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Imunomodulação uterina no início da gestação em éguas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Larentis, Gustavo Rupp
Orientador(a): Mattos, Rodrigo Costa
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/301530
Resumo: O papel do sistema imune materno na patogênese da perda da prenhez inicial em éguas permanece inexplorado. Em humanos e em certas espécies animais, o equilíbrio entre linfócitos Th-1 e Th-2 é vital para a tolerância imunológica durante a gestação. Este estudo teve como objetivo avaliar a população de linfócitos T (CD3), categorizados como Th-1 (T-bet) e Th-2 (GATA3), no endométrio de éguas cíclicas e prenhes nos dias 7, 10 e 13 pós-ovulação, além de analisar a razão Th-1/Th-2 dentro dos grupos Cíclico e Prenhe. As éguas foram distribuídas aleatoriamente quanto ao dia de coleta em ambos os grupos. No primeiro ciclo, biópsias endometriais de 30 éguas cíclicas foram coletadas nos dias 7 (n = 10), 10 (n = 10) e 13 (n = 10) pós-ovulação (grupo Cíclico). No segundo ciclo, as mesmas éguas foram cobertas por um garanhão fértil, e amostras endometriais foram coletadas nos dias 7, 10 e 13 pós-ovulação, novamente com distribuição aleatória. As biópsias foram realizadas e, imediatamente após, os úteros foram lavados; aquelas nas quais um embrião foi recuperado foram incluídas no grupo Prenhe. Das 30 éguas lavadas, embriões foram recuperados de 6 éguas no dia 7, 6 no dia 10 e 6 no dia 13. Amostras de éguas sem recuperação embrionária foram excluídas de ambos os grupos. A imuno-histoquímica foi utilizada para detectar o fator de transcrição T-bet (Th-1) e o fator de transcrição GATA3 (Th-2) no endométrio. Os achados imunohistoquímicos não revelaram diferença no número de células marcadas para CD3 ao longo dos dias ou entre os grupos. Entretanto, observou-se uma diminuição no número de células marcadas para T-bet no estrato compacto do dia 7 ao dia 13, tanto no grupo Cíclico quanto no Prenhe (P = 0.017). Contudo, não foram observadas diferenças significativas (P > 0.05) entre os grupos ou em suas interações. A presença de células marcadas para GATA3 permaneceu estável ao longo dos dias avaliados. Notavelmente, um número maior de células marcadas foi identificado no grupo Prenhe em comparação ao grupo Cíclico (P < 0.05), embora não tenham sido detectadas diferenças temporais ou interações. No dia 7, o grupo Prenhe apresentou mais células T-bet do que células GATA3 (P = 0.0132), enquanto essa diferença não foi observada nos dias 10 e 13. No grupo Cíclico, células T-bet superaram consistentemente as células GATA3 em todos os dias avaliados (D7, D10, D13; P < 0.05). Além disso, a razão Tbet/ GATA3 foi significativamente maior no grupo Cíclico em comparação ao grupo Prenhe (P = 0.029). Contrariando o que havia sido previamente sugerido sobre o período de reconhecimento materno da gestação (MRP) em éguas, estes achados indicam que esse não é um período de inércia imunológica, mas sim de modulação imunológica. A mudança em direção a uma população de células Th-2 no endométrio de éguas prenhes sugere que essa transição pode desempenhar um papel crítico no desenvolvimento embrionário inicial e no reconhecimento materno da gestação.
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No segundo ciclo, as mesmas éguas foram cobertas por um garanhão fértil, e amostras endometriais foram coletadas nos dias 7, 10 e 13 pós-ovulação, novamente com distribuição aleatória. As biópsias foram realizadas e, imediatamente após, os úteros foram lavados; aquelas nas quais um embrião foi recuperado foram incluídas no grupo Prenhe. Das 30 éguas lavadas, embriões foram recuperados de 6 éguas no dia 7, 6 no dia 10 e 6 no dia 13. Amostras de éguas sem recuperação embrionária foram excluídas de ambos os grupos. A imuno-histoquímica foi utilizada para detectar o fator de transcrição T-bet (Th-1) e o fator de transcrição GATA3 (Th-2) no endométrio. Os achados imunohistoquímicos não revelaram diferença no número de células marcadas para CD3 ao longo dos dias ou entre os grupos. Entretanto, observou-se uma diminuição no número de células marcadas para T-bet no estrato compacto do dia 7 ao dia 13, tanto no grupo Cíclico quanto no Prenhe (P = 0.017). Contudo, não foram observadas diferenças significativas (P > 0.05) entre os grupos ou em suas interações. A presença de células marcadas para GATA3 permaneceu estável ao longo dos dias avaliados. Notavelmente, um número maior de células marcadas foi identificado no grupo Prenhe em comparação ao grupo Cíclico (P < 0.05), embora não tenham sido detectadas diferenças temporais ou interações. No dia 7, o grupo Prenhe apresentou mais células T-bet do que células GATA3 (P = 0.0132), enquanto essa diferença não foi observada nos dias 10 e 13. No grupo Cíclico, células T-bet superaram consistentemente as células GATA3 em todos os dias avaliados (D7, D10, D13; P < 0.05). Além disso, a razão Tbet/ GATA3 foi significativamente maior no grupo Cíclico em comparação ao grupo Prenhe (P = 0.029). Contrariando o que havia sido previamente sugerido sobre o período de reconhecimento materno da gestação (MRP) em éguas, estes achados indicam que esse não é um período de inércia imunológica, mas sim de modulação imunológica. A mudança em direção a uma população de células Th-2 no endométrio de éguas prenhes sugere que essa transição pode desempenhar um papel crítico no desenvolvimento embrionário inicial e no reconhecimento materno da gestação.The role of the maternal immune system in the pathogenesis of early pregnancy loss in horses remains unexplored. In humans and certain animal species, the balance between Th-1 and Th-2 lymphocytes is vital for immunological tolerance during pregnancy. This study aimed to evaluate the T lymphocyte population (CD3), categorized as Th-1 (T-bet) and Th-2 (GATA3), in the endometrium of cyclic and pregnant mares on days 7, 10, and 13 post-ovulation and to analyze the Th-1/Th-2 ratio within Cyclic and Pregnant groups. Mares were randomly assigned to the day of sample collection in both groups. In the first cycle, endometrial biopsies from 30 cyclic mares were collected on days 7 (n = 10), 10 (n = 10), and 13 (n = 10) post-ovulation (Cyclic group). In the second cycle, the same mares were bred to a fertile stallion, and endometrial samples were collected on days 7, 10, and 13 post ovulation, from mares randomly assigned again. Biopsies were performed and immediately after, uteri were flushed, and those with an embryo recovered were allotted to the Pregnant group. Of the 30 mares flushed, embryos were recovered from 6 mares on day 7, 6 on day 10, and 6 on day 13. Samples from mares without embryo recovery were excluded from both groups. Immunohistochemistry was used to detect the transcription factor T-bet (Th-1), and the transcription factor GATA3 (Th-2). proteins in the endometrium. Immunohistochemical findings revealed no difference on CD3 stained cells along the days or between groups. However, a decrease in T-bet stained cells in the stratum compactum from D7 to D13 across both Cyclic and Pregnant groups (P = 0.017). However, no significant differences (P > 0.05) were observed between the groups or their interactions. The presence of GATA3- stained cells remained stable throughout the assessed days. Notably, a higher number of stained cells was identified in the Pregnant group compared to the Cyclic group (P < 0.05), though no temporal differences or interactions were detected. On D7, the Pregnant group exhibited more T-bet cells than GATA3 cells (P = 0.0132), while this distinction was absent on D10 and D13. Within the Cyclic group, T-bet cells consistently outnumbered GATA3 cells across all assessed days (D7, D10, D13; P < 0.05). Furthermore, the T-bet/GATA3 ratio was significantly higher in the Cyclic group compared to the Pregnant group (P = 0.029). Contrary to what was previously suggested regarding the time of MRP in mares, these findings indicate that this is not a period of immunological inertness, but rather one of immunological modulation. The shift toward a Th-2 cell population in the endometrium of pregnant mares suggests that this transition may play a critical role in early embryonic development and maternal recognition of pregnancy.application/pdfporFertilidade animalTaxa de prenhezAbortoSistema imunitárioImuno-histoquímicaEquinosReproductionMaternal recognition of pregnancyImmunohistochemistryLymphocytesEquineImunomodulação uterina no início da gestação em éguasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de VeterináriaPrograma de Pós-Graduação em Medicina Animal: EquinosPorto Alegre, BR-RS2025doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001301605.pdf.txt001301605.pdf.txtExtracted Texttext/plain125130http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/301530/2/001301605.pdf.txtff64c02f9564329df642b6dccb61dbf9MD52ORIGINAL001301605.pdfTexto completoapplication/pdf2531301http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/301530/1/001301605.pdf9a09cf9f9260f74aef7100049776cd65MD5110183/3015302026-02-15 09:03:39.689322oai:www.lume.ufrgs.br:10183/301530Repositório InstitucionalPUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.bropendoar:2026-02-15T11:03:39Repositório Institucional da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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