Ecologia de um banco de algas calcárias da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, SC, Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Metri, Rafael
Orientador(a): Rocha, Rosana Moreira da, 1962-
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/1884/4719
Resumo: Orientadora: Rosana Moreira da Rocha
id UFPR_fa0a7cb4c165c2170b46fd044424bb35
oai_identifier_str oai:acervodigital.ufpr.br:1884/4719
network_acronym_str UFPR
network_name_str Repositório Institucional da UFPR
repository_id_str
spelling Universidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Biológicas. Programa de Pós-Graduação em ZoologiaRocha, Rosana Moreira da, 1962-Metri, Rafael2025-05-08T19:29:47Z2025-05-08T19:29:47Z2006https://hdl.handle.net/1884/4719Orientadora: Rosana Moreira da RochaTese (doutorado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduaçao em Ciências Biológicas - Zoologia. Defesa: Curitiba, 23/03/2006Inclui bibliografiaÁrea de concentraçao: ZoologiaAs algas calcárias são organismos abundantes em grande parte dos ecossistemas marinhos rasos. São relativamente comuns em algumas partes do mundo e têm como característica comum o fato de manterem uma grande quantidade de organismos associados. O banco de rodolitos (algas calcárias de vida livre) da Reserva do Arvoredo (27º 16'00"S e 48º 22'41"W) pode ser considerado bastante vulnerável, devido ao seu pequeno tamanho e a não existência de registros de outros bancos na região, sendo o limite sul de distribuição deste tipo de ecossistema no Brasil. As interações entre as espécies, como a predação, são consideradas um dos principais processos controladores da estrutura da comunidade em ecossistemas marinhos. Assim, para se avaliar o papel da predação sobre a fauna associada aos rodolitos foi realizado um experimento envolvendo a exclusão de predadores, utilizando gaiolas de exclusão, conjuntamente com tratamentos de perturbação física nos rodolitos. Foram realizadas três coletas representando efeitos de curto (7 dias), médio (63 dias) e longo prazo (112 dias). Os rodolitos coletados foram medidos e quebrados em 8 pedaços semelhantes e os animais coloniais ou incrustantes foram quantificados pela freqüência de ocorrência nestes fragmentos. Animais solitários foram contados e este valor foi posteriormente dividido pelo volume do rodolito. Estes valores foram utilizados para descrever a fauna e compará-la entre as coletas e tratamentos. Para caracterizar este ecossistema, inicialmente as algas calcárias e toda a fauna coletada em áreas controles foi descrita e comparada entre as datas. Censos visuais da ictiofauna foram conduzidos em várias datas para identificar os principais predadores deste ambiente e a época de maior pressão de predação. Em, seguida a abundância na fauna foi comparada entre os tratamentos para se testar os efeitos de artefato criados pela gaiola (Controles x Gaiolas Parciais), efeitos da exclusão de predadores (Gaiolas Parciais x Gaiolas Completas), efeitos da perturbação per se (Gaiolas Completas x Gaiolas Completas Perturbadas)e efeito da predação em conseqüência da perturbação (Gaiolas Parciais x Gaiolas Parciais Perturbada). Mesophyllum erubescens (67%), seguida de Lithothamnion superpositum (27%) foram as principais espécies de algas calcárias coletadas, na sua maioria de forma mais achatada que esférica. 168 táxons de invertebrados foram encontrados no banco, sendo 136 solitários e 32 coloniais. Polychaeta teve maior riqueza de táxons (37) seguido de Crustacea (35) e Mollusca (31). 113 táxons foram quantificados e utilizados nas análises. Dentre os animais coloniais ou incrustantes destacam-se a esponja Pachataxa sp. e a ascídia Didemnum spl, presentes em quase 90% dos fragmentos de rodolitos. Considerando os táxons solitários, 23.570 indivíduos foram coletados sendo que Polychaeta, Echinodermata e Crustacea, juntos, perfizeram 90% deste total. Em média, cada rodolito continha 358 indivíduos da macrofauna ou 4.267 indivíduos por litro de alga. O poliqueto Pseudopotamilla sp+ foi o mais abundante seguido do ofiúro Ophiactis sp. e do poliqueto Haplosyllis sp+. Análises multi e univariadas demonstraram a diferença na comunidade entre as três coletas. 30 espécies de peixes foram identificadas nos censos, sendo que 25 delas são potenciais predadoras dos invertebrados associados ao banco. Os peixes foram mais abundantes sobre o banco no verão e outono e bastante raros no inverno e primavera sendo representados principalmente por Chaetodon striatus, Stephanolepis hispidus e Dipletrum radiale. A fauna associada aos rodolitos assemelha-se a de outros substratos biológicos em vários aspectos, como a dominância de poliquetos e ofiúros, e difere em outros, como a baixa abundância de moluscos. Nestas comparações, o banco estudado ocupou uma posição intermediária em termos de densidade total da fauna. Análises multivariadas indicaram efeitos de perturbação + predação no experimento de curto prazo e análises univariadas mostraram que a ascídia Didemnum sp l e o ofiúro Ophiactis sp. foram mais predados após a realização das perturbações. Este efeito não foi mantido em médio e longo prazo. Alguns táxons apresentaram redução na abundância em função da perturbação realizada em médio prazo e o táxon Haplosyllis sp+ foi menos predado dentro das gaiolas completas quando comparados às gaiolas parciais. Este táxon, no experimento de longo prazo foi mais predado nas áreas perturbadas. Alguns táxons foram significativamente influenciados pelos tratamentos, especialmente o aumento da pressão de predação gerado pela perturbação que expõe ou danifica as potenciais presas, porém, nem predação nem perturbação causaram alterações na riqueza ou diversidade de espécies. Estes processos ecológicos não atingem toda uma área de maneira uniforme, tanto espacialmente quanto temporalmente, o que pode ter gerado os resultados pouco homogêneos observados. Além disso, a grande heterogeneidade estrutural deste ambiente parece ser suficiente para manter uma grande diversidade taxonômica e funcional da fauna associada. Esta diversidade e o fato do banco de algas ser local de reprodução e alimentação da fauna justificam a conservação deste ecossistema. Atividades que resultem especialmente na desestabilização dos rodolitos têm potenciais efeitos prejudiciais sobre a comunidade associada ao bancoxii, 110f. : grafs., tabs.application/pdfDisponível em formato digitalZoologiaTesesAlgas vermelhas - Arvoredo (SC)TunicataEcologia de um banco de algas calcárias da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, SC, Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporreponame:Repositório Institucional da UFPRinstname:Universidade Federal do Paraná (UFPR)instacron:UFPRinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALMetri, R. Ecologia de um banco de algas calcárias da REBIOMAR Arvoredo, SC, Brasil.pdfapplication/pdf779749https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/4719/1/Metri%2c%20R.%20Ecologia%20de%20um%20banco%20de%20algas%20calc%c3%a1rias%20da%20REBIOMAR%20Arvoredo%2c%20SC%2c%20Brasil.pdf8714b5fe5418c94a9e48ae4af5100292MD51open accessMetri, R. Resumo, Ecologia de uma banco de algas....pdfapplication/pdf16480https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/4719/2/Metri%2c%20R.%20Resumo%2c%20Ecologia%20de%20uma%20banco%20de%20algas....pdf473d6a83092883d181a91f3742875325MD52open accessTEXTMetri, R. Ecologia de um banco de algas calcárias da REBIOMAR Arvoredo, SC, Brasil.pdf.txtExtracted Texttext/plain234238https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/4719/3/Metri%2c%20R.%20Ecologia%20de%20um%20banco%20de%20algas%20calc%c3%a1rias%20da%20REBIOMAR%20Arvoredo%2c%20SC%2c%20Brasil.pdf.txtcd3cc04aacdd741552a5f4d927a46c15MD53open accessMetri, R. Resumo, Ecologia de uma banco de algas....pdf.txtExtracted Texttext/plain6025https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/4719/4/Metri%2c%20R.%20Resumo%2c%20Ecologia%20de%20uma%20banco%20de%20algas....pdf.txtd37352c3ce7cf532880c49e6be76b698MD54open accessTHUMBNAILMetri, R. Ecologia de um banco de algas calcárias da REBIOMAR Arvoredo, SC, Brasil.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1194https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/4719/5/Metri%2c%20R.%20Ecologia%20de%20um%20banco%20de%20algas%20calc%c3%a1rias%20da%20REBIOMAR%20Arvoredo%2c%20SC%2c%20Brasil.pdf.jpg19aa702fc3fdc42062c1f3b977d34ac1MD55open accessMetri, R. Resumo, Ecologia de uma banco de algas....pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1581https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/4719/6/Metri%2c%20R.%20Resumo%2c%20Ecologia%20de%20uma%20banco%20de%20algas....pdf.jpg482f0d519cc5c34ca32615b9668438b6MD56open access1884/47192025-05-08 16:29:47.871open accessoai:acervodigital.ufpr.br:1884/4719Repositório InstitucionalPUBhttp://acervodigital.ufpr.br/oai/requestinformacaodigital@ufpr.bropendoar:3082025-05-08T19:29:47Repositório Institucional da UFPR - Universidade Federal do Paraná (UFPR)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Ecologia de um banco de algas calcárias da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, SC, Brasil
title Ecologia de um banco de algas calcárias da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, SC, Brasil
spellingShingle Ecologia de um banco de algas calcárias da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, SC, Brasil
Metri, Rafael
Zoologia
Teses
Algas vermelhas - Arvoredo (SC)
Tunicata
title_short Ecologia de um banco de algas calcárias da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, SC, Brasil
title_full Ecologia de um banco de algas calcárias da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, SC, Brasil
title_fullStr Ecologia de um banco de algas calcárias da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, SC, Brasil
title_full_unstemmed Ecologia de um banco de algas calcárias da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, SC, Brasil
title_sort Ecologia de um banco de algas calcárias da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, SC, Brasil
author Metri, Rafael
author_facet Metri, Rafael
author_role author
dc.contributor.other.pt_BR.fl_str_mv Universidade Federal do Paraná. Setor de Ciências Biológicas. Programa de Pós-Graduação em Zoologia
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Rocha, Rosana Moreira da, 1962-
dc.contributor.author.fl_str_mv Metri, Rafael
contributor_str_mv Rocha, Rosana Moreira da, 1962-
dc.subject.por.fl_str_mv Zoologia
Teses
Algas vermelhas - Arvoredo (SC)
Tunicata
topic Zoologia
Teses
Algas vermelhas - Arvoredo (SC)
Tunicata
description Orientadora: Rosana Moreira da Rocha
publishDate 2006
dc.date.issued.fl_str_mv 2006
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2025-05-08T19:29:47Z
dc.date.available.fl_str_mv 2025-05-08T19:29:47Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://hdl.handle.net/1884/4719
url https://hdl.handle.net/1884/4719
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.relation.pt_BR.fl_str_mv Disponível em formato digital
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv xii, 110f. : grafs., tabs.
application/pdf
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFPR
instname:Universidade Federal do Paraná (UFPR)
instacron:UFPR
instname_str Universidade Federal do Paraná (UFPR)
instacron_str UFPR
institution UFPR
reponame_str Repositório Institucional da UFPR
collection Repositório Institucional da UFPR
bitstream.url.fl_str_mv https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/4719/1/Metri%2c%20R.%20Ecologia%20de%20um%20banco%20de%20algas%20calc%c3%a1rias%20da%20REBIOMAR%20Arvoredo%2c%20SC%2c%20Brasil.pdf
https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/4719/2/Metri%2c%20R.%20Resumo%2c%20Ecologia%20de%20uma%20banco%20de%20algas....pdf
https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/4719/3/Metri%2c%20R.%20Ecologia%20de%20um%20banco%20de%20algas%20calc%c3%a1rias%20da%20REBIOMAR%20Arvoredo%2c%20SC%2c%20Brasil.pdf.txt
https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/4719/4/Metri%2c%20R.%20Resumo%2c%20Ecologia%20de%20uma%20banco%20de%20algas....pdf.txt
https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/4719/5/Metri%2c%20R.%20Ecologia%20de%20um%20banco%20de%20algas%20calc%c3%a1rias%20da%20REBIOMAR%20Arvoredo%2c%20SC%2c%20Brasil.pdf.jpg
https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/1884/4719/6/Metri%2c%20R.%20Resumo%2c%20Ecologia%20de%20uma%20banco%20de%20algas....pdf.jpg
bitstream.checksum.fl_str_mv 8714b5fe5418c94a9e48ae4af5100292
473d6a83092883d181a91f3742875325
cd3cc04aacdd741552a5f4d927a46c15
d37352c3ce7cf532880c49e6be76b698
19aa702fc3fdc42062c1f3b977d34ac1
482f0d519cc5c34ca32615b9668438b6
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFPR - Universidade Federal do Paraná (UFPR)
repository.mail.fl_str_mv informacaodigital@ufpr.br
_version_ 1847526207027937280