Utilização do Abciximab associado à angioplastia primária no tratamento do infarto agudo do miocárdio

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Hernández Brito, Manuel Lisandro
Orientador(a): Moura, Alvaro Vieira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/1884/28770
Resumo: Resumo: A angioplastia primária é uma alternativa à terapia trombo lítica no tratamento do infarto agudo do miocárdio (IAM) apresentando maior índice de patência e menor incidência de complicações e de eventos cardíacos maiores. No entanto, estes eventos ainda ocorrem em 5% a 15% dos casos. O uso do abciximab tem demonstrado diminuir estes eventos. O objetivo do presente estudo foi avaliar os benefícios do uso do abciximab na angioplastia primária no IAM, analisando: a) o fluxo na coronária responsável pelo infarto; b) a função ventricular global e regional; c) a incidência do desfecho composto de morte, IAM e revascularização da lesão alvo na fase hospitalar, em 30 dias e em 6 meses. Metodologia: Foram analisados entre novembro de 1997 e junho de 1999, 137 pacientes consecutivos com diagnóstico de IAM com menos de 12 horas de evolução, submetidos a angioplastia primária, através de um estudo longitudinal, não randomizado, com dados históricos. Foram excluídos os pacientes com choque cardiogênico. Foram estudados dois grupos, o grupo abciximab com 26 pacientes, que receberam durante a angioplastia, o agente abciximab, e o grupo controle com 111 pacientes que receberam a terapia convencional após angioplastia primária. Foi analisado o fluxo Thrombolysis In Myocardial Infarction (TIMI) na artéria coronária responsável do infarto na angiografia inicial (TIMI inicial), no final da angioplastia (TIMI final) e no reestudo angiográfico antes da alta (TIMI reestudo). Foram analisadas de forma pareada as ventriculografias da fase aguda do infarto e do reestudo, avaliando-se a fração de ejeção global, e a função ventricular regional, estimada pelo índice DP/corda. Resultados: Observouse nos grupos abciximab e controle fluxo TIMI final grau 3 em 76,9% x 83,8%, p=0,58; grau 2 em 23,1% x 13,5%, p=0,39; e grau 1 em 0% x 2,7%, p=0,49. No reestudo angiográfico observou-se fluxo TIMI 3 em 100% dos pacientes reestudados do grupo abciximab e em 92,1% do grupo controle (p=0,89). Nos pacientes que apresentavam fluxo TIMI final menor que 3, observou-se melhora no reestudo angiográfico em 100% do grupo abciximab e em 33% do grupo controle (p<0,0001). Verificou-se em cada grupo uma melhora significativa (p<0,0001) na análise pareada da função ventricular regional estimado pelo índice DP/corda. A redução no índice DP/corda foi de 29,9% no grupo abciximab e de 20,2% no grupo controle, porém sem diferença significativa quando comparados os grupos (p=0,58). Observou-se no grupo abciximab uma redução não significativa no desfecho composto de morte, infarto e nova revascularização da lesão alvo na fase hospitalar (3,85% x 9,0%; grupo abciximab e controle, respectivamente; p=0,34); e em 30 dias (4,0% x 12,0%; p=0,22); porém esta diferença não se manteve em 6 meses (24,0% abciximab x 22,0% controle; p=0,99). Conclusões: o uso do abciximab mostrou melhorar o fluxo sanguíneo na artéria relacionada ao infarto. A angioplastia primária melhorou a função ventricular regional, independente da terapia antitrombótica utilizada. O uso do abciximab mostrou uma tendência a reduzir o risco de eventos coronários adversos na fase hospitalar e nos primeiros 30 dias, benefício este não observado em 6 meses.
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