Os padrões de ampliação espontânea de habitações de interesse social em Porto Alegre, RS, e Região Metropolitana: uma proposta de aplicação da gramática da forma e sintaxe espacial
| Ano de defesa: | 2014 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/108989 |
Resumo: | O déficit habitacional brasileiro continua elevado, apesar do aumento dos investimentos públicos voltados à produção de HIS (Habitação de Interesse Social). A produção habitacional financiada por programas públicos emprega, majoritariamente, a área útil ao redor de 36m². Assim, torna-se inevitável que as HIS, com dimensões mínimas, sofram ampliações (na maioria das vezes espontâneas, efetuadas pelos próprios moradores), nem sempre com orientação profissional. Dificuldades para projetar casas evolutivas, adaptáveis às necessidades de expansão horizontal ou vertical da unidade habitacional, determinam, muitas vezes, alterações substanciais no conforto ambiental e na lógica de circulação e de articulação entre os espaços da habitação original. Metodologias utilizadas para a previsão de transformações morfológicas esbarram na dificuldade de modelar as transformações e transferir a descrição obtida com estes modelos para estratégias projetuais. Entre os modelos de formas construídas, a Sintaxe Espacial vem se mostrando eficaz na análise de hierarquia dos espaços, enquanto a Gramática da Forma documenta, com relativa fidelidade, as características de contiguidades entre espaços no processo de expansão. Com isso, os princípios generativos de uma habitação evolutiva podem ser extraídos das ampliações de HIS. Esses modelos ajudam a descrever a estrutura planar das transformações morfológicas e podem auxiliar na previsão das mudanças provocadas por usuários de HIS no Brasil. O método foi aplicado em casas originalmente de dois dormitórios existentes em conjuntos habitacionais de Porto Alegre e da Região Metropolitana de Porto Alegre (grupo RS). A comparação com projetos de HIS de três autores (grupo unidades-exemplo) testa a hipótese de tendência a semelhanças (apesar das diferenças entre os projetos do grupo unidades-exemplo quanto ao tamanho, à localização e à implantação no terreno) entre as ampliações espontâneas observadas no grupo RS e as propostas adotadas por esses autores. O método utilizado permitiu confirmar a hipótese levantada, indicando que é possível generalizar as soluções apresentadas no grupo unidades-exemplos para outras regiões do País, no momento em que há semelhanças entre os dois grupos considerados. Essa metodologia tem como produto as regras espaciais e medidas de hierarquia dos compartimentos, sem estarem atreladas a uma expressão arquitetônica, que retratam os padrões geométricos e configuracionais das HIS transformadas no grupo RS e contribuem para possibilitar comparações com outros projetos, como os do grupo unidades-exemplo. |
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Metodologias utilizadas para a previsão de transformações morfológicas esbarram na dificuldade de modelar as transformações e transferir a descrição obtida com estes modelos para estratégias projetuais. Entre os modelos de formas construídas, a Sintaxe Espacial vem se mostrando eficaz na análise de hierarquia dos espaços, enquanto a Gramática da Forma documenta, com relativa fidelidade, as características de contiguidades entre espaços no processo de expansão. Com isso, os princípios generativos de uma habitação evolutiva podem ser extraídos das ampliações de HIS. Esses modelos ajudam a descrever a estrutura planar das transformações morfológicas e podem auxiliar na previsão das mudanças provocadas por usuários de HIS no Brasil. O método foi aplicado em casas originalmente de dois dormitórios existentes em conjuntos habitacionais de Porto Alegre e da Região Metropolitana de Porto Alegre (grupo RS). A comparação com projetos de HIS de três autores (grupo unidades-exemplo) testa a hipótese de tendência a semelhanças (apesar das diferenças entre os projetos do grupo unidades-exemplo quanto ao tamanho, à localização e à implantação no terreno) entre as ampliações espontâneas observadas no grupo RS e as propostas adotadas por esses autores. O método utilizado permitiu confirmar a hipótese levantada, indicando que é possível generalizar as soluções apresentadas no grupo unidades-exemplos para outras regiões do País, no momento em que há semelhanças entre os dois grupos considerados. Essa metodologia tem como produto as regras espaciais e medidas de hierarquia dos compartimentos, sem estarem atreladas a uma expressão arquitetônica, que retratam os padrões geométricos e configuracionais das HIS transformadas no grupo RS e contribuem para possibilitar comparações com outros projetos, como os do grupo unidades-exemplo.The Brazilian housing deficit remains high, despite the increase in public investment aimed at production of low-incoming housing. Housing production financed by public programs employs, mainly, the useful area around 36 m². Thus, it becomes inevitable that the low-incoming housing, with minimum dimensions, suffer expansions (most often spontaneous, carried out by the residents), not always with professional guidance. Difficulties to design evolutionary houses, adaptable to the needs of horizontal or vertical expansion of the housing unit, determine, often, substantial changes in the environmental comfort and in the logic of movement and articulation among the spaces of the original housing. Methodologies used for the prediction of morphological transformations based on difficulty of modeling transformations and transfer the description obtained from these models for project strategies. Among the models of forms built, Space Syntax has been showing effective in analysis of hierarchy and permeability of the spaces, while the Grammar of Form documents, with relative fidelity, the characteristics of contiguities among spaces in the expansion process. With that, the generative principles of an evolutionary housing can be extracted from enlargements of low-incoming housing. These templates help to describe the plane structure of morphological transformations and can assist in predicting the changes caused by low-incoming housing users in Brazil. The method was applied in originally two bedroom houses existing in housing estates of Porto Alegre and the Metropolitan Region of Porto Alegre (RS group). The comparison with low-incoming housing projects by three authors (group sample-units) tests the hypothesis of trend to similarities (in spite of the differences among the projects of the group sample-units regarding the size, the location and the deployment on the ground) between the spontaneous enlargements observed in the RS group and the proposals adopted by these authors. The used method was able to confirm the hypothesis, indicating that it is possible to generalize the solutions presented in the group sample-units for other regions of the Country, at the moment when there are similarities between the two groups considered. This methodology has as product the space rules and measures of hierarchy of compartments, without being linked to an architectural expression, which depict configurational and geometric patterns of transformed low-incoming housing in RS group and contribute to enable comparisons with other projects, such as the group sample-units.application/pdfporHabitação popular : Porto Alegre (RS)Habitação popular : Porto Alegre, Região Metropolitana de (RS)Conjuntos habitacionais : DesignConfiguração espacialResidências : ProjetoResidencias : ReformaLow-incoming housingDesign processShape grammarOs padrões de ampliação espontânea de habitações de interesse social em Porto Alegre, RS, e Região Metropolitana: uma proposta de aplicação da gramática da forma e sintaxe espacialinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de ArquiteturaPrograma de Pesquisa e Pós-Graduação em ArquiteturaPorto Alegre, BR-RS2014doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSORIGINAL000947636.pdf000947636.pdfTexto completoapplication/pdf21113481http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/108989/1/000947636.pdfe6943c1d1a49bfea6c875dc0db776fd6MD51TEXT000947636.pdf.txt000947636.pdf.txtExtracted Texttext/plain373141http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/108989/2/000947636.pdf.txt6fb136a9531a6423e0e6ac8adf7e3c02MD52THUMBNAIL000947636.pdf.jpg000947636.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1149http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/108989/3/000947636.pdf.jpg1a30de294e6b411ec54e1518d2da5708MD5310183/1089892018-10-23 08:39:19.746oai:www.lume.ufrgs.br:10183/108989Repositório InstitucionalPUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.bropendoar:2018-10-23T11:39:19Repositório Institucional da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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