Forma e função das tocas e das chaminés de Uca thayeri rathbun, 1900 (crustacea, ocypodidae) no Manguezal do Rio das Garças, Baía de Guaratuba, Paraná

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Moreto, Thaís Fernanda
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/1884/30120
Resumo: Resumo: Forma e função das tocas e das chaminés de Uca thayeri Rathbun, 1900 (Crustacea, Ocypodidae) no manguezal do Rio das Garças, Baía de Guaratuba, Paraná. Uma descrição da forma e da função das chaminés e das tocas do chama-maré Uca thayeri foi realizada no manguezal do Rio das Garças, Baía de Guaratuba, PR. Experimentos em campo com liberações de machos e fêmeas em quadrados plásticos contendo tocas com e sem chaminés foram realizados para determinar o papel das mesmas. Em laboratório, foi observado o construtor das chaminés, se macho ou fêmea e, a influência das raízes dos mangues na construção das tocas. Para estudar a morfometria das chaminés, trabalhos de campo foram realizados mensalmente em uma área do manguezal, de abril/2011 a março/2012. A área estabelecida foi dividida em três faixas paralelas à margem do rio: externa (próxima da água), intermediária e interna; e as chaminés encontradas em cada faixa foram medidas quanto à sua altura (AL), diâmetro externo (DE) e diâmetro interno (DI) da abertura. Paralelamente ao estudo da morfometria das chaminés, em outra área do manguezal, as tocas com chaminé tiveram a sua morfologia interna moldada com parafina. De um total de 30 machos e 30 fêmeas utilizados nos experimentos, 28 machos e 26 fêmeas não ocuparam as tocas providas de chaminé, indicando que as chaminés atuam na proteção da toca contra caranguejos intrusos. Ambos os sexos são capazes de construir chaminés nas suas tocas, no entanto as fêmeas as constroem em maior proporção do que os machos e as fazem significativamente mais altas e com menores DE. A construção das tocas pela espécie foi significativamente associada a elementos estruturais (borda do terrário ou raízes artificiais=palitos de madeira) nos experimentos em laboratório, sugerindo que a espécie escava suas tocas próximas às raízes a fim de ganhar apoio estrutural. Foram medidas 602 chaminés durante o período de estudo, as quais apresentaram, em média, as maiores dimensões de DI e AL durante o período mais quente do ano (outubro a janeiro), sugerindo uma íntima associação entre estas estruturas e o período reprodutivo da espécie. Entretanto, não houve diferença significativa no número de tocas com chaminés entre as três faixas analisadas. As dimensões de DE, DI e AL das chaminés foram significativamente correlacionadas com a largura da carapaça dos caranguejos ocupantes. Foram obtidos moldes de 118 tocas, os quais foram agrupados em oito formatos distintos: espiral, vírgula, bastão (curto e longo), J, L, Y, Y invertido e paralelo ao substrato. O tamanho destes moldes (comprimento) e os seus formatos permitiram identificar dois períodos no ano: o primeiro nos meses frios (junho a setembro) caracterizado pela ocorrência de tocas curtas e em forma de bastão, as quais provavelmente tratam-se de tocas batumadas; e o segundo nos meses mais quentes (outubro a maio), caracterizado por tocas longas e integralmente abertas, o que deve estar relacionado com a interação mais dinâmica entre a toca e a superfície do solo com atividades de alimentação e reprodução.
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