Variações do gene da Butirilcolinesterase (BCHE) em adolescentes obesos submetidos a tratamento físico multidisciplinar

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Chaves, Thaís Jannuzzi
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/1884/26019
Resumo: Resumo: A Butirilcolinesterase (BChE; EC 3.1.1.8) é uma esterase sérica de ampla distribuição no organismo que possui um papel importante no metabolismo de lípides e que já foi relacionada a variáveis clínicas e antropométricas associadas à obesidade. A BChE é codificada pelo gene BCHE (3q26.1-q26.2) que possui mais de 65 variantes descritas, sendo a -116A e a A539T duas das mais frequentes mutações na população Brasileira. Estas mutações, que estão em desequilíbrio de ligação, já apresentaram relações com a atividade da BChE e com a obesidade em adultos. O presente estudo foi realizado em duas etapas: Na etapa I foi analisada uma comparação entre um grupo de adolescentes obesos e um grupo de adolescentes não obesos da cidade de Curitiba-PR com idade de 10 a 16 anos. Na etapa II avaliou-se 25 dolescentes obesos submetidos a um programa multidisciplinar de atividade física e orientação nutricional antes e após 12 semanas de intervenção. Primeiramente foi analisada a atividade da butirilcolinesterase m obesos juvenis (N=118) e controles não obesos (n=158). Variáveis antropométricas e bioquímicas já associadas à obesidade, bem como o loco CHE2, também foram avaliadas. Em um segundo momento, foi investigado o SNP G-116A: mutação -116 (114 adolescentes obesos e 150 controles) e o SNP A539T: mutação K (120 adolescentes obesos e 144 controles) do gene BCHE e também analisadas variáveis ntropométricas e bioquímicas correlacionadas com estas variantes e a atividade da BChE. Foi encontrado que a atividade média da butirilcolinesterase nos adolescentes obesos é significativamente mais alta que no grupo controle e que na população de Curitiba. A frequência do fenótipo CHE2 C5+ é semelhante em obesos e controles, bem como em relação à população de Curitiba. Não existe diferença significativa na atividade da butirilcolinesterase em obesos com fenótipo CHE2 C5+ e CHE2 C5-. Os valores de LDL e de IMC estão positivamente correlacionados com a atividade enzimática nos adolescentes obesos. A valiação dos adolescentes após o término do programa multidisciplinar mostrou que a atividade da butirilcolineterase foi significativamente reduzida, tornando-se semelhante àquelas verificadas no grupo controle e na população de Curitiba. Também foram significativamente reduzidos IMC, triglicerídeos e circunferência abdominal. A atividade da butirilcolinesterase, portanto, está relacionada à obesidade juvenil e, assim omo outras variáveis associadas, responde à prática de exercícios físicos e pode ser utilizada como um marcador secundário para os riscos associados à obesidade juvenil. Na genotipagem da mutação K foi verificado que os genótipos estão em equilíbrio de Hardy-Weinberg e as frequências alélicas e genotípicas não diferem entre obesos, controles e população de Curitiba. Os genótipos do sítio -116 também estão em quilíbrio de Hardy-Weinberg, mas as frequências alélicas e genotípicas diferem nos adolescentes obesos e no grupo controle, e entre a amostra de obesos e a população de Curitiba, sugerindo um efeito protetor dessa variante no desenvolvimento de obesidade juvenil. Adolescentes obesos portadores da mutação -116A tem atividade média da BChE significativamente menor e triglicerídeos significativamente mais elevados que obesos com genótipo usual e com valores considerados elevados de acordo com os valores de referência propostos para esta faixa etária. Considerando que os indivíduos dos dois genótipos são obesos e que não apresentam diferenças significativas nas demais variáveis analisadas, a mutação - 116 pode ser sugerida como um marcador genético para hipertrigliceridemia em obesos.
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O presente estudo foi realizado em duas etapas: Na etapa I foi analisada uma comparação entre um grupo de adolescentes obesos e um grupo de adolescentes não obesos da cidade de Curitiba-PR com idade de 10 a 16 anos. Na etapa II avaliou-se 25 dolescentes obesos submetidos a um programa multidisciplinar de atividade física e orientação nutricional antes e após 12 semanas de intervenção. Primeiramente foi analisada a atividade da butirilcolinesterase m obesos juvenis (N=118) e controles não obesos (n=158). Variáveis antropométricas e bioquímicas já associadas à obesidade, bem como o loco CHE2, também foram avaliadas. Em um segundo momento, foi investigado o SNP G-116A: mutação -116 (114 adolescentes obesos e 150 controles) e o SNP A539T: mutação K (120 adolescentes obesos e 144 controles) do gene BCHE e também analisadas variáveis ntropométricas e bioquímicas correlacionadas com estas variantes e a atividade da BChE. Foi encontrado que a atividade média da butirilcolinesterase nos adolescentes obesos é significativamente mais alta que no grupo controle e que na população de Curitiba. A frequência do fenótipo CHE2 C5+ é semelhante em obesos e controles, bem como em relação à população de Curitiba. Não existe diferença significativa na atividade da butirilcolinesterase em obesos com fenótipo CHE2 C5+ e CHE2 C5-. Os valores de LDL e de IMC estão positivamente correlacionados com a atividade enzimática nos adolescentes obesos. A valiação dos adolescentes após o término do programa multidisciplinar mostrou que a atividade da butirilcolineterase foi significativamente reduzida, tornando-se semelhante àquelas verificadas no grupo controle e na população de Curitiba. Também foram significativamente reduzidos IMC, triglicerídeos e circunferência abdominal. A atividade da butirilcolinesterase, portanto, está relacionada à obesidade juvenil e, assim omo outras variáveis associadas, responde à prática de exercícios físicos e pode ser utilizada como um marcador secundário para os riscos associados à obesidade juvenil. Na genotipagem da mutação K foi verificado que os genótipos estão em equilíbrio de Hardy-Weinberg e as frequências alélicas e genotípicas não diferem entre obesos, controles e população de Curitiba. Os genótipos do sítio -116 também estão em quilíbrio de Hardy-Weinberg, mas as frequências alélicas e genotípicas diferem nos adolescentes obesos e no grupo controle, e entre a amostra de obesos e a população de Curitiba, sugerindo um efeito protetor dessa variante no desenvolvimento de obesidade juvenil. Adolescentes obesos portadores da mutação -116A tem atividade média da BChE significativamente menor e triglicerídeos significativamente mais elevados que obesos com genótipo usual e com valores considerados elevados de acordo com os valores de referência propostos para esta faixa etária. Considerando que os indivíduos dos dois genótipos são obesos e que não apresentam diferenças significativas nas demais variáveis analisadas, a mutação - 116 pode ser sugerida como um marcador genético para hipertrigliceridemia em obesos.application/pdfTesesVariações do gene da Butirilcolinesterase (BCHE) em adolescentes obesos submetidos a tratamento físico multidisciplinarinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporreponame:Repositório Institucional da UFPRinstname:Universidade Federal do Paraná (UFPR)instacron:UFPRinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALDISSERTACAO THAIS JANNUZZI CHAVES UFPR 2011.pdfapplication/pdf1562407https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/26019/1/DISSERTACAO%20THAIS%20JANNUZZI%20CHAVES%20UFPR%202011.pdf402b3a8c64b377cbc0ee40ddb4c0b21cMD51open accessTEXTDISSERTACAO THAIS JANNUZZI CHAVES UFPR 2011.pdf.txtDISSERTACAO THAIS JANNUZZI CHAVES UFPR 2011.pdf.txtExtracted Texttext/plain141949https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/26019/2/DISSERTACAO%20THAIS%20JANNUZZI%20CHAVES%20UFPR%202011.pdf.txte6028b60c171ec6da7ceb78e2ce44dc4MD52open accessTHUMBNAILDISSERTACAO THAIS JANNUZZI CHAVES UFPR 2011.pdf.jpgDISSERTACAO THAIS JANNUZZI CHAVES UFPR 2011.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1216https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/26019/3/DISSERTACAO%20THAIS%20JANNUZZI%20CHAVES%20UFPR%202011.pdf.jpga83cf7d5ead7c6949ce0ccffb6cbee75MD53open access1884/260192016-04-07 06:23:16.338open accessoai:acervodigital.ufpr.br:1884/26019Repositório InstitucionalPUBhttp://acervodigital.ufpr.br/oai/requestinformacaodigital@ufpr.bropendoar:3082016-04-07T09:23:16Repositório Institucional da UFPR - Universidade Federal do Paraná (UFPR)false
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