O sol negro em Hamsun : comunicação diurna e aura demoníaca no texto literário

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Andrade, Lucas Ferreira de
Orientador(a): Martins, Ana Tais
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/294924
Resumo: A presente dissertação propõe-se a compreender, por meio da análise da obra Pan, de Knut Hamsun, como se pode dar na literatura a comunicação da violência germinal do totalitarismo, refletindo antes, com base na antropologia durandiana, sobre a atuação das diretrizes do imaginário na formação do espírito totalitário. Centrando-se em uma obra-prima da literatura universal, particularmente marcada pela densidade simbólica e pela expressão de uma perversidade demoníaca, buscou-se identificar, mediante a orientação amplificante da hermenêutica simbólica, os schèmes e arquétipos nela atuantes. Partindo-se da hipótese de trabalho de que existe uma íntima relação entre o totalitarismo e a exacerbação dos schèmes ascensional e diairético, que integram o regime diurno de imagens, configurou-se então como principal dimensão de análise a linguagem verbal, precisamente por esta constituir o objeto privilegiado de estudo na área da comunicação. Tendo-se em conta ainda, em linha com a antropologia literária iseriana, que o fictício propicia ao imaginário sua concretização no produto verbal do texto, optou-se por proceder à pesquisa mediante o texto literário, uma vez que nele as possibilidades do imaginário se desenvolvem mais livremente, por não se submeterem às finalidades pragmáticas da vida real. O eixo temático que orienta a análise, por sua vez, é o horror na história e o espírito totalitário, aqui examinados especialmente em seus elementos simbólicos presentes na novela poética de Hamsun, mediante os quais se revela a aura demoníaca do protagonista Glahn que, causando grande estremecimento, pode até ser reverenciada. A investigação amparou-se sobretudo na antropologia durandiana, com destaque para os seguintes paradigmas: o trajeto antropológico e a via da interdisciplinaridade.
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