Um coletivo, o trabalho e o público : por dentro do coletivo de psicanálise da Praça da Alfândega

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Alves, Adriano Martins
Orientador(a): Weinmann, Amadeu de Oliveira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/287695
Resumo: Esta dissertação foi produzida no Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com o objetivo de discutir os efeitos de uma pesquisa-intervenção realizada no Coletivo de Psicanálise da Praça da Alfândega de Porto Alegre. A psicanálise, criada por Freud, teve um grande impacto na história da humanidade e em todos os países onde foi introduzida, inclusive no Brasil. Aqui, ela ganhou espaço e aceitação, marcando presença na sociedade e participando de momentos importantes da história, como durante a ditadura militar, evidenciado pelo notável caso de Amílcar Lobo, que auxiliou torturadores nos porões militares. Além disso, muitas vezes a psicanálise se mostrou distante de ser acessível a um grande público. Em resposta às mudanças políticas nacionais de grande importância, e às questões sobre o acesso e a vida nas cidades, inúmeros psicanalistas brasileiros se juntaram em coletivos em várias cidades do país, propondo atendimentos psicanalíticos sem a mediação do dinheiro, utilizando seus próprios corpos sentados em cadeiras de praia ou bancos de praça e a escuta como ferramenta. Em Porto Alegre, não foi diferente, onde um grupo de psicanalistas formou um coletivo com o objetivo de realizar atendimentos na Praça da Alfândega, uma das principais praças da cidade, e desde 2018, realizando atendimentos de forma pública. Partindo do pressuposto de que a origem da psicanálise tenha um caráter burguês e ainda possua traços elitistas, a psicanálise passou por transformações teóricas e práticas ao longo do tempo, permitindo uma maior abertura e inclusão de diferentes experiências e realidades. Como autor desta dissertação, inserido no Coletivo de Psicanálise na Praça de Porto Alegre, por meio de uma pesquisa-intervenção, buscamos responder em que medida a psicanálise é capaz de superar sua origem burguesa. A oportunidade também se presta a elevar temas pertinentes, como a própria história da psicanálise, seu lugar na sociedade e na vida da cidade. Refletir sobre a cidade, seu direito ao uso livre, à circulação de pessoas, à palavra livre e à escuta no espaço público, que está em constante disputa e precisa ser pensado, é de suma importância. Para isso, o autor se inseriu no Coletivo de Porto Alegre através de uma pesquisa-intervenção, confeccionando um diário de campo que serve para evidenciar as impressões sentidas e atravessadas durante o percurso da pesquisa e fomentar as discussões necessárias.
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Em resposta às mudanças políticas nacionais de grande importância, e às questões sobre o acesso e a vida nas cidades, inúmeros psicanalistas brasileiros se juntaram em coletivos em várias cidades do país, propondo atendimentos psicanalíticos sem a mediação do dinheiro, utilizando seus próprios corpos sentados em cadeiras de praia ou bancos de praça e a escuta como ferramenta. Em Porto Alegre, não foi diferente, onde um grupo de psicanalistas formou um coletivo com o objetivo de realizar atendimentos na Praça da Alfândega, uma das principais praças da cidade, e desde 2018, realizando atendimentos de forma pública. Partindo do pressuposto de que a origem da psicanálise tenha um caráter burguês e ainda possua traços elitistas, a psicanálise passou por transformações teóricas e práticas ao longo do tempo, permitindo uma maior abertura e inclusão de diferentes experiências e realidades. Como autor desta dissertação, inserido no Coletivo de Psicanálise na Praça de Porto Alegre, por meio de uma pesquisa-intervenção, buscamos responder em que medida a psicanálise é capaz de superar sua origem burguesa. A oportunidade também se presta a elevar temas pertinentes, como a própria história da psicanálise, seu lugar na sociedade e na vida da cidade. Refletir sobre a cidade, seu direito ao uso livre, à circulação de pessoas, à palavra livre e à escuta no espaço público, que está em constante disputa e precisa ser pensado, é de suma importância. Para isso, o autor se inseriu no Coletivo de Porto Alegre através de uma pesquisa-intervenção, confeccionando um diário de campo que serve para evidenciar as impressões sentidas e atravessadas durante o percurso da pesquisa e fomentar as discussões necessárias.This dissertation was developed within the Graduate Program in Social and Institutional Psychology at the Federal University of Rio Grande do Sul, aiming to discuss the effects of an intervention-research conducted with the Psychoanalysis Collective of Praça da Alfândega in Porto Alegre. Psychoanalysis, created by Freud, has profoundly impacted humanity's history and all countries where it was introduced, including Brazil. Here, it gained prominence and acceptance, marking its presence in society and playing a role in significant historical moments, such as during the military dictatorship, as evidenced by the notable case of Amílcar Lobo, who assisted torturers in military dungeons. Additionally, psychoanalysis has often been far from accessible to a broad audience. In response to significant national political changes and questions about access and urban life, numerous Brazilian psychoanalysts have organized into collectives across various cities, offering psychoanalytic care without monetary mediation. They use their own bodies seated on beach chairs or park benches, relying on listening as their tool.Porto Alegre has been no exception, where a group of psychoanalysts formed a collective to provide care at Praça da Alfândega, one of the city’s main squares, and since 2018, has been conducting public psychoanalytic sessions. Assuming that psychoanalysis originated with a bourgeois character and still retains elitist traits, it has undergone theoretical and practical transformations over time, enabling greater openness and inclusion of diverse experiences and realities. As the author of this dissertation, embedded in the Psychoanalysis Collective of Praça da Alfândega through an intervention-research, we seek to answer to what extent psychoanalysis can overcome its bourgeois origins. This opportunity also serves to address pertinent themes, such as the history of psychoanalysis itself, its role in society, and its place within urban life. Reflecting on the city—its right to free use, the circulation of people, free speech, and listening in public spaces, which are constantly contested and need to be rethought—is of utmost importance.To this end, the author joined the Porto Alegre Collective through intervention-research, crafting a field diary that captures the impressions experienced and traversed during the research process. This diary fosters the necessary discussions and reflections.application/pdfporEscuta psicanalíticaPesquisa-intervençãoEspaço públicoClínica psicanalíticaPraça da Alfândega (Porto Alegre, RS)PsychoanalysisCollective of psychoanalystsWorkIntervention researchField diaryUm coletivo, o trabalho e o público : por dentro do coletivo de psicanálise da Praça da AlfândegaA collective, work, and the public: inside the psychoanalysis collective of Praça da Alfândegainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de Psicologia, Serviço Social, Saúde e Comunicação HumanaPrograma de Pós-Graduação em Psicologia Social e InstitucionalPorto Alegre, BR-RS2024mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001242265.pdf.txt001242265.pdf.txtExtracted Texttext/plain181414http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/287695/2/001242265.pdf.txt058954553e350d2f3224dc2ac5e26073MD52ORIGINAL001242265.pdfTexto parcialapplication/pdf1179252http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/287695/1/001242265.pdf3e499e98116059a4d92f9489f43062c9MD5110183/2876952025-02-27 06:54:18.795518oai:www.lume.ufrgs.br:10183/287695Repositório InstitucionalPUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.bropendoar:2025-02-27T09:54:18Repositório Institucional da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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