Estratégias para o manejo integrado da Pseudoplusia includens (Walker) (Lepidoptera: Noctuidae, Plusiinae) em soja

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Alexandre, Talita Moretto
Orientador(a): Moscardi, Flavio
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/1884/23528
Resumo: Resumo: Com o objetivo verificar o potencial do nucleopoliedrovirus de P. includens (PsinNPV) em campo e laboratório, bem como o desenvolvimento de táticas de controle que sejam compatíveis com o programa de controle biológico de Anticarsia gemmatalis (Hübner); Foram realizados diferentes experimentos, incluindo a determinação da influência de práticas de controle de pragas sobre a população de Pseudoplusia includens e seus inimigos naturais, avaliação de alguns parâmetros de virulência do vírus em laboratório, determinação do potencial do vírus e alguns inseticidas em campo, avaliação da virulência de algumas proteínas Cry de Bacillus thuringiensis (Berliner), e a comparação de isolados do PsinNPV em relação aos aspectos morfológicos, moleculares e atividade biológica. Através dos experimentos utilizando diferentes táticas de manejo da soja, em Londrina, PR: i) Produtor, ii) MIP e iii) Controle Biológico, verificou-se que o tratamento do Produtor nas três safras avaliadas apresentou maior número de P. includens e em algumas safras o número de inimigos naturais foi menor para esse tratamento. A concentração letal média (CL50) do PsinNPV para lagartas de 2º e 3º instar foram, respectivamente, 3770, 4234 CPI/ml. O tempo letal médio (TL50) para lagartas de 2º instares foi menor que para de 3º instar, com uma diferença de aproximadamente dois dias. Os resultados da CL50 em casa de vegetação foram semelhantes aos obtidos em laboratório. Resultados de campo com o PsinNPV e inseticidas químicos, de um modo geral, não apresentaram diferenças significativas entre os tratamentos ou então tiveram baixa a média eficiência, rincipalmente ao longo das datas de amostragem após aplicação dos produtos. As proteínas de B. thuringiensis testadas, com exceção da Cry 2A, foram tóxicas a P. includens. Em relação à morfologia dos aculovírus de diferentes localidades, verificou-se pela microscopia eletrônica de transmissão (MET) dos corpos de oclusão (OBs) do PsinNPV a presença de até 21 vírions que exibem nitidamente a presença de um único nucleocapsídeo. Com relação à CL50 e o TL50 dos sete isolados avaliados, observou-se que os isolados IA (da Guatemala), IE (de Iguaraçu, PR, Brasil, safra 2006/07) e IF (de Dourados-MS, Brasil) foram os mais virulentos, ou seja, com a menor CL50 contra P. includens em relação aos demais isolados testados. Os isolados IA, IE, e IF apresentaram o menor TL50 (variando entre 9,18 e 9,50 dias) para matar o inseto hospedeiro, em comparação com os outros isolados (variando entre 10,13 e 13,39 dias).
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