Florística, fitossociologia e fenologia de três fitofisionomias campestres no Parque Estadual de Vila Velha, Ponta Grossa, Paraná
| Ano de defesa: | 2014 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/1884/35927 |
Resumo: | Resumo: Neste estudo, foram avaliadas a composição, estrutura, variação florística sazonal e o padrão fenológico de espécies de três fitofisionomias campestres, nos limites do Parque Estadual de Vila Velha, uma unidade de Conservação de 3.803 ha localizada no município de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, Estado do Paraná. Os levantamentos foram realizados sob diferentes condições pedológicas, compreendendo áreas de estepe não-hidromórfica (ENH), estepe hidromórfica (EH) e estepe rupestre (ER). No levantamento fitossociológico, foram alocadas 30 parcelas de 1x1m, totalizando uma amostragem de 90 m2. A variação florística sazonal foi estudada através de visitas quinzenais durante 12 meses, nas unidades amostrais, onde foram verificadas presença e ausência e recrutamento de novas espécies. As avaliações fenológicas foram realizadas quinzenalmente, no período de 12 meses, considerando os eventos de floração e frutificação. Para o estudo florístico foram acrescentadas coletas aleatórias, próximas às parcelas, de espécies vasculares em estágio reprodutivo. Foram amostradas um total de 291 espécies, compreendidas em 53 famílias, sendo, destas, 164 espécies na estepe não-hidromórfica (ENH), 91 na estepe hidromórfica (EH) e 57 na estepe rupestre (ER). As famílias com maior riqueza florística foram Asteraceae, seguida de Poaceae, Cyperaceae, Fabaceae e Melastomataceae. As espécies comuns presentes em todas as fitofisionomias estudadas foram somente três, Bulbostylis capillaris, Achyrocline satureioides e Andropogon leucostachyus, e a similaridade entre as três fitofisionomias se mostrou muito baixa. As espécies que obtiveram maior Valor de Importância (VI) foram Gochnatia argyrea (10,84%) (ENH), Poaceae sp2 (31,01%) (EH) e Calea parvifolia (43,55%) (ER). A maior riqueza florística na ENH e na ER foi observada no mês de dezembro e na EH foi em fevereiro. Na distribuição das formas de vida por riqueza de espécies em cada área se destacou o grupo dos hemicriptófitos. A síndrome de dispersão predominante foi anemocórica. Na ENH e na EH o pico de floração ocorreu no mês de fevereiro e na ER ocorreu no mês de março, com decréscimo do número de riqueza de espécies floridas e frutificadas até o mês de julho. Nas áreas amostrais foi possível observar uma expressiva variação na riqueza e composição florística das espécies, ditadas pelas diferentes condições pedológicas e hídricas, e possivelmente associados aos efeitos ocasionados pela ocorrência do fogo e de geadas que ocorrem na região. A variação florística sazonal e a fenologia reprodutiva da vegetação apresentaram correlação com temperatura. Investigações de longo prazo ainda são necessárias para a compreensão da dinâmica da vegetação campestre, especialmente em períodos onde não são registradas variáveis meteorológicas atípicas. |
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Silva, Adriane Ribeiro daUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Agrárias. Programa de Pós-Graduação em Engenharia FlorestalCarmo, Marta Regina Barrotto doGalvão, Franklin, 1952-2014-08-27T15:40:51Z2014-08-27T15:40:51Z2014http://hdl.handle.net/1884/35927Resumo: Neste estudo, foram avaliadas a composição, estrutura, variação florística sazonal e o padrão fenológico de espécies de três fitofisionomias campestres, nos limites do Parque Estadual de Vila Velha, uma unidade de Conservação de 3.803 ha localizada no município de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, Estado do Paraná. Os levantamentos foram realizados sob diferentes condições pedológicas, compreendendo áreas de estepe não-hidromórfica (ENH), estepe hidromórfica (EH) e estepe rupestre (ER). No levantamento fitossociológico, foram alocadas 30 parcelas de 1x1m, totalizando uma amostragem de 90 m2. A variação florística sazonal foi estudada através de visitas quinzenais durante 12 meses, nas unidades amostrais, onde foram verificadas presença e ausência e recrutamento de novas espécies. As avaliações fenológicas foram realizadas quinzenalmente, no período de 12 meses, considerando os eventos de floração e frutificação. Para o estudo florístico foram acrescentadas coletas aleatórias, próximas às parcelas, de espécies vasculares em estágio reprodutivo. Foram amostradas um total de 291 espécies, compreendidas em 53 famílias, sendo, destas, 164 espécies na estepe não-hidromórfica (ENH), 91 na estepe hidromórfica (EH) e 57 na estepe rupestre (ER). As famílias com maior riqueza florística foram Asteraceae, seguida de Poaceae, Cyperaceae, Fabaceae e Melastomataceae. As espécies comuns presentes em todas as fitofisionomias estudadas foram somente três, Bulbostylis capillaris, Achyrocline satureioides e Andropogon leucostachyus, e a similaridade entre as três fitofisionomias se mostrou muito baixa. As espécies que obtiveram maior Valor de Importância (VI) foram Gochnatia argyrea (10,84%) (ENH), Poaceae sp2 (31,01%) (EH) e Calea parvifolia (43,55%) (ER). A maior riqueza florística na ENH e na ER foi observada no mês de dezembro e na EH foi em fevereiro. Na distribuição das formas de vida por riqueza de espécies em cada área se destacou o grupo dos hemicriptófitos. A síndrome de dispersão predominante foi anemocórica. Na ENH e na EH o pico de floração ocorreu no mês de fevereiro e na ER ocorreu no mês de março, com decréscimo do número de riqueza de espécies floridas e frutificadas até o mês de julho. Nas áreas amostrais foi possível observar uma expressiva variação na riqueza e composição florística das espécies, ditadas pelas diferentes condições pedológicas e hídricas, e possivelmente associados aos efeitos ocasionados pela ocorrência do fogo e de geadas que ocorrem na região. A variação florística sazonal e a fenologia reprodutiva da vegetação apresentaram correlação com temperatura. Investigações de longo prazo ainda são necessárias para a compreensão da dinâmica da vegetação campestre, especialmente em períodos onde não são registradas variáveis meteorológicas atípicas.application/pdfLevantamentos florestaisFenologia vegetalComunidades vegetaisFlorística, fitossociologia e fenologia de três fitofisionomias campestres no Parque Estadual de Vila Velha, Ponta Grossa, Paranáinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporreponame:Repositório Institucional da UFPRinstname:Universidade Federal do Paraná (UFPR)instacron:UFPRinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALR - D - ADRIANE RIBEIRO DA SILVA.pdfapplication/pdf8701379https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/35927/1/R%20-%20D%20-%20ADRIANE%20RIBEIRO%20DA%20SILVA.pdf53d3b58728b0e492cf81138f895d9d8fMD51open accessTEXTR - D - ADRIANE RIBEIRO DA SILVA.pdf.txtR - D - ADRIANE RIBEIRO DA SILVA.pdf.txtExtracted Texttext/plain164877https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/35927/2/R%20-%20D%20-%20ADRIANE%20RIBEIRO%20DA%20SILVA.pdf.txte23c501a217b33473481e613c40e2ee0MD52open accessTHUMBNAILR - D - ADRIANE RIBEIRO DA SILVA.pdf.jpgR - D - ADRIANE RIBEIRO DA SILVA.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1144https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/35927/3/R%20-%20D%20-%20ADRIANE%20RIBEIRO%20DA%20SILVA.pdf.jpgd6c269cf6dac4fdbcccc777474a0c89bMD53open access1884/359272016-04-07 05:12:49.39open accessoai:acervodigital.ufpr.br:1884/35927Repositório InstitucionalPUBhttp://acervodigital.ufpr.br/oai/requestinformacaodigital@ufpr.bropendoar:3082016-04-07T08:12:49Repositório Institucional da UFPR - Universidade Federal do Paraná (UFPR)false |
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