Ação e emoção em Aristóteles

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2026
Autor(a) principal: Araujo, Mariano Bay de
Orientador(a): Spinelli, Priscilla Tesch
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/311638
Resumo: Esta tese investiga o papel das emoções nas ações humanas e, em particular, na ação moral correta, a partir da filosofia de Aristóteles. A questão central consiste em determinar qual é o papel das emoções na ação em geral e qual o papel que elas devem desempenhar na ação moralmente virtuosa. Para isso são analisados três eixos principais do corpus aristotélico: as emoções, a virtude moral e o desejo. O exame das emoções é feito a partir das análises presentes no livro II da Retórica, destacando sua relação com prazer e dor, seu aspecto cognitivo e sua conexão com o juízo. Em seguida, é feita uma reconstrução da definição de virtude moral apresentada no livro II da Ética Nicomaqueia, ressaltando sua relação com as emoções. A partir disso é sustentado que a virtude moral é uma disposição relativa às emoções, ainda que posteriormente ela seja caracterizada como uma disposição relativa à escolha racional. Por último, é examinado o desejo em De Anima III, com foco nas relações entre desejo, cognição e ação. Conclui-se que as emoções não determinam diretamente as ações, mas influenciam o desejo ao delimitar um campo de possibilidades práticas. Assim, uma disposição emocional adequada é condição fundamental para a ação correta e para a virtude moral.
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spelling Araujo, Mariano Bay deSpinelli, Priscilla TeschZanuzzi, Inara2026-08-13T08:09:50Z2026http://hdl.handle.net/10183/311638001309321Esta tese investiga o papel das emoções nas ações humanas e, em particular, na ação moral correta, a partir da filosofia de Aristóteles. A questão central consiste em determinar qual é o papel das emoções na ação em geral e qual o papel que elas devem desempenhar na ação moralmente virtuosa. Para isso são analisados três eixos principais do corpus aristotélico: as emoções, a virtude moral e o desejo. O exame das emoções é feito a partir das análises presentes no livro II da Retórica, destacando sua relação com prazer e dor, seu aspecto cognitivo e sua conexão com o juízo. Em seguida, é feita uma reconstrução da definição de virtude moral apresentada no livro II da Ética Nicomaqueia, ressaltando sua relação com as emoções. A partir disso é sustentado que a virtude moral é uma disposição relativa às emoções, ainda que posteriormente ela seja caracterizada como uma disposição relativa à escolha racional. Por último, é examinado o desejo em De Anima III, com foco nas relações entre desejo, cognição e ação. Conclui-se que as emoções não determinam diretamente as ações, mas influenciam o desejo ao delimitar um campo de possibilidades práticas. Assim, uma disposição emocional adequada é condição fundamental para a ação correta e para a virtude moral.This thesis investigates the role of emotions in human action and, in particular, in morally correct action, based on Aristotle’s philosophy. The central question is to determine what role emotions play in action in general and what role they should play in morally virtuous action. To address this issue, the study analyzes three main areas of the Aristotelian corpus: emotions, moral virtue, and desire. The examination of emotions is based on the analyses presented in Book II of the Rhetoric, with emphasis on their relation to pleasure and pain, their cognitive aspect, and their connection to judgment. Next, a reconstruction of the definition of moral virtue presented in Book II of the Nicomachean Ethics is made, highlighting its relation to emotions. On this basis, it is argued that moral virtue is a disposition relative to emotions, even though it is later characterized as a disposition relative to rational choice. Finally, desire is examined in De Anima III, focusing on the relations between desire, cognition, and action. The conclusion is that emotions do not directly determine actions, but influence desire by delimiting a field of practical possibilities. Thus, an appropriate emotional disposition is a fundamental condition for correct action and for moral virtue.application/pdfporAristóteles, 384-322 A.CÉticaEmoçõesVirtude moralAristotleEthicsEmotionsMoral virtueAção e emoção em Aristótelesinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de Filosofia e Ciências HumanasPrograma de Pós-Graduação em FilosofiaPorto Alegre, BR-RS2026doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Lume - Repositório Digital da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001309321.pdf.txt001309321.pdf.txtExtracted Texttext/plain244175http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/311638/2/001309321.pdf.txt3447ee618cd8f641e02d26b029f09e9dMD52ORIGINAL001309321.pdfTexto completoapplication/pdf1140711http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/311638/1/001309321.pdf8b3a2745c55418b415950948a2dd37f3MD5110183/3116382026-08-14 08:07:20.581035oai:www.lume.ufrgs.br:10183/311638Repositório InstitucionalPUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.bropendoar:2026-08-14T11:07:20Lume - Repositório Digital da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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