Diversification and microendemism in montane refugia from the Brazilian atlantic forest
| Ano de defesa: | 2014 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/1884/35527 |
Resumo: | Resumo: O estudo de padrões de diversidade e distribuição de espécies contribui para uma melhor compreensão da história evolutiva da Floresta Atlântica (FA) e dos mecanismos e processos responsáveis por gerar e moldar os padrões atualmente observados. Estudos baseados em espécies distribuídas em regiões de baixa altitude encontram suporte para instabilidade climática no sul da FA, com apenas recente expansão populacional a partir de refúgios climáticos presentes no sudeste da FA durante o Pleistoceno. Em contraste, evidências sugerem que as implicações das flutuações climáticas ao longo do passado evolutivo recente foram consideravelmente diferentes para espécies em regiões montanas da FA. A presente dissertação tem como objetivo investigar a diversidade dos anuros Melanophryniscus (Bufonidae) e Brachycephalus (Brachycephalidae), como modelo para compreender as dinâmicas evolutivas de especiação e endemismo em ambientes montanos no sul da FA. Dados genéticos compreendem fragmentos de seis genes: os mitocondriais 16S, citocromo b e ND2 e os nucleares !-fibrinogênio, tirosinase e RPL. Através de abordagem Bayesiana, inferimos as relações filogenéticas entre as populações amostradas, delimitando espécies e estimando tempos de divergência. Os resultados obtidos contribuem com 14 espécies de Melanophryniscus e 21 espécies de Brachycephalus, delimitadas e resolvidas filogeneticamente. Ambos os gêneros constituem clados que seguem padrão geográfico de diversificação. Datação para os clado montano de Melanophryniscus e Brachycephalus foi estimada em aproximadamente 3,5 e 4,5 milhões de anos, respectivamente. A divergência nas espécies atuais foi datada em 400-600 mil anos. Em resposta a pressões climáticas, populações ancestrais antes contínuas teriam se fragmentado, possibilitando evolução de novas espécies através de especiação alopátrica. A migração altitudinal é proposta como estratégia desses anuros para sobrevivência ao longo das flutuações climáticas do Pleistoceno, também contribuindo para o elevado grau de endemismo observado. |
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Firkowski, Carina RauenUniversidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Biológicas. Programa de Pós-Graduação em Ecologia e ConservaçãoPie, Marcio Roberto2014-07-15T18:27:36Z2014-07-15T18:27:36Z2014http://hdl.handle.net/1884/35527Resumo: O estudo de padrões de diversidade e distribuição de espécies contribui para uma melhor compreensão da história evolutiva da Floresta Atlântica (FA) e dos mecanismos e processos responsáveis por gerar e moldar os padrões atualmente observados. Estudos baseados em espécies distribuídas em regiões de baixa altitude encontram suporte para instabilidade climática no sul da FA, com apenas recente expansão populacional a partir de refúgios climáticos presentes no sudeste da FA durante o Pleistoceno. Em contraste, evidências sugerem que as implicações das flutuações climáticas ao longo do passado evolutivo recente foram consideravelmente diferentes para espécies em regiões montanas da FA. A presente dissertação tem como objetivo investigar a diversidade dos anuros Melanophryniscus (Bufonidae) e Brachycephalus (Brachycephalidae), como modelo para compreender as dinâmicas evolutivas de especiação e endemismo em ambientes montanos no sul da FA. Dados genéticos compreendem fragmentos de seis genes: os mitocondriais 16S, citocromo b e ND2 e os nucleares !-fibrinogênio, tirosinase e RPL. Através de abordagem Bayesiana, inferimos as relações filogenéticas entre as populações amostradas, delimitando espécies e estimando tempos de divergência. Os resultados obtidos contribuem com 14 espécies de Melanophryniscus e 21 espécies de Brachycephalus, delimitadas e resolvidas filogeneticamente. Ambos os gêneros constituem clados que seguem padrão geográfico de diversificação. Datação para os clado montano de Melanophryniscus e Brachycephalus foi estimada em aproximadamente 3,5 e 4,5 milhões de anos, respectivamente. A divergência nas espécies atuais foi datada em 400-600 mil anos. Em resposta a pressões climáticas, populações ancestrais antes contínuas teriam se fragmentado, possibilitando evolução de novas espécies através de especiação alopátrica. A migração altitudinal é proposta como estratégia desses anuros para sobrevivência ao longo das flutuações climáticas do Pleistoceno, também contribuindo para o elevado grau de endemismo observado.application/pdfDissertaçõesFilogeografiaMata AtlânticaDiversification and microendemism in montane refugia from the Brazilian atlantic forestinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisengreponame:Repositório Institucional da UFPRinstname:Universidade Federal do Paraná (UFPR)instacron:UFPRinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALR - D - CARINA RAUEN FIRKOWSKI.pdfapplication/pdf72977846https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/35527/1/R%20-%20D%20-%20CARINA%20RAUEN%20FIRKOWSKI.pdf8d86c2c2fc0e4206e87c20f362f6c551MD51open accessTEXTR - D - CARINA RAUEN FIRKOWSKI.pdf.txtR - D - CARINA RAUEN FIRKOWSKI.pdf.txtExtracted Texttext/plain101305https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/35527/2/R%20-%20D%20-%20CARINA%20RAUEN%20FIRKOWSKI.pdf.txt93d469cbe0b3e622a16a3874e33c4e34MD52open accessTHUMBNAILR - D - CARINA RAUEN FIRKOWSKI.pdf.jpgR - D - CARINA RAUEN FIRKOWSKI.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1118https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/35527/3/R%20-%20D%20-%20CARINA%20RAUEN%20FIRKOWSKI.pdf.jpg5b158e7a9d9ac19b9762cd0b4d74fe27MD53open access1884/355272016-04-07 11:06:22.515open accessoai:acervodigital.ufpr.br:1884/35527Repositório InstitucionalPUBhttp://acervodigital.ufpr.br/oai/requestinformacaodigital@ufpr.bropendoar:3082016-04-07T14:06:22Repositório Institucional da UFPR - Universidade Federal do Paraná (UFPR)false |
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