Florística, fitossociologia e fenologia de três fitofisionomias campestres no Parque Estadual de Vila Velha, Ponta Grossa, Paraná

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Silva, Adriane Ribeiro da
Orientador(a): Galvão, Franklin, 1952-
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/1884/35927
Resumo: Resumo: Neste estudo, foram avaliadas a composição, estrutura, variação florística sazonal e o padrão fenológico de espécies de três fitofisionomias campestres, nos limites do Parque Estadual de Vila Velha, uma unidade de Conservação de 3.803 ha localizada no município de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, Estado do Paraná. Os levantamentos foram realizados sob diferentes condições pedológicas, compreendendo áreas de estepe não-hidromórfica (ENH), estepe hidromórfica (EH) e estepe rupestre (ER). No levantamento fitossociológico, foram alocadas 30 parcelas de 1x1m, totalizando uma amostragem de 90 m2. A variação florística sazonal foi estudada através de visitas quinzenais durante 12 meses, nas unidades amostrais, onde foram verificadas presença e ausência e recrutamento de novas espécies. As avaliações fenológicas foram realizadas quinzenalmente, no período de 12 meses, considerando os eventos de floração e frutificação. Para o estudo florístico foram acrescentadas coletas aleatórias, próximas às parcelas, de espécies vasculares em estágio reprodutivo. Foram amostradas um total de 291 espécies, compreendidas em 53 famílias, sendo, destas, 164 espécies na estepe não-hidromórfica (ENH), 91 na estepe hidromórfica (EH) e 57 na estepe rupestre (ER). As famílias com maior riqueza florística foram Asteraceae, seguida de Poaceae, Cyperaceae, Fabaceae e Melastomataceae. As espécies comuns presentes em todas as fitofisionomias estudadas foram somente três, Bulbostylis capillaris, Achyrocline satureioides e Andropogon leucostachyus, e a similaridade entre as três fitofisionomias se mostrou muito baixa. As espécies que obtiveram maior Valor de Importância (VI) foram Gochnatia argyrea (10,84%) (ENH), Poaceae sp2 (31,01%) (EH) e Calea parvifolia (43,55%) (ER). A maior riqueza florística na ENH e na ER foi observada no mês de dezembro e na EH foi em fevereiro. Na distribuição das formas de vida por riqueza de espécies em cada área se destacou o grupo dos hemicriptófitos. A síndrome de dispersão predominante foi anemocórica. Na ENH e na EH o pico de floração ocorreu no mês de fevereiro e na ER ocorreu no mês de março, com decréscimo do número de riqueza de espécies floridas e frutificadas até o mês de julho. Nas áreas amostrais foi possível observar uma expressiva variação na riqueza e composição florística das espécies, ditadas pelas diferentes condições pedológicas e hídricas, e possivelmente associados aos efeitos ocasionados pela ocorrência do fogo e de geadas que ocorrem na região. A variação florística sazonal e a fenologia reprodutiva da vegetação apresentaram correlação com temperatura. Investigações de longo prazo ainda são necessárias para a compreensão da dinâmica da vegetação campestre, especialmente em períodos onde não são registradas variáveis meteorológicas atípicas.
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