Caracterização filogenética das proteínas inativadoras de ribossomos (RIPs) de mamona (Ricinus communis L.) e análise da expressão dos genes Rcom RIPs durante o desenvolvimento da semente

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Morais, Guilherme Loss de
Orientador(a): Margis, Rogerio
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
RIP
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/21430
Resumo: As Proteínas Inativadoras de Ribossomos (RIPs) compreendem uma família de enzimas que inibem a síntese protéica através da depurinação de uma adenina específica do RNA ribossomal. Os membros desta família são classificados como RIPs do tipo I, quando possuem somente o RNA-N-Glicosidase e RIPs do tipo II quando além do domínio glicosidase, também apresentam um domínio de lectina. As RIPs foram mais estudadas em plantas, onde a ricina e a aglutinina, ambas RIP do tipo II de mamona (Ricinus communis), estão entre as primeiras descritas. O presente trabalho teve o objetivo de identificar parálogos da ricina e aglutinina, bem como RIPs do tipo I de mamona e analisar as suas relações filogenéticas. Além disso, validar o uso de 14 potenciais genes de referência para qRT-PCR em cinco estádios do desenvolvimento da semente de mamona. O padrão de expressão gênica por RT-qPCR de todas RIPs de mamona identificadas, também foram analisados nestes mesmos estádios. Um total de 18 genes de RIPs foi identificado em mamona (Rcom RIPs), dos quais 10 foram classificados como do tipo II e 8 do tipo I. As topologias das árvores filogenéticas sugerem que as Rcom RIPs foram originadas a partir de múltiplos eventos de duplicação gênica. Dois modelos evolutivos foram propostos para a radiação das Rcom RIPs, baseados em processos de fusão gênica associado ou não a eventos de duplicação parcial. Os genes Act 2/7, EF β, Ubi, TIP e UBC foram os que apresentaram perfil de expressão mais estável e foram selecionados para subsequente normalização dos dados de expressão das Rcom RIPs. Os genes que codificam as Rcom RIPI 3, 4, 5, 7 e 8 e as Rcom RIPII 1, 2, 4, 5, 6 e 8 são transcritos em sementes, sendo que a Rcom RIPII 1 (ricina) e a Rcom RIPII 2 (aglutinina) foram as mais expressas. O presente trabalho apresenta um modelo evolutivo das Rcom RIPs, o qual pode ser extrapolado para outras espécies de plantas. Este trabalho também demonstra o primeiro esforço para a padronização de genes de referência para RT-qPCR em mamona e o primeiro que apresenta a expressão outras Rcom RIPs, além da ricina e aglutinina.
id UFRGS-2_963c6462c9dfc1918b58d34be4a57982
oai_identifier_str oai:www.lume.ufrgs.br:10183/21430
network_acronym_str UFRGS-2
network_name_str Repositório Institucional da UFRGS
repository_id_str
spelling Morais, Guilherme Loss deMargis, Rogerio2010-05-03T17:13:34Z2010http://hdl.handle.net/10183/21430000737738As Proteínas Inativadoras de Ribossomos (RIPs) compreendem uma família de enzimas que inibem a síntese protéica através da depurinação de uma adenina específica do RNA ribossomal. Os membros desta família são classificados como RIPs do tipo I, quando possuem somente o RNA-N-Glicosidase e RIPs do tipo II quando além do domínio glicosidase, também apresentam um domínio de lectina. As RIPs foram mais estudadas em plantas, onde a ricina e a aglutinina, ambas RIP do tipo II de mamona (Ricinus communis), estão entre as primeiras descritas. O presente trabalho teve o objetivo de identificar parálogos da ricina e aglutinina, bem como RIPs do tipo I de mamona e analisar as suas relações filogenéticas. Além disso, validar o uso de 14 potenciais genes de referência para qRT-PCR em cinco estádios do desenvolvimento da semente de mamona. O padrão de expressão gênica por RT-qPCR de todas RIPs de mamona identificadas, também foram analisados nestes mesmos estádios. Um total de 18 genes de RIPs foi identificado em mamona (Rcom RIPs), dos quais 10 foram classificados como do tipo II e 8 do tipo I. As topologias das árvores filogenéticas sugerem que as Rcom RIPs foram originadas a partir de múltiplos eventos de duplicação gênica. Dois modelos evolutivos foram propostos para a radiação das Rcom RIPs, baseados em processos de fusão gênica associado ou não a eventos de duplicação parcial. Os genes Act 2/7, EF β, Ubi, TIP e UBC foram os que apresentaram perfil de expressão mais estável e foram selecionados para subsequente normalização dos dados de expressão das Rcom RIPs. Os genes que codificam as Rcom RIPI 3, 4, 5, 7 e 8 e as Rcom RIPII 1, 2, 4, 5, 6 e 8 são transcritos em sementes, sendo que a Rcom RIPII 1 (ricina) e a Rcom RIPII 2 (aglutinina) foram as mais expressas. O presente trabalho apresenta um modelo evolutivo das Rcom RIPs, o qual pode ser extrapolado para outras espécies de plantas. Este trabalho também demonstra o primeiro esforço para a padronização de genes de referência para RT-qPCR em mamona e o primeiro que apresenta a expressão outras Rcom RIPs, além da ricina e aglutinina.Ribosome inactivating proteins (RIPs) comprise a family of enzymes that inhibit protein synthesis, after depurination of an adenine-specific ribosomal RNA. The members of this family are classified as type I RIPs, which have a RNA-Nglycosidase domain and type II RIPs encompassing a RNA-N-glycosidase and a lectin domain.The RIPs were more studied in plants, where ricin and agglutinin, both type II RIP of castor bean (Ricinus communis), were the first to be described. This work aimed to: 1) identifine paralogous of ricin and agglutinin, as well as the type I RIPs of castor bean; 2) analyze their phylogenetic relationships; 3) validate the use of 14 potential housekeeping genes for qRT-PCR for five developmental stages of R. communis seeds; 4) analyze the pattern of gene expression by RTqPCR of all RIPs castor identified in these same stages. A total of 18 genes that encode RIPs were identified in castor bean (Rcom RIPs), 10 of which were classified as type II and 8 as type I. The phylogenetic trees topologies suggest that Rcom RIPs were originated from multiple events of gene duplications. Two evolutionary models have been proposed for the radiation of Rcom RIPs based on gene fusion processes associated or not to events of partial duplication. The genes Act 2/7, EF β, Ubi, TIP and UBC presented the more stable expression profile and were selected for further RT- qPCR normalization experiments. The Rcom RIPI 3, 4, 5, 7 and 8 and Rcom RIPI 1, 2, 4, 5, 6 and 8 genes are actively transcribed in seeds, whereas the Rcom RIPI 1 (ricin) and Rcom RIPI 2 (agglutinin) were the most expressed. This paper presents an evolutionary model of Rcom RIPs, which can be extrapolated to other plant species. Also, corresponds to the first effort to standardize housekeeping genes for RT-qPCR in castor bean and the first that shows the expression Rcom RIPs, other than ricin and agglutinin.application/pdfporRibossomosRicinus communisRIPAre ribosome inactivating proteinsPlant toxinAgglutininRicinCaracterização filogenética das proteínas inativadoras de ribossomos (RIPs) de mamona (Ricinus communis L.) e análise da expressão dos genes Rcom RIPs durante o desenvolvimento da sementeinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulCentro de Biotecnologia do Estado do Rio Grande do SulPrograma de Pós-Graduação em Biologia Celular e MolecularPorto Alegre, BR-RS2010mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSORIGINAL000737738.pdf000737738.pdfTexto completoapplication/pdf5393202http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/21430/1/000737738.pdfec415b8ef0950480b547fd2d3050aa0dMD51TEXT000737738.pdf.txt000737738.pdf.txtExtracted Texttext/plain159469http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/21430/2/000737738.pdf.txte3ee173377ec13b90a309d87127e1302MD52THUMBNAIL000737738.pdf.jpg000737738.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1277http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/21430/3/000737738.pdf.jpg5a038ff39c76febbd614f5d80c5156caMD5310183/214302018-10-17 07:50:19.418oai:www.lume.ufrgs.br:10183/21430Repositório InstitucionalPUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.bropendoar:2018-10-17T10:50:19Repositório Institucional da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Caracterização filogenética das proteínas inativadoras de ribossomos (RIPs) de mamona (Ricinus communis L.) e análise da expressão dos genes Rcom RIPs durante o desenvolvimento da semente
title Caracterização filogenética das proteínas inativadoras de ribossomos (RIPs) de mamona (Ricinus communis L.) e análise da expressão dos genes Rcom RIPs durante o desenvolvimento da semente
spellingShingle Caracterização filogenética das proteínas inativadoras de ribossomos (RIPs) de mamona (Ricinus communis L.) e análise da expressão dos genes Rcom RIPs durante o desenvolvimento da semente
Morais, Guilherme Loss de
Ribossomos
Ricinus communis
RIP
Are ribosome inactivating proteins
Plant toxin
Agglutinin
Ricin
title_short Caracterização filogenética das proteínas inativadoras de ribossomos (RIPs) de mamona (Ricinus communis L.) e análise da expressão dos genes Rcom RIPs durante o desenvolvimento da semente
title_full Caracterização filogenética das proteínas inativadoras de ribossomos (RIPs) de mamona (Ricinus communis L.) e análise da expressão dos genes Rcom RIPs durante o desenvolvimento da semente
title_fullStr Caracterização filogenética das proteínas inativadoras de ribossomos (RIPs) de mamona (Ricinus communis L.) e análise da expressão dos genes Rcom RIPs durante o desenvolvimento da semente
title_full_unstemmed Caracterização filogenética das proteínas inativadoras de ribossomos (RIPs) de mamona (Ricinus communis L.) e análise da expressão dos genes Rcom RIPs durante o desenvolvimento da semente
title_sort Caracterização filogenética das proteínas inativadoras de ribossomos (RIPs) de mamona (Ricinus communis L.) e análise da expressão dos genes Rcom RIPs durante o desenvolvimento da semente
author Morais, Guilherme Loss de
author_facet Morais, Guilherme Loss de
author_role author
dc.contributor.author.fl_str_mv Morais, Guilherme Loss de
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Margis, Rogerio
contributor_str_mv Margis, Rogerio
dc.subject.por.fl_str_mv Ribossomos
Ricinus communis
topic Ribossomos
Ricinus communis
RIP
Are ribosome inactivating proteins
Plant toxin
Agglutinin
Ricin
dc.subject.eng.fl_str_mv RIP
Are ribosome inactivating proteins
Plant toxin
Agglutinin
Ricin
description As Proteínas Inativadoras de Ribossomos (RIPs) compreendem uma família de enzimas que inibem a síntese protéica através da depurinação de uma adenina específica do RNA ribossomal. Os membros desta família são classificados como RIPs do tipo I, quando possuem somente o RNA-N-Glicosidase e RIPs do tipo II quando além do domínio glicosidase, também apresentam um domínio de lectina. As RIPs foram mais estudadas em plantas, onde a ricina e a aglutinina, ambas RIP do tipo II de mamona (Ricinus communis), estão entre as primeiras descritas. O presente trabalho teve o objetivo de identificar parálogos da ricina e aglutinina, bem como RIPs do tipo I de mamona e analisar as suas relações filogenéticas. Além disso, validar o uso de 14 potenciais genes de referência para qRT-PCR em cinco estádios do desenvolvimento da semente de mamona. O padrão de expressão gênica por RT-qPCR de todas RIPs de mamona identificadas, também foram analisados nestes mesmos estádios. Um total de 18 genes de RIPs foi identificado em mamona (Rcom RIPs), dos quais 10 foram classificados como do tipo II e 8 do tipo I. As topologias das árvores filogenéticas sugerem que as Rcom RIPs foram originadas a partir de múltiplos eventos de duplicação gênica. Dois modelos evolutivos foram propostos para a radiação das Rcom RIPs, baseados em processos de fusão gênica associado ou não a eventos de duplicação parcial. Os genes Act 2/7, EF β, Ubi, TIP e UBC foram os que apresentaram perfil de expressão mais estável e foram selecionados para subsequente normalização dos dados de expressão das Rcom RIPs. Os genes que codificam as Rcom RIPI 3, 4, 5, 7 e 8 e as Rcom RIPII 1, 2, 4, 5, 6 e 8 são transcritos em sementes, sendo que a Rcom RIPII 1 (ricina) e a Rcom RIPII 2 (aglutinina) foram as mais expressas. O presente trabalho apresenta um modelo evolutivo das Rcom RIPs, o qual pode ser extrapolado para outras espécies de plantas. Este trabalho também demonstra o primeiro esforço para a padronização de genes de referência para RT-qPCR em mamona e o primeiro que apresenta a expressão outras Rcom RIPs, além da ricina e aglutinina.
publishDate 2010
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2010-05-03T17:13:34Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2010
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://hdl.handle.net/10183/21430
dc.identifier.nrb.pt_BR.fl_str_mv 000737738
url http://hdl.handle.net/10183/21430
identifier_str_mv 000737738
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFRGS
instname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
instacron:UFRGS
instname_str Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
instacron_str UFRGS
institution UFRGS
reponame_str Repositório Institucional da UFRGS
collection Repositório Institucional da UFRGS
bitstream.url.fl_str_mv http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/21430/1/000737738.pdf
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/21430/2/000737738.pdf.txt
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/21430/3/000737738.pdf.jpg
bitstream.checksum.fl_str_mv ec415b8ef0950480b547fd2d3050aa0d
e3ee173377ec13b90a309d87127e1302
5a038ff39c76febbd614f5d80c5156ca
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
repository.mail.fl_str_mv lume@ufrgs.br
_version_ 1864542010850934784