Repensando o estresse : a influência do mindset sobre o cortisol em professores da educação básica do Paraná

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Langrafe Junior, Ari
Orientador(a): Nishiyama, Anita, 1965-
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/1884/97726
Resumo: Orientadora: Profa. Dra. Anita Nishiyama
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spelling Peixoto, Evandro MoraisUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Biológicas. Programa de Pós-Graduação em FisiologiaNishiyama, Anita, 1965-Langrafe Junior, Ari2025-08-05T15:39:15Z2025-08-05T15:39:15Z2025https://hdl.handle.net/1884/97726Orientadora: Profa. Dra. Anita NishiyamaCoorientador: Prof. Dr. Evandro Morais PeixotoTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Fisiologia. Defesa : Curitiba, 16/05/2025Inclui referênciasÁrea de concentração: FisiologiaResumo: Esta tese é composta por dois estudos interligados que investigam a influência da mentalidade sobre a concentração de cortisol entre professores da rede pública de ensino do Paraná, com ênfase nos fatores biopsicossociais e nas respostas cognitivas e hormonais associadas. A Stress Mindset Theory propõe que a maneira como os indivíduos interpretam o estresse — como algo debilitante ou como uma oportunidade de crescimento — influencia significativamente suas respostas emocionais, cognitivas, comportamentais e fisiológicas diante de situações estressantes. Assim, o objetivo geral desta tese foi compreender como essa interpretação do estresse se relaciona com as condições de trabalho docente, a mentalidade sobre o estresse, o desempenho frente a estressores e os biomarcadores fisiológicos cortisol e a desidroepiandrosterona sulfatada DHEA-S. O primeiro estudo, de natureza observacional, avaliou a mentalidade sobre o estresse e sua associação com fatores biopsicossociais em 75 professores da educação básica de Curitiba e Região Metropolitana. Os resultados revelaram que 83,5% dos docentes apresentavam uma mentalidade debilitante, principalmente entre mulheres, e que o estresse percebido estava significativamente associado à natureza da atividade docente. O gênero foi identificado como a principal variável associada à mentalidade e aos efeitos do estresse ocupacional. O segundo estudo, experimental, aplicou uma intervenção breve baseada em vídeos educativos sobre estresse (provenientes do laboratório Mind and Body da Universidade de Stanford), com uma amostra randomizada de 63 professores divididos em grupo intervenção (n=32) e grupo controle (n=31). A intervenção promoveu mudanças significativas na mentalidade sobre o estresse (p<0,001), que se mantiveram após 30 dias. Também houve melhora no desempenho cognitivo em tarefas de atenção sob estresse (Stroop incongruente, p=0,003) e uma redução significativa na secreção de cortisol salivar após a intervenção (p=0,004), embora esse efeito não tenha sido sustentado em um acompanhamento trinta dias depois (p=0,178). As concentrações de DHEA-S não apresentaram alterações significativas. Em conjunto, os resultados indicam que a mentalidade sobre o estresse — definida como a crença de que o estresse pode ser prejudicial ou, ao contrário, uma oportunidade para crescimento e desenvolvimento — é um fator psicológico central para a compreensão do estresse docente. A tese demonstra que intervenções simples e breves, como a aplicação de vídeos educativos, podem modificar essa mentalidade de forma significativa, promovendo mudanças positivas tanto nas respostas cognitivas quanto fisiológicas, como a melhora no desempenho sob estresse e a redução da concentração de cortisol. Assim, esta pesquisa oferece evidências empíricas que podem subsidiar políticas públicas voltadas à promoção da saúde mental no ambiente escolar, destacando a abordagem transformacional do estresse — que o enxerga não apenas como um risco, mas como um recurso potencial para o fortalecimento pedagógico e o bem-estar dos professoresAbstract: This thesis consists of two interrelated studies that investigate the influence of mindset on cortisol concentration among public school teachers in Paraná, with an emphasis on biopsychosocial factors and associated cognitive and hormonal responses. The Stress Mindset Theory proposes that the way individuals interpret stress—as something debilitating or as an opportunity for growth—significantly influences their emotional, cognitive, behavioral, and physiological responses to stressful situations. Thus, the overall objective of this thesis was to understand how this interpretation of stress relates to teaching conditions, stress mindset, performance in the face of stressors, and the physiological biomarkers cortisol and dehydroepiandrosterone sulfate (DHEA-S). The first study, observational in nature, assessed stress mindset and its association with biopsychosocial factors in 75 elementary school teachers in Curitiba and the surrounding metropolitan area. The results revealed that 83.5% of teachers had a debilitating mindset, mainly among women, and that perceived stress was significantly associated with the nature of teaching. Gender was identified as the main variable associated with mindset and the effects of occupational stress. The second study, which was experimental, applied a brief intervention based on educational videos about stress (from the Mind and Body laboratory at Stanford University) to a randomized sample of 63 teachers divided into an intervention group (n=32) and a control group (n=31). The intervention promoted significant changes in the mindset about stress (p<0.001), which were maintained after 30 days. There was also an improvement in cognitive performance on attention tasks under stress (incongruent Stroop, p=0.003) and a significant reduction in salivary cortisol secretion after the intervention (p=0.004), although this effect was not sustained at a 30-day follow-up (p=0.178). DHEA-S levels did not show significant changes. Taken together, the results indicate that stress mindset—defined as the belief that stress can be harmful or, conversely, an opportunity for growth and development—is a central psychological factor in understanding teacher stress. The thesis demonstrates that simple and brief interventions, such as the use of educational videos, can significantly change this mindset, promoting positive changes in both cognitive and physiological responses, such as improved performance under stress and reduced cortisol levels. Thus, this research offers empirical evidence that can inform public policies aimed at promoting mental health in the school environment, highlighting the transformational approach to stress — which sees it not only as a risk but as a potential resource for pedagogical strengthening and teacher well-being1 recurso online : PDF.application/pdfProfessores - Estresse ocupacionalAdministração do estresseMentalidadeCortisolEducação básica - ParanáSaúde mentalFisiologiaRepensando o estresse : a influência do mindset sobre o cortisol em professores da educação básica do Paranáinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporreponame:Repositório Institucional da UFPRinstname:Universidade Federal do Paraná (UFPR)instacron:UFPRinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALR - T - ARI LANGRAFE JUNIOR.pdfapplication/pdf2797596https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/97726/1/R%20-%20T%20-%20ARI%20LANGRAFE%20JUNIOR.pdf849e7213f3977ffc89a6fc8cd1e87413MD51open access1884/977262025-08-05 12:39:15.804open accessoai:acervodigital.ufpr.br:1884/97726Repositório InstitucionalPUBhttp://acervodigital.ufpr.br/oai/requestinformacaodigital@ufpr.bropendoar:3082025-08-05T15:39:15Repositório Institucional da UFPR - Universidade Federal do Paraná (UFPR)false
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