Investigação do papel dos RNAs não-codificantes longos na retinopatia diabética
| Ano de defesa: | 2026 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/311634 |
Resumo: | A retinopatia diabética (RD) é a doença vascular retiniana mais comum e a principal causa de deficiência visual irreversível e cegueira em todo o mundo. Além disso, após 15 anos de duração do diabetes mellitus (DM), quase todos os pacientes desenvolvem algum grau de RD, acometendo 3 em cada 4 indivíduos. Estima-se que mais de 10% daqueles com algum grau de RD correm o risco de perda de visão ou já a perderam. A RD resulta da interação entre fatores de risco clássicos, como a duração do DM e controle metabólico inadequado, com fatores genéticos e epigenéticos. Neste contexto, tem sido demonstrado que modificações epigenéticas podem alterar a expressão gênica em resposta a estímulos ambientais, potencialmente modificando o risco de desenvolvimento de DM e da RD. Entre os mecanismos epigenéticos, destacam-se os RNAs não-codificantes longos (lncRNAs), uma classe de RNAs com mais de 200 nucleotídeos de comprimento, que regulam processos celulares relacionados ao desenvolvimento e progressão da RD. No entanto, os resultados encontrados ainda são inconclusivos. Dessa forma, a investigação da participação dos lncRNAs na patogênese da RD é de suma relevância e pode contribuir para o avanço no entendimento, diagnóstico e monitoramento da progressão da doença, além da identificação de novos alvos terapêuticos. Desse modo, o objetivo deste estudo foi investigar a associação entre lncRNAs e o desenvolvimento e progressão da RD por meio de uma revisão sistemática da literatura. Para isso, foi realizada uma busca nos repositórios PubMed, Embase e Gene Expression Omnibus (GEO), visando identificar estudos que comparassem a expressão diferencial em pacientes com RD (casos) vs. pacientes com DM sem complicações ou participantes saudáveis (controles). LncRNAs que apresentaram resultados consistentes em mais de 75% dos estudos foram classificados como consistentemente desregulados na RD. Foram encontrados 2877 estudos e, após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 67 estudos foram incluídos nessa revisão sistemática. Dentre esses estudos, 6 lncRNAs apresentaram desregulação consistente na RD proliferativa: ANRIL, HOTAIR, MALAT1, MIAT e ZFAS1 estavam aumentados, enquanto H19 estava diminuído. Na RD não-proliferativa, apenas ANRIL, HOTAIR e MALAT1 apresentaram desregulação consistente, todos com expressão aumentada. Em conclusão, este estudo sintetizou as evidências disponíveis sobre lncRNAs diferencialmente expressos na RD, propiciando uma visão integrada do conhecimento atual e contribuindo para o aprofundamento da compreensão dos mecanismos moleculares envolvidos na patogênese dessa complicação. |
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Moretto, LucianeCrispim, DaisyDieter, Cristine2026-08-13T08:09:47Z2026http://hdl.handle.net/10183/311634001308900A retinopatia diabética (RD) é a doença vascular retiniana mais comum e a principal causa de deficiência visual irreversível e cegueira em todo o mundo. Além disso, após 15 anos de duração do diabetes mellitus (DM), quase todos os pacientes desenvolvem algum grau de RD, acometendo 3 em cada 4 indivíduos. Estima-se que mais de 10% daqueles com algum grau de RD correm o risco de perda de visão ou já a perderam. A RD resulta da interação entre fatores de risco clássicos, como a duração do DM e controle metabólico inadequado, com fatores genéticos e epigenéticos. Neste contexto, tem sido demonstrado que modificações epigenéticas podem alterar a expressão gênica em resposta a estímulos ambientais, potencialmente modificando o risco de desenvolvimento de DM e da RD. Entre os mecanismos epigenéticos, destacam-se os RNAs não-codificantes longos (lncRNAs), uma classe de RNAs com mais de 200 nucleotídeos de comprimento, que regulam processos celulares relacionados ao desenvolvimento e progressão da RD. No entanto, os resultados encontrados ainda são inconclusivos. Dessa forma, a investigação da participação dos lncRNAs na patogênese da RD é de suma relevância e pode contribuir para o avanço no entendimento, diagnóstico e monitoramento da progressão da doença, além da identificação de novos alvos terapêuticos. Desse modo, o objetivo deste estudo foi investigar a associação entre lncRNAs e o desenvolvimento e progressão da RD por meio de uma revisão sistemática da literatura. Para isso, foi realizada uma busca nos repositórios PubMed, Embase e Gene Expression Omnibus (GEO), visando identificar estudos que comparassem a expressão diferencial em pacientes com RD (casos) vs. pacientes com DM sem complicações ou participantes saudáveis (controles). LncRNAs que apresentaram resultados consistentes em mais de 75% dos estudos foram classificados como consistentemente desregulados na RD. Foram encontrados 2877 estudos e, após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 67 estudos foram incluídos nessa revisão sistemática. Dentre esses estudos, 6 lncRNAs apresentaram desregulação consistente na RD proliferativa: ANRIL, HOTAIR, MALAT1, MIAT e ZFAS1 estavam aumentados, enquanto H19 estava diminuído. Na RD não-proliferativa, apenas ANRIL, HOTAIR e MALAT1 apresentaram desregulação consistente, todos com expressão aumentada. Em conclusão, este estudo sintetizou as evidências disponíveis sobre lncRNAs diferencialmente expressos na RD, propiciando uma visão integrada do conhecimento atual e contribuindo para o aprofundamento da compreensão dos mecanismos moleculares envolvidos na patogênese dessa complicação.Diabetic retinopathy (DR) is the most common retinal vascular disease and the leading cause of irreversible visual impairment and blindness worldwide. Additionally, after 15 years of diabetes mellitus (DM) duration, most patients develop some degree of diabetic retinopathy (DR), affecting approximately 3 out of 4 individuals. It is estimated that more than 10% of those with some degree of DR are at risk of vision loss or have already experienced it. DR results from the interaction of classical risk factors, such as DM duration and inadequate metabolic control, with genetic and epigenetic factors. In this context, epigenetic modifications have been shown to regulate gene expression in response to environmental stimuli, potentially influencing the risk of developing DM and DR. Among epigenetic mechanisms, long non-coding RNAs (lncRNAs) stand out as a class of non-coding RNAs longer than 200 nucleotides that regulate cellular processes related to the development and progression of DR. However, the available evidence remains inconclusive. Therefore, investigating the role of lncRNAs in the pathogenesis of DR is highly relevant and may contribute to advances in understanding, diagnosis, prognosis, and disease monitoring, as well as to the identification of new therapeutic targets. Thus, the aim of this study was to investigate the association between lncRNAs and the development and severity of DR through a systematic literature review. To this, systematic searches were conducted using the PubMed, Embase, and Gene Expression Omnibus (GEO) databases to identify studies evaluating lncRNA expression in patients with DR (cases) compared with patients with DM without chronic complications or healthy participants (controls). LncRNAs showing consistent results in more than 75% of studies were classified as consistently dysregulated in DR. A total of 2,877 studies were identified, and after applying the inclusion and exclusion criteria, 67 studies were included in the systematic review. Among these studies, 6 lncRNAs were observed to be consistently dysregulated in proliferative DR: ANRIL, HOTAIR, MALAT1, MIAT, and ZFAS1 were upregulated, whereas H19 was downregulated. In non-proliferative DR, only ANRIL, HOTAIR, and MALAT1 were consistently dysregulated, all showing upregulation. In conclusion, this study synthesizes the available evidence on lncRNAs differentially expressed in DR, providing an integrated overview of current knowledge and contributing to a deeper understanding of the molecular mechanisms involved in the pathogenesis of this complication.application/pdfporRNA longo não codificanteRetinopatia diabéticaRevisão sistemáticalncRNAsDiabetic retinopathySystematic review.Investigação do papel dos RNAs não-codificantes longos na retinopatia diabéticainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em Ciências Médicas: EndocrinologiaPorto Alegre, BR-RS2026mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Lume - Repositório Digital da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001308900.pdf.txt001308900.pdf.txtExtracted Texttext/plain37278http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/311634/2/001308900.pdf.txt9c62e035fa0ab9f65df27be5c7e5c7c9MD52ORIGINAL001308900.pdfTexto completoapplication/pdf2111731http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/311634/1/001308900.pdf9265f591d07ffacce4ec88413ff3b397MD5110183/3116342026-08-14 08:07:17.523173oai:www.lume.ufrgs.br:10183/311634Repositório InstitucionalPUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.bropendoar:2026-08-14T11:07:17Lume - Repositório Digital da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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A retinopatia diabética (RD) é a doença vascular retiniana mais comum e a principal causa de deficiência visual irreversível e cegueira em todo o mundo. Além disso, após 15 anos de duração do diabetes mellitus (DM), quase todos os pacientes desenvolvem algum grau de RD, acometendo 3 em cada 4 indivíduos. Estima-se que mais de 10% daqueles com algum grau de RD correm o risco de perda de visão ou já a perderam. A RD resulta da interação entre fatores de risco clássicos, como a duração do DM e controle metabólico inadequado, com fatores genéticos e epigenéticos. Neste contexto, tem sido demonstrado que modificações epigenéticas podem alterar a expressão gênica em resposta a estímulos ambientais, potencialmente modificando o risco de desenvolvimento de DM e da RD. Entre os mecanismos epigenéticos, destacam-se os RNAs não-codificantes longos (lncRNAs), uma classe de RNAs com mais de 200 nucleotídeos de comprimento, que regulam processos celulares relacionados ao desenvolvimento e progressão da RD. No entanto, os resultados encontrados ainda são inconclusivos. Dessa forma, a investigação da participação dos lncRNAs na patogênese da RD é de suma relevância e pode contribuir para o avanço no entendimento, diagnóstico e monitoramento da progressão da doença, além da identificação de novos alvos terapêuticos. Desse modo, o objetivo deste estudo foi investigar a associação entre lncRNAs e o desenvolvimento e progressão da RD por meio de uma revisão sistemática da literatura. Para isso, foi realizada uma busca nos repositórios PubMed, Embase e Gene Expression Omnibus (GEO), visando identificar estudos que comparassem a expressão diferencial em pacientes com RD (casos) vs. pacientes com DM sem complicações ou participantes saudáveis (controles). LncRNAs que apresentaram resultados consistentes em mais de 75% dos estudos foram classificados como consistentemente desregulados na RD. Foram encontrados 2877 estudos e, após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 67 estudos foram incluídos nessa revisão sistemática. Dentre esses estudos, 6 lncRNAs apresentaram desregulação consistente na RD proliferativa: ANRIL, HOTAIR, MALAT1, MIAT e ZFAS1 estavam aumentados, enquanto H19 estava diminuído. Na RD não-proliferativa, apenas ANRIL, HOTAIR e MALAT1 apresentaram desregulação consistente, todos com expressão aumentada. Em conclusão, este estudo sintetizou as evidências disponíveis sobre lncRNAs diferencialmente expressos na RD, propiciando uma visão integrada do conhecimento atual e contribuindo para o aprofundamento da compreensão dos mecanismos moleculares envolvidos na patogênese dessa complicação. |
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