A primavera de uma modernidade : Montaigne e as origens da filosofia moderna

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Azizi, Diego dos Anjos
Orientador(a): Limongi, Maria Isabel de Magalhães Papaterra, 1967-
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/1884/88700
Resumo: Orientadora: Profª. Drª Maria Isabel Limongi
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spelling Universidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em FilosofiaLimongi, Maria Isabel de Magalhães Papaterra, 1967-Azizi, Diego dos Anjos2024-06-27T19:25:45Z2024-06-27T19:25:45Z2024https://hdl.handle.net/1884/88700Orientadora: Profª. Drª Maria Isabel LimongiTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia. Defesa : Curitiba, 29/02/2024Inclui referênciasÁrea de concentração: FilosofiaResumo: O presente trabalho tem como objetivo tentar responder às perguntas: "Qual é a importância de Montaigne para a filosofia moderna ocidental e qual é o papel que a subjetividade emergente dos Ensaios tem na produção filosófica posterior?" Esta pesquisa afirma que há em Montaigne não apenas uma profunda e riquíssima filosofia, que ultrapassa o registro do ceticismo tradicional, mas também uma das fundações da própria filosofia moderna. Ler Montaigne como um filósofo e fazer jus à revolução que empreendeu na Modernidade é o objetivo deste trabalho. O novo projeto filosófico de Montaigne é radical e inaugura o ato filosófico moderno, expressão de uma intenção filosófica sem precedentes que parte do exercício do juízo e termina na experiência de si. Ao rejeitar todos os pressupostos da filosofia tradicional aristotélico-tomista, traz a filosofia do céu metafísico inalcançável para o mundo dos seres humanos, falíveis, finitos, impremeditados e fortuitos. A figura do filósofo não é mais a do pensamento contemplativo, em que ele se transforma em algo divino, a expressão excelente e essencial da humanidade. Montaigne fala a linguagem das tavernas, das ruas e dos mercados, fala sobre o particular, o falível e finito. Montaigne fala a partir de um ponto singular, crivo para a possibilidade de produzir discursos sobre as coisas e o mundo: esse ponto singular muda a história da filosofia. Montaigne parte do "eu", daquilo que chamamos contemporaneamente de subjetividade para produzir sua moderna filosofia. Para mostrar o percurso desse pensamento, o trabalho se inicia com uma reflexão sobre o que significa o "moderno" e, com isso, qualificar o que entendemos por "Modernidade" e "filosofia moderna". Após essa conceitualização, o trabalho busca encontrar a expressão do moderno na forma ensaística da filosofia montaigniana. Em seguida reflete-se sobre o pensamento descolonial de Montaigne sobre a alteridade, nas próprias origens do mundo moderno, quando a Europa entra em contato com o seu Outro. Finalmente o trabalho reflete sobre a subjetividade narrativa, relacional e situada que Montaigne desenvolve nos Ensaios, para concluir que é com ele que a filosofia moderna institui uma de suas origens.Abstract: This research aims to address the questions: "What is Montaigne's importance for Western modern philosophy, and what role does the emerging subjectivity in the Essays play in subsequent philosophical production?" This research posits that Montaigne offers not only a profound and rich philosophy, surpassing traditional skepticism, but also one of the foundations of modern philosophy itself. The objective of this work is to read Montaigne as a philosopher and to do justice to the revolution he initiated in Modernity. Montaigne's new philosophical project is radical and inaugurates the modern philosophical act, expressing an unprecedented philosophical intention that begins with the exercise of judgment and culminates in the experience of the self. By rejecting all presuppositions of traditional Aristotelian-Thomistic philosophy, Montaigne brings philosophy down from the unreachable metaphysical heavens to the world of human beings, who are fallible, finite, unpremeditated, and fortuitous. The figure of the philosopher is no longer one of contemplative thought transforming into something divine, the excellent and essential expression of humanity. Montaigne speaks the language of taverns, streets, and markets; he speaks of the particular, the fallible, and the finite. Montaigne speaks from a singular point, a filter through which it becomes possible to produce discourses about things and the world: this singular point changes the history of philosophy. Montaigne starts from the "I," from what we contemporarily call subjectivity, to produce his modern philosophy. To trace the path of this thought, the work begins with a reflection on what it means to be "modern," thereby qualifying what we understand by "Modernity" and "modern philosophy." Following this conceptualization, the work seeks to find the expression of the modern in Montaigne’s essayistic form of philosophy. It then reflects on Montaigne’s decolonial thinking about alterity at the very origins of the modern world, when Europe came into contact with its Other. Finally, the work examines the narrative, relational, and situated subjectivity that Montaigne develops in the Essays, concluding that it is with him that modern philosophy establishes one of its origins.1 recurso online : PDF.application/pdfMontaigne, Michel de, 1533-1592Civilização modernaSubjetividadeFilosofia modernaFilosofiaA primavera de uma modernidade : Montaigne e as origens da filosofia modernainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporreponame:Repositório Institucional da UFPRinstname:Universidade Federal do Paraná (UFPR)instacron:UFPRinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALR - T - DIEGO DOS ANJOS AZIZI.pdfapplication/pdf2713840https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/88700/1/R%20-%20T%20-%20DIEGO%20DOS%20ANJOS%20AZIZI.pdfd9bcc00048c18eb0e0b1c040853b4f8cMD51open access1884/887002024-06-27 16:25:45.963open accessoai:acervodigital.ufpr.br:1884/88700Repositório InstitucionalPUBhttp://acervodigital.ufpr.br/oai/requestinformacaodigital@ufpr.bropendoar:3082024-06-27T19:25:45Repositório Institucional da UFPR - Universidade Federal do Paraná (UFPR)false
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