(N)os limites do biombo : a autoria segundo Umberto Eco

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Hoff, Patrícia Cristine
Orientador(a): Rosenfield, Kathrin Holzermayr Lerrer
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/300934
Resumo: A tese investiga o conceito de autoria com base em parte da produção teórico-crítica do escritor italiano Umberto Eco, especialmente aquela desenvolvida nos campos da estética, da teoria literária e da semiótica. A análise inclui, ainda, três de seus romances: O nome da rosa (1980), O pêndulo de Foucault (1988) e Número zero (2015). O estudo traz como premissa o entendimento de que tanto os textos não ficcionais quanto os ficcionais econianos podem ser compreendidos como integrantes de um mesmo projeto intelectual, elaborado ao longo de décadas de atividade. A partir dessa perspectiva, propõe-se a hipótese de que a definição de autoria formulada por Eco – a inscrição ou estratégia textual do autor-modelo, que atribui exclusivamente à obra os indícios de construção autoral – revela-se, em certa medida, insuficiente para abordar o conceito de autoria à luz da leitura de sua própria ficção, uma vez que o conjunto da obra econiana evidencia um trânsito intenso das intenções autorais, as quais parecem migrar das suas obras teórico-críticas para a literatura.
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