Monumentos de papel : a poética da morte nos necrológios de Manoel de Araújo Porto-Alegre (1839-1857)
| Ano de defesa: | 2015 |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/134366 |
Resumo: | O presente trabalho aborda as relações entre novas práticas funerárias que começam a surgir no Brasil Imperial e a preocupação memorialística da escrita. A escrita historiográfica e necrológica de Manuel de Araújo Porto-Alegre, presente nos texto publicados na Revista do Instituto Histórico Geográfico Brasileiro entre 1839 e 1857, procuravam responder as inquietudes causadas pela finitude humana, numa tentativa de oferecer tranquilização perante a morte dos outros. Homenageando cidadãos ilustres, beneméritos da Nação e patronos da independência, o autor estudado buscava construir um panteão brasileiro, erigindo seus monumentos na palavra, afirmando o conhecimento histórico e letrado como forma mais legítima e verdadeira de salvaguardar a memória, bem como a vida daqueles considerados como grandes homens. Não bastava encomendar a alma aos céus: com o surgimento das necrópoles cemiteriais e a crescente monumentalidade dos túmulos, resguardar a memória de ilustres falecidos tornava-se uma necessidade evidente e incontornável, fazendo parte da agenda mortuária e cívica. |
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