"Somos muitos Franciscos iguais em tudo e na sina" : violência, resistência camponesa, revolta de Porecatu e micro-história

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Gonzaga, Caroline, 1995-
Orientador(a): Gonçalves, Marcos, 1961-
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/1884/69399
Resumo: Orientador: Prof. Dr. Marcos Gonçalves
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spelling Gonzaga, Caroline, 1995-Universidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em HistóriaGonçalves, Marcos, 1961-2021-02-09T12:27:47Z2021-02-09T12:27:47Z2020https://hdl.handle.net/1884/69399Orientador: Prof. Dr. Marcos GonçalvesDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em História. Defesa : Curitiba, 20/02/2020Inclui referências: p. 160-165Resumo: A Revolta de Porecatu, ocorrida no norte paranaense, teve início em 1944 quando centenas de famílias de posseiros, que não conseguiam legalizar a posse de suas terras perante o governo, fundaram duas Associações de Lavradores. Nos embates contra grileiros, jagunços e forças policiais os camponeses de Porecatu receberam ajuda do Partido Comunista (PCB). A partir de 1948, com a chega do partido na região, a resistência camponesa se transformou em uma resistência armada. Em 1951 a polícia e agentes do DOPS localizaram uma reunião do PCB em Londrina e prenderam dirigentes do partido e membros do comando da Revolta de Porecatu. No mesmo ano o Estado enviou um grande contingente de homens para combater o levante. Em julho de 1951 não havia mais posseiros de armas na mão e o fim desses camponeses foi variado: muitos foram presos, outros fizeram acordos com grileiros, outros passaram a se dedicar a militância clandestina no Partido Comunista, alguns fugiram da região e muitos foram mortos. O presente trabalho propõe investigar, em um primeiro momento, a tortura e assassinato de Francisco Bernardo dos Santos - camponês, residente da região de Porecatu, morto em 1950. A partir da reconstrução de sua trajetória, por meio da microhistória, busca-se compreender também a trajetória de outros camponeses que tiveram suas vidas atravessadas pela violência. Outro objetivo importante que busca-se desenvolver ao longo do trabalho é o de compreender a história dos camponeses de Porecatu sem que estejam sob a "tutela" do Partido Comunista. Palavras-chave: Violência. Resistência camponesa. Revolta de Porecatu. Micro-história.Abstract: The Porecatu Uprising, located in the north of Paraná, Brazil, began in 1944 when hundreds of squatter families, unable to legalize their lands' ownership before the government, founded two Association of Farmers. In clashes against land grabbers ("grileiros"), gunmen and police enforcers, Porecatu countrymen received help from the Communist Party (BCP). From 1948, with the arrival of the party in Porecatu, the villager resistance became an armed resistance. In 1951, the police and DOPS (Department of Social and Political Order) agents located a BCP meeting in Londrina and arrested party leaders and Porecatu Uprising command members. In the same year, the government sent a large contingent of men to fight the rebellion. In July 1951, there were no more armed squatters and the end of the villager resistance was varied: many were arrested, others made deals with land grabbers, others dedicated themselves to illegal activism in the Communist Party, some ran away from the region and many were murdered. This project seeks to investigate, at first, the torture and murder of Francisco Bernardo dos Santos - countryman, Porecatu resident, murdered in 1950. From the reconstruction of his life path, through micro-history, this research project aims to also understand the life stories of other countrymen who have also faced violence throughout their lives. Another proposed objective is to understand the history of Porecatu peasantry while not taking in regard the "guardianship" of the Communist Party. Keywords: Violence. Peasantry resistance. Porecatu Uprising. Micro-history.173 p. : il. (algumas color.).application/pdfCamponeses - Revoltas - PorecatuPosse de terraBrasil - HistóriaHistória"Somos muitos Franciscos iguais em tudo e na sina" : violência, resistência camponesa, revolta de Porecatu e micro-históriainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporreponame:Repositório Institucional da UFPRinstname:Universidade Federal do Paraná (UFPR)instacron:UFPRinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALR - D - CAROLINE GONZAGA.pdfapplication/pdf3057470https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/69399/1/R%20-%20D%20-%20CAROLINE%20GONZAGA.pdfa652092c074f86acd5324c5a51b639f4MD51open access1884/693992021-02-09 09:27:47.245open accessoai:acervodigital.ufpr.br:1884/69399Repositório InstitucionalPUBhttp://acervodigital.ufpr.br/oai/requestinformacaodigital@ufpr.bropendoar:3082021-02-09T12:27:47Repositório Institucional da UFPR - Universidade Federal do Paraná (UFPR)false
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