Variações espaciais e temporais na abundância e distribuição do caranguejo Ocypode quadrata nos subambientes praiais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Guilherme, Pablo Damian Borges
Orientador(a): Borzone, Carlos Alberto, 1955-
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/1884/47983
Resumo: Orientador : Prof. Dr. Carlos Alberto Borzone
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spelling Guilherme, Pablo Damian BorgesPadial, André AndrianUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Biológicas. Programa de Pós-Graduação em Ecologia e ConservaçãoBorzone, Carlos Alberto, 1955-2017-07-13T18:52:02Z2017-07-13T18:52:02Z2017http://hdl.handle.net/1884/47983Orientador : Prof. Dr. Carlos Alberto BorzoneCoorientador : Prof. Dr. André Adrian PadialTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação. Defesa: Pontal do Paraná, 31/03/2017Inclui referências 114-129; 136-141Área de concentração : Ecologia e conservaçãoResumo: A espécie Ocypode quadrata vive em praias arenosas oceânicas e não-oceânicas, protegidas ou expostas, em diferentes regimes climáticos e regiões biogeográficas. Embora muitos trabalhos de distribuição e abundância tenham sido realizados com o gênero, estudos em grandes escalas espaciais e temporais permanecem escassos, principalmente sob a perspectiva dos subambientes praiais. Além disso, as variações metodológicas nas estimativas populacionais dificultam a comparação a longo prazo por metanálise. Este estudo avaliou as variações espaciais e temporais em pequenas (Capítulo 1) e grandes escalas espaciais da costa brasileira (Capítulo 2) da abundância, densidade e distribuição do caranguejo O. quadrata nos subambientes praiais, além de identificar os melhores métodos para estimativas populacionais a longo prazo (Capítulo 3). Em pequena escala, o estudo detalhado da distribuição temporal e espacial das tocas mostrou variações nas categorias etárias, situações de ocupação e subambientes praiais, associadas às flutuações sazonais das condições meteorológicas e oceanográficas. A população apresentou segregação etária espacial e temporal, sempre evitando a competição intraespecífica entre os recrutas e jovens/adultos. Em grande escala, a comparação entre as praias localizadas em três ecorregiões marinhas, Nordeste, Sudeste Brasil e Rio Grande, deixou claro o efeito da latitude e do parâmetro morfodinâmico sobre a abundância, densidade e distribuição das tocas de O. quadrata. A densidade das tocas foi maior em altas latitudes, enquanto que a abundância foi maior em praias dissipativas. O subambiente com maior número de tocas no Nordeste Brasil foi a duna frontal incipiente, e nas demais ecorregiões foi o supralitoral. Por outro lado, a concentração de tocas foi maior na zona de detrito na ecorregião Nordeste e Sudeste Brasil e no Rio Grande permaneceu sendo o supralitoral. Dentre as características físicas locais, o tamanho e penetrabilidade do sedimento demonstraram uma relação positiva com a abundância e densidade de tocas no supralitoral. Quanto à avaliação das metodologias, diversas estratégias para estimar a densidade dos caranguejos do gênero Ocypode foram inventariadas e testadas, chegando a um denominador comum que considerou não apenas a precisão e exatidão do método, mas também a logística e praticidade. Com base nos resultados obtidos através das estratégias metodológicas, diversas recomendações foram discutidas e apresentadas. Em resumo, o presente estudo selecionou as estratégias com transecções perpendiculares à praia, formadas de subunidades amostrais concatenadas de 1, 4 ou 25 m² replicadas espacial e temporalmente. Um dos maiores avanços dessa tese foi identificar as dunas como subambiente constantemente habitado pela espécie Ocypode quadrata, tanto ao longo do tempo quanto em pequenas e grandes escalas espaciais. Diante de tal situação, as estimativas populacionais devem ser sempre realizadas até as dunas, evitando a subamostragem dos jovens e adultos. Gestores e tomadores de decisão devem considerar que a perda e a quebra de conexão entre os subambientes, podem gerar populações inviáveis através da agregação das categorias etárias e que por sua vez modificaria até mesmo o funcionamento ecológico do ecossistema. Palavras-chave: Caranguejo-fantasma. Dunas. Segregação.Abstract: The atlantic ghost crab, Ocypode quadrata, live on sandy, oceanic and non-oceanic beaches, protected or exposed, in different climatic regimes and biogeographical regions. Although many works of distribution and abundance have been carried with the genus Ocypode, but studies at large spatial and temporal scales remain scarce, especially from the perspective of the beach subenvironments. In addition, methodological variations in population estimates make it difficult to compare longterm. This study evaluated the spatial and temporal variations in the small (Chapter 1) and large spatial scales of the Brazilian coast (Chapter 2) of the abundance, density and distribution of the crab O. quadrata in the beach subenvironments, besides identifying the best methods for population estimates to long term studies (Chapter 3). On a small scale, the detailed study of temporal and spatial burrows distribution showed variations in age categories, occupancy situations and beach subenvironments, associated to seasonal fluctuations in meteorological and oceanographic conditions. The population presented spatial and temporal age segregation, always avoiding intraspecific competition between recruits and juveniles/adults. On a large scale, the comparison between the beaches located in three marine ecoregions: Northeastern Brazil, Southeastern Brazil and Rio Grande, showing a clear the effect of latitude and morphodynamic parameters on the abundance, density and distribution of O. quadrata burrows. The burrows density was higher in high latitudes, while abundance was higher in dissipative beaches. The subenvironment with the highest number of burrows in the Northeastern Brazil was the incipient foredune, and in the other ecoregions was the supralittoral. On the other hand, the concentration of burrows was higher in the drift zone in the Northeastern and Southeastern Brazil, while Rio Grande ecoregion remained the supralittoral. Among the local physical characteristics, sediment size and penetrability demonstrated a positive relation with the abundance and density of burrows in the supralittoral. Regarding the evaluation of methodologies, several strategies to estimate the density of Ocypode crabs were inventoried and tested, arriving at a common denominator that considered not only the precision and accuracy of the method, but also the logistics and practicality. Based on the results obtained through the methodological strategies, several recommendations were discussed and presented. In summary, the present study selected the strategies with across-shore transects, formed of concatenated sample subunits of 1, 4 or 25 m² spatially and temporally replicated. One of the major advances of this thesis was to identify foredunes as a subenvironment constantly inhabited by the Ocypode quadrata, both over time and on small and large spatial scales. Faced with such a situation, population estimates in Brazilians beaches must always include the foredunes, avoiding the under-sampling of the juveniles and adults. Managers and decision-makers must consider that the loss and breakdown of connections between subenvironments can generate unviable populations through the aggregation of age categories, which in turn would modify even the ecological functioning of the ecosystem. Key-words: Ghost-crab. Foredunes. Segregation.141 f. : il., mapas.application/pdfDisponível em formato digitalEcologiaCaranguejoDunasSegregaçãoVariações espaciais e temporais na abundância e distribuição do caranguejo Ocypode quadrata nos subambientes praiaisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporreponame:Repositório Institucional da UFPRinstname:Universidade Federal do Paraná (UFPR)instacron:UFPRinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALR - T - PABLO DAMIAN BORGES GUILHERME.pdfapplication/pdf8305756https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/47983/1/R%20-%20T%20-%20PABLO%20DAMIAN%20BORGES%20GUILHERME.pdf800a6d4c09f3a1c9abda40c9159c3ce4MD51open access1884/479832017-07-13 15:52:03.04open accessoai:acervodigital.ufpr.br:1884/47983Repositório InstitucionalPUBhttp://acervodigital.ufpr.br/oai/requestinformacaodigital@ufpr.bropendoar:3082017-07-13T18:52:03Repositório Institucional da UFPR - Universidade Federal do Paraná (UFPR)false
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