Fogo de cozinha, raízes de território : libertação popular através da Cozinha Solidária da Azenha
| Ano de defesa: | 2026 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Espanhol: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/303913 |
Resumo: | No futuro ancestral, as palavras solidário, social e comunitário tornam-se cada vez mais frequentes. Esta dissertação analisa narrativas, práticas e vivências em um território urbano de libertação popular articulado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), especificamente na Cozinha Solidária da Azenha (CSA), em Porto Alegre, Brasil. A pesquisa, inspirada na perspectiva situada e na produção de conhecimento a partir do vínculo e da escuta, evidencia como a cozinha se constitui em tecnologia social capaz de integrar dimensões fundamentais da vida - alimentação, moradia e trabalho. O estudo demonstra que cozinhar coletivamente transcende a função de suprir necessidades imediatas, configurando-se como espaço de formação política, solidariedade radical e construção comunitária. Ao dialogar com o Guia Alimentar para a População Brasileira e com as práticas cotidianas do MTST, a investigação revela como a luta por alimentação, moradia, terra e reforma agrária se articula às políticas públicas e às relações sociais de cuidado. Reconhece-se que, diante da emergência climática, as cozinhas solidárias não devem ser compreendidas apenas como respostas a crises, mas como estratégias de autonomia e soberania alimentar permanentes. Conclui-se que a solidariedade, emergente da escassez, constitui semente de novas formas de vida coletiva, capazes de devolver sentido à palavra comunidade e de sustentar a dignidade na pobreza, transformando a fome em pulsão vital para a reinvenção do comum. A presença da cozinha como campo de pesquisa reafirma a necessidade de que a academia se reconheça como espaço de saberes populares, que se constroem no fogo lento da experiência e devolvem à universidade sua função maior: servir à comunidade. Assim, a Cozinha Solidária da Azenha se afirma como território político e epistêmico, onde se cozinham não apenas alimentos, mas futuros possíveis, sustentados pela solidariedade e pela insurgência do cotidiano. |
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Ao dialogar com o Guia Alimentar para a População Brasileira e com as práticas cotidianas do MTST, a investigação revela como a luta por alimentação, moradia, terra e reforma agrária se articula às políticas públicas e às relações sociais de cuidado. Reconhece-se que, diante da emergência climática, as cozinhas solidárias não devem ser compreendidas apenas como respostas a crises, mas como estratégias de autonomia e soberania alimentar permanentes. Conclui-se que a solidariedade, emergente da escassez, constitui semente de novas formas de vida coletiva, capazes de devolver sentido à palavra comunidade e de sustentar a dignidade na pobreza, transformando a fome em pulsão vital para a reinvenção do comum. A presença da cozinha como campo de pesquisa reafirma a necessidade de que a academia se reconheça como espaço de saberes populares, que se constroem no fogo lento da experiência e devolvem à universidade sua função maior: servir à comunidade. Assim, a Cozinha Solidária da Azenha se afirma como território político e epistêmico, onde se cozinham não apenas alimentos, mas futuros possíveis, sustentados pela solidariedade e pela insurgência do cotidiano.En el futuro ancestral, las palabras solidario, social y comunitario se vuelven cada vez más frecuentes. Esa investigación analiza narrativas, prácticas y vivencias en un territorio urbano de liberación popular articulado por el Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), específicamente en la Cozinha Solidária da Azenha (CSA), en Porto Alegre/RS, Brasil. La investigación, inspirada en la perspectiva situada y en la producción de conocimientos, del vínculo y de la escucha, evidencia cómo la cocina se constituye en una tecnología social capaz de integrar dimensiones fundamentales de la vida: alimentación, vivienda y trabajo. Se demuestra que cocinar colectivamente trasciende la función de suplir necesidades inmediatas, configurándose como un espacio de formación política, solidaridad radical y construcción comunitaria. Al dialogar con la Guía Alimentaria para la Población Brasileña y con las prácticas cotidianas del MTST, la investigación revela cómo la lucha por la alimentación, la vivienda, la tierra y la reforma agraria se articula con las políticas públicas y con las relaciones sociales de cuidado. Se reconoce que, frente a la emergencia climática, las cocinas solidarias no deben ser comprendidas, tan solo, como respuestas ante las crisis, sino como estrategias permanentes de autonomía y soberanía alimentaria. Se concluye que la solidaridad, emergente de la escasez, constituye una semilla de nuevas formas de vida colectiva, capaces de devolver sentido a la palabra comunidad y de sostener la dignidad en la pobreza, transformando el hambre en una pulsión vital para la reinvención de lo común. La presencia de la cocina como campo de investigación reafirma la necesidad de que la academia se reconozca como un espacio de saberes populares, que se construyen en el fuego lento de la experiencia y devuelven a la universidad su función mayor: servir a la comunidad Así, la CSA se afirma como territorio político y epistémico, donde se cocinan no solo alimentos, sino futuros posibles, sostenidos por la solidaridad y por la insurgencia de lo cotidiano.application/pdfporMovimento dos Trabalhadores Sem TetoComunidadePobrezaCozinha solidáriaCocina solidariaMovimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)Tierra y territorioReforma agrariaSolidaridadFogo de cozinha, raízes de território : libertação popular através da Cozinha Solidária da Azenhainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de Ciências EconômicasPrograma de Pós-Graduação em Desenvolvimento RuralPorto Alegre, BR-RS2026mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001304974.pdf.txt001304974.pdf.txtExtracted Texttext/plain166790http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/303913/2/001304974.pdf.txtb44f2a7fb0d049c06a5bd714924b0184MD52ORIGINAL001304974.pdfTexto completoapplication/pdf2438026http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/303913/1/001304974.pdff819b1fba7d9d74f2aca1b6f64f898bcMD5110183/3039132026-04-29 08:01:51.844437oai:www.lume.ufrgs.br:10183/303913Repositório InstitucionalPUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.bropendoar:2026-04-29T11:01:51Repositório Institucional da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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