Efeito da temperatura na reprodução, ciclo de vida e consumo de Euspilotus azureus (Sahlberg, 1823)(Coleoptera, Histeridae), uma espécie de interesse forense

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Caneparo, Maria Fernanda da Cruz
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/1884/32352
Resumo: Resumo: A entomofauna associada à carcaça é comumente utilizada na Entomologia Forense para estimar o intervalo pós-morte (IPM). Coleoptera é uma das ordens de maior interesse forense, sendo que Euspilotus azureus destaca-se dentre as espécies de Histeridae mais coletadas em carcaças na América do Sul. Entretanto, pouco se conhece acerca do sua biologia. Tendo em vista que E. azureus ocorre em países de amplo território e com diferentes biomas, hipotetiza-se que a espécie não seja limitada pela temperatura. Para tanto, três experimentos foram desenvolvidos nas temperaturas 10°C, 15°C, 20°C, 25°C, 30°C e 35°C, com objetivo de avaliar o efeito da temperatura no seu ciclo de vida. O primeiro experimento consistiu na avaliação morfológica da genitália e caracterização do comportamento reprodutivo; o segundo no acompanhamento do ciclo de vida do ovo ao adulto; e no terceiro o consumo da presa e forragemento. Os resultados do presente estudo evidenciaram o efeito da temperatura sob o ciclo de vida e duração das categorias comportamentais, limitando o desenvolvimento nas temperaturas extremas (10°C e 35°C). A frequência e duração das categorias comportamentais de reprodução foram influenciadas pela temperatura, a percepção do co-específico foi mais demorada em 15°C (38,1±10,6 segundos), o reconhecimento foi mais rápido nas temperaturas altas (25°C e 30°C), o tempo de cortejo foi menor em 25°C (29,2±16,7 segundos) e 30°C (30,3±13,1 segundos) do que em 15°C (37±8 segundos). Foi possível inferir que o comportamento de guarda, limpeza do trato reprodutor e competição espermática parecem ser mecanismos inviáveis para a estratégia reprodutiva adotada por E. azureus. O tempo de desenvolvimento de ovo a adulto foi maior em temperaturas mais baixas, em média 54,8 dias. A frequência de viabilidade dos ovos foi menor em 30°C, entretanto a frequência de posturas foi maior em 25°C (10±2,7) e 30°C (9 ±2,2). A longevidade dos adultos foi maior à 15°C, em média 44,3±18,9 dias (fêmea) e 46±19,5 dias (macho). Respostas tais como as médias de oviposição, ovos por postura e tempo de desenvolvimento, sugerem que as temperaturas mais altas sejam mais favoráveis para a espécie. A frequência do consumo diário foi menor em 15°C para fêmeas (0,34 presas) e larvas L2 (0,26 presas). A frequência de padrões motores exibidos por larvas e adultos foi afetada pela temperatura, entretanto a duração do forragemento foi afetada apenas na categoria comportamental de reconhecimento, diferindo entre as temperaturas mais baixas (15°C e 20°C) e altas (25°C e 30°C). As informações do presente estudo responderam a pergunta inicial indicando que a temperatura afeta os aspectos do comportamento reprodutivo, ciclo de vida, e forrageamento. Os dados do presente estudo sugerem que E. azureus apresenta um repertório comportamental essereotipado, comum em espécies com perfil ecológico oportunista.
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