Anestro pós-parto na égua : é possível evitá-lo com o aumento do aporte energético nutricional?

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Evangelista, Roberta Mayer
Orientador(a): Malschitzky, Eduardo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Oil
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/295532
Resumo: O anestro pós-parto em éguas é uma falha na atividade ovariana que pode durar semanas ou meses, fazendo com que se perca a vantagem de produzir potros nascidos no início da temporada que, por este motivo, são mais valorizados, gerando perdas econômicas para os criadores de equinos. Esse tipo de aciclia não tem uma causa definida, mas parece estar relacionado com o fotoperíodo e a condição corporal das éguas. O presente estudo enfoca a questão metabólica do anestro pós-parto, partindo do pressuposto de que pelo direcionamento energético para a produção leiteira, as atividades reprodutivas acabam ficando em segundo plano, e, caso ocorra um balanço metabólico negativo, a chance de manifestar o anestro é maior. O objetivo foi avaliar o efeito do uso do óleo vegetal como suplemento energético, a fim de evitar o anestro em éguas lactantes. O experimento incluiu 88 éguas Puro Sangue de Corrida, com idades entre 4 e 22 anos, com condição corporal (CC) semelhante, nas temporadas dos anos de 2017 e 2018. As éguas foram divididas aleatoriamente em grupo controle (n= 49) e tratamento (n=39), sendo mantidas soltas em pastagem e recebendo suplementação duas vezes ao dia. As 39 éguas do grupo tratamento (19 em 2017 e 20 em 2018) receberam, além da suplementação normal, 200 mL de óleo de soja, a partir do primeiro dia pós-parto, durante 60 dias. No primeiro ano do experimento, observou-se uma tendência de efetividade do tratamento (P=0,09), pois das 19 éguas tratadas, apenas 4 (21,04%) manifestaram anestro, contra 11 (45,8%) das 24 éguas do grupo controle. Mas a tendência não se confirmou no ano seguinte, pois das 20 éguas tratadas, 7 (35%) entraram em anestro, e das 25 controle, 8 (32%) manifestaram aciclia pós-parto. Na temporada de 2017, amostras de sangue das éguas foram coletadas no dia do parto e 15, 30 e 60 dias após, para dosagem de triglicerídeos, a fim de avaliar se o incremento nutricional com óleo surtiu algum efeito nos níveis desse metabólito. Não encontraram-se diferenças significativas entre as éguas tratadas e as controle, nem entre as que manifestaram ou não anestro pós-parto. O ano de 2018 teve um inverno mais rigoroso em comparação ao de 2017, com diferença significativa em relação às temperaturas mínima (P=0,03) e máxima (P=0,04), o que poderia explicar parcialmente o índice de anestro ter sido maior neste ano, bem como porque o tratamento não demonstrou uma tendência de efetividade como no ano anterior. Além dos fatores externos, há vários fatores individuais, ademais da CC, que podem influenciar a manifestação do anestro, como o nível de estresse, por exemplo. Tais fatores são difíceis de mensurar e não foram avaliados neste experimento. O tratamento com 200mL de óleo vegetal não foi eficaz para evitar a manifestação do anestro pós-parto e nem para aumentar o índice de triglicerídeos das éguas tratadas. Faz-se necessário conduzir mais estudos para investigar possíveis alternativas de tratamento que impeçam a manifestação do anestro pós-parto, bem como para descobrir se com um incremento nutricional maior que o utilizado ele pode ser evitado.
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O experimento incluiu 88 éguas Puro Sangue de Corrida, com idades entre 4 e 22 anos, com condição corporal (CC) semelhante, nas temporadas dos anos de 2017 e 2018. As éguas foram divididas aleatoriamente em grupo controle (n= 49) e tratamento (n=39), sendo mantidas soltas em pastagem e recebendo suplementação duas vezes ao dia. As 39 éguas do grupo tratamento (19 em 2017 e 20 em 2018) receberam, além da suplementação normal, 200 mL de óleo de soja, a partir do primeiro dia pós-parto, durante 60 dias. No primeiro ano do experimento, observou-se uma tendência de efetividade do tratamento (P=0,09), pois das 19 éguas tratadas, apenas 4 (21,04%) manifestaram anestro, contra 11 (45,8%) das 24 éguas do grupo controle. Mas a tendência não se confirmou no ano seguinte, pois das 20 éguas tratadas, 7 (35%) entraram em anestro, e das 25 controle, 8 (32%) manifestaram aciclia pós-parto. Na temporada de 2017, amostras de sangue das éguas foram coletadas no dia do parto e 15, 30 e 60 dias após, para dosagem de triglicerídeos, a fim de avaliar se o incremento nutricional com óleo surtiu algum efeito nos níveis desse metabólito. Não encontraram-se diferenças significativas entre as éguas tratadas e as controle, nem entre as que manifestaram ou não anestro pós-parto. O ano de 2018 teve um inverno mais rigoroso em comparação ao de 2017, com diferença significativa em relação às temperaturas mínima (P=0,03) e máxima (P=0,04), o que poderia explicar parcialmente o índice de anestro ter sido maior neste ano, bem como porque o tratamento não demonstrou uma tendência de efetividade como no ano anterior. Além dos fatores externos, há vários fatores individuais, ademais da CC, que podem influenciar a manifestação do anestro, como o nível de estresse, por exemplo. Tais fatores são difíceis de mensurar e não foram avaliados neste experimento. O tratamento com 200mL de óleo vegetal não foi eficaz para evitar a manifestação do anestro pós-parto e nem para aumentar o índice de triglicerídeos das éguas tratadas. Faz-se necessário conduzir mais estudos para investigar possíveis alternativas de tratamento que impeçam a manifestação do anestro pós-parto, bem como para descobrir se com um incremento nutricional maior que o utilizado ele pode ser evitado.The postpartum anestrus in the mare is a failure in the ovarian activity that can last weeks or months, causing a loss of the advantage of producing foals born at the beginning of the season which, for this reason, are more valued, generating economic losses for horse owners. This type of acyclic has no defined cause, but seems to be related to the photoperiod and body condition of the mares. The present study focuses on the metabolic question of postpartum anestrus, based on the assumption that because of the energy directed to the milk production, the reproductive activities are in low priority, and if a negative metabolic balance occurs, the chance of manifesting the anestrus is greater. The objective was to evaluate the effect of the use of vegetable oil as an energetic supplement in order to avoid anestrus in lactating mares. The experiment included 88 Thoroughbred mares, aged 4 to 22 years, with similar body condition (BC), in the seasons of the years 2017 and 2018. The mares were randomly divided into control (n = 49) and treatment (n = 39) groups, being kept loose on pasture and received supplementation with oats and protein nucleus twice a day. The 39 mares from the treatment group (19 in 2017 and 20 in 2018) received, in addition to normal supplementation, 200 mL of soybean oil from the first day until 60 days postpartum. In the first year of the experiment, a trend of treatment effectiveness was observed (P = 0.09), since of the 19 treated mares, only 4 (21,04%) showed anestrus, against 11 (45,08%) of the 24 mares in the control group. But the trend was not confirmed at the following year, because of the 20 treated mares, 7 (35%) entered into anestrus, and of the 25 controls, 8 (32%) manifested acyclic postpartum. In the 2017 season, blood samples were collected from the mares on the day of parturition and 15, 30 and 60 days later for the determination of triglycerides in order to evaluate whether the metabolic increase with oil had had any effect on the levels of this metabolite. No significant differences were found between treated and control mares, nor between those who did or did not show postpartum anestrus. The year of 2018 had a harsher winter compared to 2017, with a significant difference in relation to the minimum (P = 0.03) and maximum (P = 0.04) temperatures, which could partially explain the anestrus index being higher in that year, as well as why the treatment did not demonstrate a trend of effectiveness like in the earlier year. In addition to the external factors, there are numerous individual factors besides BC that can influence the manifestation of anestrus, such as stress level, for instance. Such factors are difficult to measure and were not evaluated in this experiment. Treatment with 200mL of vegetable oil was not effective in preventing the onset of postpartum anestrus and in increasing the triglyceride index of treated mares. Further studies need to be conducted in order to investigate possible treatment alternatives to prevent postpartum anestrus from manifesting, as well as to determine whether it can be avoided by a nutritional increment greater than 200 mL of oil.application/pdfporAnestroPos-partoEquinosLactaçãoSuplementacao nutricionalÓleo vegetalMaresPostpartum anestrusBody conditionOilAnestro pós-parto na égua : é possível evitá-lo com o aumento do aporte energético nutricional?info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de VeterináriaPrograma de Pós-Graduação em Medicina Animal: EquinosPorto Alegre, BR-RS2019mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001291661.pdf.txt001291661.pdf.txtExtracted Texttext/plain91745http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/295532/2/001291661.pdf.txt78d794e7f624662c848777ebcd732ba3MD52ORIGINAL001291661.pdfTexto completoapplication/pdf542311http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/295532/1/001291661.pdf2344d8a65632aee740db0adf17c32554MD5110183/2955322025-08-22 07:59:34.960453oai:www.lume.ufrgs.br:10183/295532Repositório InstitucionalPUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.bropendoar:2025-08-22T10:59:34Repositório Institucional da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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