O Brasil das pequenas armas : lucro 'versus' segurança?
| Ano de defesa: | 2009 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/17520 |
Resumo: | A partir da década de 1990, quando se concretizaram as iniciativas de controle da proliferação de armas químicas, biológicas e nucleares, estudiosos do ramo do desarmamento passaram a alertar a comunidade internacional a respeito dos perigos inerentes à falta de controle do comércio e da circulação de armas convencionais pelo planeta. Mais especificamente, no novo cenário internacional inaugurado com o final da Guerra Fria, diante da multiplicação de casos de genocídio em inúmeros países da África e da Ásia, do crime organizado, do tráfico de drogas e do aumento da violência armada em diversos países do mundo, o acúmulo excessivo, a proliferação irrestrita e o desvio à ilicitude de armas de fogo pequenas e leves (AP/AL) passaram a fazer parte do rol de ameaças à paz e à segurança em múltiplos níveis. Intensificaram-se, diante disso, as ações da comunidade internacional para prevenir, combater e erradicar a proliferação e o comércio ilícito de AP/AL. Em 2001, a ONU adotou um Programa de Ação que inaugurou o processo de construção de um regime próprio para tal finalidade, que implica, entre outros, a adoção de medidas que dificultam e restringem o comércio lícito de tais produtos. O Brasil é um dos Estados mais afetados pela violência armada cotidiana e é, ao mesmo tempo, dono de uma das mais expressivas indústrias de AP/AL do mundo. No plano doméstico, diversos atores interessados, respectivamente, em mais segurança para a população e/ou em mais lucro para a indústria bélica nacional, trabalham no sentido de influenciar Política Externa brasileira, que, desde 2001, vem apresentando o Brasil como favorável à continuidade e à ampliação do processo. |
| id |
UFRGS-2_a4df4cb44fb560cc2c180c3d357bcc87 |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:www.lume.ufrgs.br:10183/17520 |
| network_acronym_str |
UFRGS-2 |
| network_name_str |
Repositório Institucional da UFRGS |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Canabarro, Diego RafaelRojo, Raúl Enrique2009-10-21T04:17:32Z2009http://hdl.handle.net/10183/17520000710616A partir da década de 1990, quando se concretizaram as iniciativas de controle da proliferação de armas químicas, biológicas e nucleares, estudiosos do ramo do desarmamento passaram a alertar a comunidade internacional a respeito dos perigos inerentes à falta de controle do comércio e da circulação de armas convencionais pelo planeta. Mais especificamente, no novo cenário internacional inaugurado com o final da Guerra Fria, diante da multiplicação de casos de genocídio em inúmeros países da África e da Ásia, do crime organizado, do tráfico de drogas e do aumento da violência armada em diversos países do mundo, o acúmulo excessivo, a proliferação irrestrita e o desvio à ilicitude de armas de fogo pequenas e leves (AP/AL) passaram a fazer parte do rol de ameaças à paz e à segurança em múltiplos níveis. Intensificaram-se, diante disso, as ações da comunidade internacional para prevenir, combater e erradicar a proliferação e o comércio ilícito de AP/AL. Em 2001, a ONU adotou um Programa de Ação que inaugurou o processo de construção de um regime próprio para tal finalidade, que implica, entre outros, a adoção de medidas que dificultam e restringem o comércio lícito de tais produtos. O Brasil é um dos Estados mais afetados pela violência armada cotidiana e é, ao mesmo tempo, dono de uma das mais expressivas indústrias de AP/AL do mundo. No plano doméstico, diversos atores interessados, respectivamente, em mais segurança para a população e/ou em mais lucro para a indústria bélica nacional, trabalham no sentido de influenciar Política Externa brasileira, que, desde 2001, vem apresentando o Brasil como favorável à continuidade e à ampliação do processo.Since the 1990s, when the attempts to control the proliferation of chemical, biological and nuclear weapons achieved a solid status, scholars from the disarmament realm have been warning the international community about the dangers of the lack of control that surrounds the trade of conventional arms around the planet. More specifically - in the post-cold scenario - in virtue of the multiplication of cases of genocide in Africa and Asia, and of organized crime, drug trafficking and the rise of armed violence levels in several countries of the world, the excessive accumulation and proliferation, as well as the illicit trade of small arms and light weapons (SA/LW) were incorporated to list of threats to peace and security in different levels. As a result one can observe the intensification of the international community actions aimed at the prevention, the combat and the eradication of the proliferation and the illicit trade of SA/LW. In 2001, the United Nations adopted a Programme of Action that inaugurated the process of construction of a specific regime for those objectives, which implies, inter alias, the adoption of trade-restrictive measures to the field. Brazil is one of the most affected States by daily armed violence and also has one of the most relevant SA/LW industries of the world. In the domestic level, several actors interested in more security for the population on the one hand, and/or interested in more profit for the arms industry on the other, have worked to influence the Brazilian Foreign Policy which since 2001 presents the country as supportive of the continuation and the deepening of the process.application/pdfporRelações internacionaisArmas pequenasArmamentoSegurançaDesarmamentoRegime internacionalPolítica externaBrasilSmall arms and light weaponsSecurityDisarmamentInternational regimeBrazilian foreign policyO Brasil das pequenas armas : lucro 'versus' segurança?info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de Filosofia e Ciências HumanasPrograma de Pós-Graduação em Relações InternacionaisPorto Alegre, BR-RS2009mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT000710616.pdf.txt000710616.pdf.txtExtracted Texttext/plain671276http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/17520/2/000710616.pdf.txt206c6775a6c934717aa94ad9d6f54eadMD52ORIGINAL000710616.pdf000710616.pdfTexto completoapplication/pdf2493086http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/17520/1/000710616.pdff7a7bd2ec38e7c9d140a6e260f63721cMD51THUMBNAIL000710616.pdf.jpg000710616.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1014http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/17520/3/000710616.pdf.jpgcbfcf92bbc54a68de0b0981c8a3bfbe3MD5310183/175202018-10-18 07:52:19.782oai:www.lume.ufrgs.br:10183/17520Repositório InstitucionalPUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.bropendoar:2018-10-18T10:52:19Repositório Institucional da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
| dc.title.pt_BR.fl_str_mv |
O Brasil das pequenas armas : lucro 'versus' segurança? |
| title |
O Brasil das pequenas armas : lucro 'versus' segurança? |
| spellingShingle |
O Brasil das pequenas armas : lucro 'versus' segurança? Canabarro, Diego Rafael Relações internacionais Armas pequenas Armamento Segurança Desarmamento Regime internacional Política externa Brasil Small arms and light weapons Security Disarmament International regime Brazilian foreign policy |
| title_short |
O Brasil das pequenas armas : lucro 'versus' segurança? |
| title_full |
O Brasil das pequenas armas : lucro 'versus' segurança? |
| title_fullStr |
O Brasil das pequenas armas : lucro 'versus' segurança? |
| title_full_unstemmed |
O Brasil das pequenas armas : lucro 'versus' segurança? |
| title_sort |
O Brasil das pequenas armas : lucro 'versus' segurança? |
| author |
Canabarro, Diego Rafael |
| author_facet |
Canabarro, Diego Rafael |
| author_role |
author |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Canabarro, Diego Rafael |
| dc.contributor.advisor1.fl_str_mv |
Rojo, Raúl Enrique |
| contributor_str_mv |
Rojo, Raúl Enrique |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Relações internacionais Armas pequenas Armamento Segurança Desarmamento Regime internacional Política externa Brasil |
| topic |
Relações internacionais Armas pequenas Armamento Segurança Desarmamento Regime internacional Política externa Brasil Small arms and light weapons Security Disarmament International regime Brazilian foreign policy |
| dc.subject.eng.fl_str_mv |
Small arms and light weapons Security Disarmament International regime Brazilian foreign policy |
| description |
A partir da década de 1990, quando se concretizaram as iniciativas de controle da proliferação de armas químicas, biológicas e nucleares, estudiosos do ramo do desarmamento passaram a alertar a comunidade internacional a respeito dos perigos inerentes à falta de controle do comércio e da circulação de armas convencionais pelo planeta. Mais especificamente, no novo cenário internacional inaugurado com o final da Guerra Fria, diante da multiplicação de casos de genocídio em inúmeros países da África e da Ásia, do crime organizado, do tráfico de drogas e do aumento da violência armada em diversos países do mundo, o acúmulo excessivo, a proliferação irrestrita e o desvio à ilicitude de armas de fogo pequenas e leves (AP/AL) passaram a fazer parte do rol de ameaças à paz e à segurança em múltiplos níveis. Intensificaram-se, diante disso, as ações da comunidade internacional para prevenir, combater e erradicar a proliferação e o comércio ilícito de AP/AL. Em 2001, a ONU adotou um Programa de Ação que inaugurou o processo de construção de um regime próprio para tal finalidade, que implica, entre outros, a adoção de medidas que dificultam e restringem o comércio lícito de tais produtos. O Brasil é um dos Estados mais afetados pela violência armada cotidiana e é, ao mesmo tempo, dono de uma das mais expressivas indústrias de AP/AL do mundo. No plano doméstico, diversos atores interessados, respectivamente, em mais segurança para a população e/ou em mais lucro para a indústria bélica nacional, trabalham no sentido de influenciar Política Externa brasileira, que, desde 2001, vem apresentando o Brasil como favorável à continuidade e à ampliação do processo. |
| publishDate |
2009 |
| dc.date.accessioned.fl_str_mv |
2009-10-21T04:17:32Z |
| dc.date.issued.fl_str_mv |
2009 |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/masterThesis |
| format |
masterThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
http://hdl.handle.net/10183/17520 |
| dc.identifier.nrb.pt_BR.fl_str_mv |
000710616 |
| url |
http://hdl.handle.net/10183/17520 |
| identifier_str_mv |
000710616 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/openAccess |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional da UFRGS instname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) instacron:UFRGS |
| instname_str |
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| instacron_str |
UFRGS |
| institution |
UFRGS |
| reponame_str |
Repositório Institucional da UFRGS |
| collection |
Repositório Institucional da UFRGS |
| bitstream.url.fl_str_mv |
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/17520/2/000710616.pdf.txt http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/17520/1/000710616.pdf http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/17520/3/000710616.pdf.jpg |
| bitstream.checksum.fl_str_mv |
206c6775a6c934717aa94ad9d6f54ead f7a7bd2ec38e7c9d140a6e260f63721c cbfcf92bbc54a68de0b0981c8a3bfbe3 |
| bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv |
MD5 MD5 MD5 |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| repository.mail.fl_str_mv |
lume@ufrgs.br |
| _version_ |
1864541991075840000 |