Análise das relações entre complexidade e resiliência em sistemas sociotécnicos de manufatura
| Ano de defesa: | 2026 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Departamento: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/313239 |
Resumo: | As cadeias de valor e os mercados globais são frequentemente confrontados com eventos disruptivos tais como guerras, protecionismo comercial, crises financeiras, emergências naturais e pandemias. A indústria global também passa por alterações na organização do trabalho, amplo processo de digitalização, emprego de grande volume de dados e uso de inteligência artificial. As interdependências entre sistemas e a competição entre organizações reduzem folgas e tornam os sistemas produtivos fortemente acoplados, facilitando a propagação de variabilidades. Neste cenário, compreender a complexidade nos sistemas de manufatura pode contribuir para o desenvolvimento de práticas que apoiem a resiliência organizacional, a qual é ao mesmo tempo um atributo dos sistemas complexos e uma forma de lidar com outros atributos de complexidade. Desta forma, a presente dissertação busca compreender como a resiliência organizacional e a complexidade estão relacionadas em sistemas sociotécnicos de manufatura. Para tanto, foi realizado um estudo de caso em um sistema sociotécnico de manufatura do segmento metalmecânico. Para a compreensão da complexidade, foi aplicado como estrutura de coleta e análise de dados o Quadro Técnico-Organizacional-Ambiental (TOE). Para a avaliação da resiliência organizacional, foi aplicada a Grade de Avaliação de Resiliência (RAG). A aplicação de ambas as ferramentas, TOE e RAG, foi baseada em múltiplas fontes de evidências, incluindo entrevistas, observações e análise de documentos. Os resultados apontaram que, por um lado, a complexidade demanda a mobilização de capacidades resilientes, na medida em que a variabilidade e a incerteza impõem pressões contínuas sobre o funcionamento das operações. Por outro lado, a resiliência emerge das fontes de complexidade, no desenvolvimento de mecanismos organizacionais que viabilizam responder, monitorar, antecipar e aprender a partir do trabalho diário e de eventos extremos. A análise integrada das estruturas TOE e RAG evidencia que as ferramentas exercem funções complementares na investigação de sistemas sociotécnicos complexos, ao ampliar a compreensão das manifestações de complexidade e da resiliência organizacional. De forma complementar, os resultados obtidos indicam que o sistema sociotécnico de manufatura é caracterizado por interações dinâmicas, emergentes e bidirecionais entre a complexidade e resiliência organizacional. Desta forma, o presente estudo possibilitou identificar elementos que interferem no desempenho das operações, assim como elencar oportunidades para o fortalecimento do desempenho resiliente do sistema sociotécnico de manufatura. |
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Desta forma, a presente dissertação busca compreender como a resiliência organizacional e a complexidade estão relacionadas em sistemas sociotécnicos de manufatura. Para tanto, foi realizado um estudo de caso em um sistema sociotécnico de manufatura do segmento metalmecânico. Para a compreensão da complexidade, foi aplicado como estrutura de coleta e análise de dados o Quadro Técnico-Organizacional-Ambiental (TOE). Para a avaliação da resiliência organizacional, foi aplicada a Grade de Avaliação de Resiliência (RAG). A aplicação de ambas as ferramentas, TOE e RAG, foi baseada em múltiplas fontes de evidências, incluindo entrevistas, observações e análise de documentos. Os resultados apontaram que, por um lado, a complexidade demanda a mobilização de capacidades resilientes, na medida em que a variabilidade e a incerteza impõem pressões contínuas sobre o funcionamento das operações. Por outro lado, a resiliência emerge das fontes de complexidade, no desenvolvimento de mecanismos organizacionais que viabilizam responder, monitorar, antecipar e aprender a partir do trabalho diário e de eventos extremos. A análise integrada das estruturas TOE e RAG evidencia que as ferramentas exercem funções complementares na investigação de sistemas sociotécnicos complexos, ao ampliar a compreensão das manifestações de complexidade e da resiliência organizacional. De forma complementar, os resultados obtidos indicam que o sistema sociotécnico de manufatura é caracterizado por interações dinâmicas, emergentes e bidirecionais entre a complexidade e resiliência organizacional. Desta forma, o presente estudo possibilitou identificar elementos que interferem no desempenho das operações, assim como elencar oportunidades para o fortalecimento do desempenho resiliente do sistema sociotécnico de manufatura.Global value chains and markets are frequently confronted with disruptive events such as wars, trade protectionism, financial crises, natural disasters, and pandemics. The global industry is also undergoing changes in work organization, widespread digitization, the use of big data, and the application of artificial intelligence. The interdependencies between systems and competition among organizations reduce buffers and make production systems tightly coupled, facilitating the propagation of variability. In this scenario, understanding complexity in manufacturing systems can contribute to the development of practices that support organizational resilience, which is both an attribute of complex systems and a way of dealing with other attributes of complexity. Thus, this dissertation seeks to understand how organizational resilience and complexity are related in socio-technical manufacturing systems. To this end, a case study was conducted in a socio-technical manufacturing system in the metalworking sector. To understand complexity, the Technical, Organizational and Environmental (TOE) framework was applied as the structure for data collection and analysis. To assess organizational resilience, the Resilience Assessment Grid (RAG) was applied. The application of both tools, TOE and RAG, was based on multiple sources of evidence, including interviews, observations, and document analysis. The results indicated that, on the one hand, complexity requires the mobilization of resilient capabilities, as variability and uncertainty place continuous pressure on the functioning of operations. On the other hand, resilience emerges from sources of complexity through the development of organizational mechanisms that enable responding to, monitoring, anticipating, and learning from daily work and extreme events. The integrated analysis of the TOE and RAG frameworks demonstrates that these tools perform complementary functions in the investigation of complex socio-technical systems, by broadening the understanding of the manifestations of complexity and organizational resilience. Complementarily, the results obtained indicate that the sociotechnical manufacturing system is characterized by dynamic, emergent, and bidirectional interactions between complexity and organizational resilience. Thus, this study made it possible to identify elements that influence operational performance, as well as to list opportunities for strengthening the resilient performance of the sociotechnical manufacturing system.application/pdfporSistemas de manufaturaSistema sociotécnicoEngenharia de resiliênciaManufacturing systemsComplexityResilienceTechnical, Organizational and Environmental frameworkResilience Assessment GridAnálise das relações entre complexidade e resiliência em sistemas sociotécnicos de manufaturainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulEscola de EngenhariaPrograma de Pós-Graduação em Engenharia de Produção e TransportesPorto Alegre, BR-RS2026mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Lume - Repositório Digital da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001311171.pdf.txt001311171.pdf.txtExtracted Texttext/plain239679http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/313239/2/001311171.pdf.txtdffb908bb95f3e10346e16ef1f8145c5MD52ORIGINAL001311171.pdfTexto completoapplication/pdf1620585http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/313239/1/001311171.pdf67973184da804f9ac694a297edd922aeMD5110183/3132392026-09-23 08:09:31.785758oai:www.lume.ufrgs.br:10183/313239Repositório InstitucionalPUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.bropendoar:2026-09-23T11:09:31Lume - Repositório Digital da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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