Comportamento de marcação por cheiro em Leontopithecus caissara (Primates, Callitrichidae).

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Barriento, Fernando Gomes
Orientador(a): Passos, Fernando de Camargo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/1884/35197
Resumo: Resumo: A comunicação olfativa possui um papel significativo na comunicação dos primatas neotropicais. Assim como outros callitriquídeos, Leontopithecus caissara apresenta evidências morfológicas e comportamentais que permitem pressupor que o comportamento de marcação por cheiro possua funções na comunicação entre os indivíduos. Estudos do comportamento de marcação por cheiro abordam principalmente a comunicação do status social; do estado reprodutivo; e territorialidade. O objetivo deste trabalho foi investigar diferenças e funções do comportamento de marcação por cheiro em indivíduos de diferentes grupos de L. caissara. Este estudo realizou-se com dois grupos de micos-leões, um na porção sul da Ilha do Superagui, Guaraqueçaba-PR, e o outro na região do Ariri, Cananéia-SP. Foi utilizado o método de todas as ocorrências para a quantificação das marcações de cheiro e para a determinação da área de vida foi utilizado método de varredura instantânea, com intervalos de 15 e 20 minutos entre os pontos de GPS. A estatística foi realizada por meio do teste G e a análises de densidade de Kernel. Somente no grupo Superagui foi encontrado um desequilíbrio das marcações entre os indivíduos, sendo que o macho reprodutor foi o responsável pela maioria dos eventos em períodos com e sem confrontos. Quando comparados todos os machos e todas as fêmeas dos grupos, o macho reprodutor no Superagui e a fêmea solitária no Ariri, foram os animais que apresentaram os resultados significativos no seu gênero. Os grupos apresentaram maiores taxas de marcações durante confrontos, porém não foi observada diferença significativa das marcações entre as zonas exclusivas e compartilhadas quando dois aspectos foram considerados: o tamanho e frequência de uso das zonas. Também foi observada uma concomitância da densidade das marcações com a utilização da área de vida. Este estudo não corroborou a função de territorialidade para as marcações de cheiro. Entretanto, indica um papel importante na manutenção hierárquica-reprodutiva, como forma de comunicação e supressão intrasexual não agressiva entre machos do mesmo grupo, e, além disso, pode funcionar como guarda da parceira reprodutiva durante confrontos intergrupo. Para as fêmeas, este comportamento não parece estar relacionado da mesma maneira que para os machos, outras funções, como a sincronização com parceiro reprodutivo são sugeridas. As marcações possuem um papel importante na comunicação sexual dos indivíduos e sua plasticidade em diferentes contextos pode ser resultado da diversidade da composição de grupos presente na Natureza.
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