Avaliação da curva de proteína c reativa (PCR) em pacientes com sepse e insuficiência renal submetidos à terapia renal substitutiva contínua
| Ano de defesa: | 2022 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/250532 |
Resumo: | Objetivo: verificar se a variação da concentração plasmática de PCR poderia ser útil na avaliação da resposta da infecção a terapia antimicrobiana em pacientes sépticos submetidos à TRS contínua. Métodos: Estudo de coorte entre dezembro de 2018 e março de 2022 que incluiu pacientes com sepse ou choque séptico em terapia renal substitutiva contínua (hemodiálise veno-venosa contínua) internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital geral terciário (Hospital Nossa Senhora da Conceição - HNSC) em Porto Alegre, Brasil. A variação relativa do nível de PCR foi obtida calculando a sua razão no quarto dia de tratamento em relação ao dia 0 (razão PCR). Para análise da depuração de PCR, coletaram-se amostras do circuito antes da entrada no filtro de hemodiálise (aferente), na saída do capilar (eferente) e do efluente (ultrafiltrado). Desfecho primário foi definido como a ocorrência de óbito até o sétimo dia e/ou ausência de redução do escore SOFA ≥ 2 pontos no D7 em relação ao D0. Os desfechos secundários foram a mortalidade em 7 dias, na UTI e hospitalar. Resultados: Foram incluídos 60 pacientes na análise final. A razão PCR no D4 foi de 0,38 (0,21 - 0,57) para os pacientes que não apresentaram o desfecho primário e de 0,41 (0,31 - 0,90) para os pacientes com o desfecho primário (p = 0,249). A área sob a curva ROC da razão PCR para discriminar a ocorrência de desfecho primário foi 0,58 (0,44 - 0,73). Em análise multivariada com ajuste para SAPS 3, sítio de infecção e SOFA, a redução de PCR no D4 permaneceu sem diferença significativa entre os pacientes com e sem o desfecho primário. Na análise de depuração de PCR, não houve diferença na concentração plasmática aferente e eferente de PCR. PCR foi detectada no ultrafiltrado de todos os pacientes. Conclusão: Nós verificamos uma redução dos níveis plasmáticos de PCR em pacientes sépticos submetidos à TRS contínua independente da evolução clínica, além de verificar a presença de PCR no ultrafiltrado de todos estes pacientes. Estes achados devem ser levados em consideração se a PCR for utilizada como marcador prognóstico nos pacientes sépticos submetidos a esta terapia. |
| id |
UFRGS-2_952f91414f2e174663a2fcefeae9cbb7 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:www.lume.ufrgs.br:10183/250532 |
| network_acronym_str |
UFRGS-2 |
| network_name_str |
Repositório Institucional da UFRGS |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Marques, Leonardo da SilvaBoniatti, Márcio Manozzo2022-10-28T04:46:24Z2022http://hdl.handle.net/10183/250532001152018Objetivo: verificar se a variação da concentração plasmática de PCR poderia ser útil na avaliação da resposta da infecção a terapia antimicrobiana em pacientes sépticos submetidos à TRS contínua. Métodos: Estudo de coorte entre dezembro de 2018 e março de 2022 que incluiu pacientes com sepse ou choque séptico em terapia renal substitutiva contínua (hemodiálise veno-venosa contínua) internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital geral terciário (Hospital Nossa Senhora da Conceição - HNSC) em Porto Alegre, Brasil. A variação relativa do nível de PCR foi obtida calculando a sua razão no quarto dia de tratamento em relação ao dia 0 (razão PCR). Para análise da depuração de PCR, coletaram-se amostras do circuito antes da entrada no filtro de hemodiálise (aferente), na saída do capilar (eferente) e do efluente (ultrafiltrado). Desfecho primário foi definido como a ocorrência de óbito até o sétimo dia e/ou ausência de redução do escore SOFA ≥ 2 pontos no D7 em relação ao D0. Os desfechos secundários foram a mortalidade em 7 dias, na UTI e hospitalar. Resultados: Foram incluídos 60 pacientes na análise final. A razão PCR no D4 foi de 0,38 (0,21 - 0,57) para os pacientes que não apresentaram o desfecho primário e de 0,41 (0,31 - 0,90) para os pacientes com o desfecho primário (p = 0,249). A área sob a curva ROC da razão PCR para discriminar a ocorrência de desfecho primário foi 0,58 (0,44 - 0,73). Em análise multivariada com ajuste para SAPS 3, sítio de infecção e SOFA, a redução de PCR no D4 permaneceu sem diferença significativa entre os pacientes com e sem o desfecho primário. Na análise de depuração de PCR, não houve diferença na concentração plasmática aferente e eferente de PCR. PCR foi detectada no ultrafiltrado de todos os pacientes. Conclusão: Nós verificamos uma redução dos níveis plasmáticos de PCR em pacientes sépticos submetidos à TRS contínua independente da evolução clínica, além de verificar a presença de PCR no ultrafiltrado de todos estes pacientes. Estes achados devem ser levados em consideração se a PCR for utilizada como marcador prognóstico nos pacientes sépticos submetidos a esta terapia.application/pdfporProteina C-reativaSepseInfecçõesDiáliseAvaliação da curva de proteína c reativa (PCR) em pacientes com sepse e insuficiência renal submetidos à terapia renal substitutiva contínuainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaPrograma de Pós-Graduação em Ciências da Saúde: Cardiologia e Ciências CardiovascularesPorto Alegre, BR-RS2022doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001152018.pdf.txt001152018.pdf.txtExtracted Texttext/plain116852http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/250532/2/001152018.pdf.txt624063df5b5c43d1ecff28b874d68bd5MD52ORIGINAL001152018.pdfTexto completoapplication/pdf1313521http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/250532/1/001152018.pdfa5abfbcbc071b99d91d41b8196fde40fMD5110183/2505322023-07-05 03:46:48.123637oai:www.lume.ufrgs.br:10183/250532Repositório InstitucionalPUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.bropendoar:2023-07-05T06:46:48Repositório Institucional da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
| dc.title.pt_BR.fl_str_mv |
Avaliação da curva de proteína c reativa (PCR) em pacientes com sepse e insuficiência renal submetidos à terapia renal substitutiva contínua |
| title |
Avaliação da curva de proteína c reativa (PCR) em pacientes com sepse e insuficiência renal submetidos à terapia renal substitutiva contínua |
| spellingShingle |
Avaliação da curva de proteína c reativa (PCR) em pacientes com sepse e insuficiência renal submetidos à terapia renal substitutiva contínua Marques, Leonardo da Silva Proteina C-reativa Sepse Infecções Diálise |
| title_short |
Avaliação da curva de proteína c reativa (PCR) em pacientes com sepse e insuficiência renal submetidos à terapia renal substitutiva contínua |
| title_full |
Avaliação da curva de proteína c reativa (PCR) em pacientes com sepse e insuficiência renal submetidos à terapia renal substitutiva contínua |
| title_fullStr |
Avaliação da curva de proteína c reativa (PCR) em pacientes com sepse e insuficiência renal submetidos à terapia renal substitutiva contínua |
| title_full_unstemmed |
Avaliação da curva de proteína c reativa (PCR) em pacientes com sepse e insuficiência renal submetidos à terapia renal substitutiva contínua |
| title_sort |
Avaliação da curva de proteína c reativa (PCR) em pacientes com sepse e insuficiência renal submetidos à terapia renal substitutiva contínua |
| author |
Marques, Leonardo da Silva |
| author_facet |
Marques, Leonardo da Silva |
| author_role |
author |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Marques, Leonardo da Silva |
| dc.contributor.advisor1.fl_str_mv |
Boniatti, Márcio Manozzo |
| contributor_str_mv |
Boniatti, Márcio Manozzo |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Proteina C-reativa Sepse Infecções Diálise |
| topic |
Proteina C-reativa Sepse Infecções Diálise |
| description |
Objetivo: verificar se a variação da concentração plasmática de PCR poderia ser útil na avaliação da resposta da infecção a terapia antimicrobiana em pacientes sépticos submetidos à TRS contínua. Métodos: Estudo de coorte entre dezembro de 2018 e março de 2022 que incluiu pacientes com sepse ou choque séptico em terapia renal substitutiva contínua (hemodiálise veno-venosa contínua) internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital geral terciário (Hospital Nossa Senhora da Conceição - HNSC) em Porto Alegre, Brasil. A variação relativa do nível de PCR foi obtida calculando a sua razão no quarto dia de tratamento em relação ao dia 0 (razão PCR). Para análise da depuração de PCR, coletaram-se amostras do circuito antes da entrada no filtro de hemodiálise (aferente), na saída do capilar (eferente) e do efluente (ultrafiltrado). Desfecho primário foi definido como a ocorrência de óbito até o sétimo dia e/ou ausência de redução do escore SOFA ≥ 2 pontos no D7 em relação ao D0. Os desfechos secundários foram a mortalidade em 7 dias, na UTI e hospitalar. Resultados: Foram incluídos 60 pacientes na análise final. A razão PCR no D4 foi de 0,38 (0,21 - 0,57) para os pacientes que não apresentaram o desfecho primário e de 0,41 (0,31 - 0,90) para os pacientes com o desfecho primário (p = 0,249). A área sob a curva ROC da razão PCR para discriminar a ocorrência de desfecho primário foi 0,58 (0,44 - 0,73). Em análise multivariada com ajuste para SAPS 3, sítio de infecção e SOFA, a redução de PCR no D4 permaneceu sem diferença significativa entre os pacientes com e sem o desfecho primário. Na análise de depuração de PCR, não houve diferença na concentração plasmática aferente e eferente de PCR. PCR foi detectada no ultrafiltrado de todos os pacientes. Conclusão: Nós verificamos uma redução dos níveis plasmáticos de PCR em pacientes sépticos submetidos à TRS contínua independente da evolução clínica, além de verificar a presença de PCR no ultrafiltrado de todos estes pacientes. Estes achados devem ser levados em consideração se a PCR for utilizada como marcador prognóstico nos pacientes sépticos submetidos a esta terapia. |
| publishDate |
2022 |
| dc.date.accessioned.fl_str_mv |
2022-10-28T04:46:24Z |
| dc.date.issued.fl_str_mv |
2022 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
http://hdl.handle.net/10183/250532 |
| dc.identifier.nrb.pt_BR.fl_str_mv |
001152018 |
| url |
http://hdl.handle.net/10183/250532 |
| identifier_str_mv |
001152018 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/openAccess |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional da UFRGS instname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) instacron:UFRGS |
| instname_str |
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| instacron_str |
UFRGS |
| institution |
UFRGS |
| reponame_str |
Repositório Institucional da UFRGS |
| collection |
Repositório Institucional da UFRGS |
| bitstream.url.fl_str_mv |
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/250532/2/001152018.pdf.txt http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/250532/1/001152018.pdf |
| bitstream.checksum.fl_str_mv |
624063df5b5c43d1ecff28b874d68bd5 a5abfbcbc071b99d91d41b8196fde40f |
| bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv |
MD5 MD5 |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| repository.mail.fl_str_mv |
lume@ufrgs.br |
| _version_ |
1864542798999453696 |