas diferentes classes de solo encontradas na área (Argissolo, Cambissolo, Gleissolo e Neossolo Flúvico). Para o levantamento fitossociológico foram selecionadas 77 parcelas assentadas sobre Cambissolo. Dentro de cada formação da Floresta Ombrófila Densa encontradas na área (Aluvial, de Terras Baixas e Submontana), foram distinguidos quatro estágios sucessionais arbóreos, de acordo com as variações fisionômicas verificadas: inicial (estabelecido entre cinco e 15 anos após perturbação); médio (entre 15 e 30 anos); avançado (30-40 anos) e floresta madura (áreas não perturbadas há mais de 50 anos ou mesmo originais, mas com intervenção humana que descaracterizou sua condição primária de ocorrência). No levantamento florístico, foram registradas 335 espécies nativas e 20 exóticas. Myrtaceae, Fabaceae, Rubiaceae e Lauraceae ratificaram-se como famílias mais ricas na Floresta Atlântica. 24 espécies (7%) encontram-se sob alguma categoria de risco de extinção, valor maior que o encontrado na maioria dos estudos conduzidos nessa mesma formação (em torno de 2%). Dos parâmetros estruturais gerais da comunidade, observou-se um aumento gradual de área basal e da riqueza de espécies ao longo do processo de sucessão. Os indivíduos de espécies não tolerantes à sombra foram mais abundantes na fase inicial, diminuindo significativamente nas fases seguintes da sucessão. Quanto à dispersão, as plantas zoocóricas foram abundantes em todas as fases sucessionais, e ao contrário das citações encontradas para florestas tropicais, não houve predomínio de indivíduos anemocóricos nas fases iniciais. O desenvolvimento da estrutura da vegetação depende muito da colonização inicial após perturbação. A manutenção de formações originais em meio ao mosaico vegetacional que compõem a Floresta Atlântica é essencial para a conservação da diversidade desse bioma: apesar da semelhança estrutural entre o estágio avançado e a floresta madura, a presença de 25% de espécies exclusivas nessa última demonstra a importância dela enquanto reduto de riqueza da formação. A biomassa variou de 169 Mg.ha-1 para a vegetação secundária inicial a 513 Mg.ha-1 nas florestas maduras, valores que correspondem às estimativas gerais de estoques para florestas tropicais. A presença de árvores remanescentes da cobertura original interferiu na definição do trâmite de acúmulo de biomassa no estágio inicial, já que árvores de grande porte não ocorreriam naturalmente nessa fase seral. Por conta dessa situação, os valores de biomassa acima do solo (que representam ao menos 78% da biomassa total nessas formações) não foram significativamente diferentes nos dois primeiros estágios serais. No entanto, constatou-se que o acúmulo de biomassa aumenta ao longo do processo sucessional, não havendo variação devida ao componente edáfico. O incremento de biomassa acima do solo não diferiu significativamente entre as categorias amostrais analisadas, mas foi maior nas fases iniciais, não sendo registrada uma tendência gradual de diminuição desses valores ao longo do processo sucessional. A perda de biomassa por decomposição e a taxa de mortalidade não mostraram qualquer ordenamento relacionado ao processo sucessional. O acúmulo de biomassa manteve-se em taxas expressivas ao longo do processo sucessional, inclusive nos trechos de floresta madura, denotando a importância dessas formações enquanto fonte de acúmulo de matéria orgânica nas zonas tropicais.With recent questions raised showing the problems caused by global warming, mainly due to the increase in greenhouse gas emissions (especially CO2, used by plants during photosynthesis), there has been a growing interest in defining the quantities of biomass contained in natural forests, considered important carbon sinks in the earth fs ecosystems. With this purpose in mind, in the year 2000 a long-term project was started in Antonina, on the coast of Parana, in the Rio Cachoeira Natural Reserve, a 8,600 ha protected area. This study provides information regarding the floristic and phytosociological survey and the estimate of the stock and increase in biomass of the tree sinusia of the reserve. The data was obtained by setting up circular plots, each one consisting of three concentric sample units: in the 4 m radius sample unit, all individuals with a diameter at breast high (DBH) between 5 and 20 cm were measured; in the 14 m radius, elements with 20.DBH<35 cm; and in the 20 m radius sample, trees with DBH.35cm. All of the 188 plots set up were used in the floristic and biomass inventory, totaling 23.6 ha of sampling, considering the different vegetation features in the various classes of soil found in the area. For the phytosociological survey 77 plots colonized in Cambisols were selected. Within each formation of the Dense Ombrophilous Forest found in the area (Alluvial, Lowlands and Submontane), four successional tree stages were identified: very young (established between five and 15 years after disturbance); young (between 15 and 30 years); advanced (30-40 years) and mature forest (areas not disturbed for over 50 years or altered original areas). In the floristic survey, 335 native species and 20 exotic species were recorded. Myrtaceae, Fabaceae, Rubiaceae and Lauraceae were confirmed as the richest families in the Atlantic Forest. 24 species (7%) fall into the category of endangered species, a greater value than found in the majority of studies carried out in this same biome (around 2%). Of the general structural parameters of the community, a gradual increase in the basal area and the richness of species throughout the successional process was observed. The individuals of shade-intolerant species were more abundant in the very young forest, decreasing significantly in the subsequent phases of succession. As for dispersion, the zoochoric plants were abundant in all of the successional phases, and contrary to the references found for tropical forests, there was no predominance of anemochoric individuals in the initial phases. The development of the vegetation structure depends a good deal on the initial colonization after a disturbance. The preservation of original formations amid the vegetation mosaic that makes up the Atlantic Forest is essential to the conservation of the diversity of this biome: despite the structural similarity between the advanced stage and the mature forest, the presence of 25% of exclusive species in the latter demonstrates its importance as a stronghold of richness for the formation. The biomass varied between 169 Mg.ha-1 for the initial secondary vegetation to 513 Mg.ha-1 in the mature forests, values that correspond to the general estimates of stocks for tropical forests. The presence of trees remaining from the original cover interfered in defining the procedure for accumulated biomass in the initial stage, since large-sized trees would not occur naturally in this late phase. As a result of this situation, the values of biomass above the soil (that represent at least 78% of the total biomass in these formations) were not significantly different in the first two seral stages. However, it was found that the storage of biomass increases during the successional process, with no variation resulting from the edaphic component. The increase of aboveground biomass did not differ significantly between the sample categories analyzed, but was greater in the initial phases, with no record of a gradual tendency to decrease in value during the successional process. The loss of biomass through decomposition and the rate of mortality do not show any ordering related to the successional process. The accumulation of biomass remained at expressive rates throughout the successional process, which includes sections of the mature forest, indicating the importance of these formations as a source for accumulating organic matter in tropical zones.165f. : il. algumas color.application/pdfDisponível em formato digitalFlorestas - ParanáFlorestas tropicais - ParanáBiomassa florestalSucessão florestalMata AtlânticaA Floresta Atlântica do litoral norte do Paraná, Brasil : aspectos florísticos, estruturais e estoque de biomassa ao longo do processo sucessionalinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporreponame:Repositório Institucional da UFPRinstname:Universidade Federal do Paraná (UFPR)instacron:UFPRinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALMaBorgo_Tese_VersaoFinal_2010.pdfapplication/pdf3431563https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/25343/1/MaBorgo_Tese_VersaoFinal_2010.pdf5a1cb28c9006e3076abd0df9852d7871MD51open accessTEXTMaBorgo_Tese_VersaoFinal_2010.pdf.txtExtracted Texttext/plain360799https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/25343/2/MaBorgo_Tese_VersaoFinal_2010.pdf.txt1e1b03bff1eafaaaea34d50f7faf9c69MD52open accessTHUMBNAILMaBorgo_Tese_VersaoFinal_2010.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1186https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/25343/3/MaBorgo_Tese_VersaoFinal_2010.pdf.jpg7ef7823cd9fbde330d17d7477b09aa81MD53open access1884/253432025-09-15 10:38:39.959open accessoai:acervodigital.ufpr.br:1884/25343Repositório InstitucionalPUBhttp://acervodigital.ufpr.br/oai/requestinformacaodigital@ufpr.bropendoar:3082025-09-15T13:38:39Repositório Institucional da UFPR - Universidade Federal do Paraná (UFPR)false
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