Bem-estar de galinhas poedeiras, transição para sistemas livres de gaiola e o futuro da indústria de ovos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Freitas, Paula Pimpão de, 1994-
Orientador(a): Molento, Carla Forte Maiolino
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/1884/76680
Resumo: Orientadora: Profª. Dra. Carla Forte Maiolino Molento
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spelling Freitas, Paula Pimpão de, 1994-Universidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Agrárias. Programa de Pós-Graduação em Ciências VeterináriasMolento, Carla Forte Maiolino2022-08-04T13:20:32Z2022-08-04T13:20:32Z2021https://hdl.handle.net/1884/76680Orientadora: Profª. Dra. Carla Forte Maiolino MolentoNa capa: Hen welfare, cage-free transition and the future of egg industryDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Agrárias, Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias. Defesa : Curitiba, 10/09/2021Inclui referênciasResumo: A crescente preocupação da sociedade com o bem-estar dos animais demanda respostas da indústria e das autoridades. Na produção de ovos o alojamento de galinhas poedeiras em gaiolas é um importante problema de bem-estar. Sendo assim, a transição para sistemas livres de gaiolas vem surgindo como uma tendência para a indústria de ovos. No Brasil, ao contrário do que ocorre em outros países, o governo não regula quais tipos de sistema podem ser utilizados na produção. Na ausência de dispositivos legais, varejistas e produtores são pressionados pela ascensão de um movimento pelo consumo mais ético que envolve produtos com certificação de bemestar animal como os ovos livres de gaiola. Nesse aspecto, a opinião pública se torna um fator importante com o poder de influenciar as decisões tomadas pela indústria de ovos. Por esta razão, o primeiro capítulo da dissertação buscou entender a opinião de três grupos de respondentes do sul brasileiro: médicos veterinários, produtores de ovos e consumidores por meio de um questionário online. Foi aplicada uma Análise de Classes Latentes seguida por uma Análise de Múltipla Correspondência que apontaram para uma correlação positiva entre o viés de bem-estar animal, disposição em pagar mais caro por ovos livres de gaiola e senso de responsabilidade para com os animais. No entanto, a frequência observada de respondentes com viés de bemestar animal não correspondeu inteiramente à frequência de dispostos a pagar mais. Dentre os setores da sociedade apresentados no questionário, os respondentes consideraram que a sociedade civil era a que devia menor responsabilidade para com os animais. Por tanto, concluímos que embora os respondentes tenham demonstrado preocupação com os animais, eles não demonstraram tanta disposição em pagar mais caro e não consideraram que a sociedade civil, incluindo os consumidores, seriam os maiores responsáveis por promover o bem-estar animal. No segundo capítulo, foram abordadas duas estratégias utilizadas ao redor do mundo para iniciar uma transição para sistemas livres de gaiola: regulamentação governamental e via mercado. Foram avaliados dispositivos legais, consultas públicas e artigos científicos documentando os debates políticos envolvidos nos movimento livres de gaiola na Suíça, União Europeia, Estados Unidos (Estado da Califórnia), Canadá, Austrália e Brasil. Conclui-se que a regulamentação governamental tem o potencial de aumentar a confiança pública, diminuir conflitos entres os setores envolvidos e possibilitar uma transição mais ordenada. Ainda, uma gestão de fornecimento, como a realizada no Canadá, pode auxiliar na proteção econômica de pequenos produtores locais. As transições via mercado, por outro lado, normalmente aumentam o clima de competição e podem gerar crises de legitimidade se as certificações e rótulos forem enganosas. Sendo assim, uma transição com regulamentação governamental e gestão de fornecimento parece ser uma opção melhor. No terceiro capítulo, nós abordamos a ascensão de duas alternativas aos ovos que surgem na tentativa de solucionar os dilemas éticos da produção animal: ovos vegetais e ovos de fermentação. O objetivo foi avaliar como essas novas tecnologias podem impactar o bem-estar das galinhas poedeiras. Uma revisão de artigos, notícias e relatórios demonstraram que a maior parte das alternativas correspondem à ovos vegetais e misturas vegetais para cozinhar em substituição aos ovos. No entanto, a tecnologia de fermentação para produzir ovos, claras e gemas já está disponível no mercado. Conclui-se que um impacto positivo imediato pode ser esperado para galinhas e pintinhos envolvidos na produção de ovos na medida em que deixem de ser necessários no cenário industrial. Foi demonstrado que uma variedade de respostas estão surgindo para atender às preocupações da sociedade com o bem-estar de galinhas e pintinhos. Embora o cenário ainda seja de incertezas, mudanças importantes podem ser esperadas para a indústria de ovos. O momento de transição oferece uma oportunidade de debater e traçar o futuro do sistema alimentar.Abstract: The growing concern from society with animal welfare demands answers from the industry and authorities. Regarding egg production, the housing of hens in cages is a major welfare issue. Therefore, transition to cage-free systems seems to be a tendency for the egg industry. In Brazil, contrary to other countries, government does not regulate the housing systems used by animal production systems. In the absence of legal obligation, retails and producers are pressured through an ethical consuming movement for certificated eggs as welfare-friendly or cage-free. Public opinion seems important for this strategy to effectively impact decisions regarding farm animals. Therefore, the first chapter of this dissertation aimed to study the opinion of three South Brazilian stakeholders: veterinarians, egg producers and consumers, through an online survey. A Latent Class Analyses followed by a Multiple Correspondence Analyses found that an animal welfare-oriented view was positively correlated with the willingness-to-pay for cage-free eggs and a sense of responsibility toward animals. However, frequency of animal welfare-oriented view was not entirely represented by willingness-to-pay. Amongst a variety of society sectors, the respondents considered that civil society was the one less responsible towards animals. Therefore, we conclude that although respondents showed marked concern for animal welfare, they did not show as much willingness-to-pay and did not consider civil society, including consumers, as responsible to promote hen welfare. In the second chapter, we approached two strategies used around the world to initiate a transition to cage-free egg production systems: government regulation and market- led transition. We evaluated the legislation, ballot initiatives and political struggles regarding cage-free movement in Switzerland, EU, United States (State of California), Canada, Australia and Brazil. We conclude that Government regulation increases public confidence, diminishes conflict amongst stakeholders and has higher chances to enable an orderly transition. Moreover, if supply-managed demand is applied, it might help protecting small-scale producers and local producers from cheaper imports. Market-led transitions, on the other hand, usually increase competition and might lose public confidence if labels are misleading or deceptive. Therefore, government regulation with supply-managed demand might be a better option. In the third chapter we approached two novelties that emerge as other alternatives to solve farm animal ethics issues: plant-based and fermentation eggs. We aimed to evaluate how these technologies may impact hen welfare. A review of papers, newspaper articles and reports showed that most alternatives are plant- based eggs or cooking mixes. However, technology to produce eggs, both yolk and egg white, through a fermentation process is already available. We conclude that a positive immediate impact can be expected for hens and chicks when they are no longer necessary in the industrial scenario, as is the case with the production of analogues or precision fermentation alternatives. It was demonstrated that a variety of responses are surging to respond to society concerns regarding hen and chick welfare. Although much uncertainty remains, important changes may be expected for the egg industry. The moment of transition presents opportunity to debate and outline the food system we want in the future.1 recurso online : PDF.application/pdfOvos - ProduçãoAves poedeiras - CriaçãoGalinhaMedicina VeterináriaBem-estar de galinhas poedeiras, transição para sistemas livres de gaiola e o futuro da indústria de ovosHen welfare, cage-free transition and the future of egg industryinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisengreponame:Repositório Institucional da UFPRinstname:Universidade Federal do Paraná (UFPR)instacron:UFPRinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALR - D - PAULA PIMPAO DE FREITAS.pdfapplication/pdf1884023https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/76680/1/R%20-%20D%20-%20PAULA%20PIMPAO%20DE%20FREITAS.pdff2834507cad3321eb3d411f4c4ecfd8eMD51open access1884/766802022-08-04 10:20:32.38open accessoai:acervodigital.ufpr.br:1884/76680Repositório InstitucionalPUBhttp://acervodigital.ufpr.br/oai/requestinformacaodigital@ufpr.bropendoar:3082022-08-04T13:20:32Repositório Institucional da UFPR - Universidade Federal do Paraná (UFPR)false
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