Interfaces do trabalho em enfermagem na construção de protocolos assistenciais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Krauzer, Ivete Maroso
Orientador(a): Dall'Agnol, Clarice Maria
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/183688
Resumo: Protocolos assistenciais são tecnologias que fazem parte da organização do trabalho da enfermagem e consistem num importante instrumento de gerenciamento em saúde. Na atualidade, valer-se destas tecnologias é prerrogativa das instituições de saúde que prezam pela excelência dos serviços e buscam garantir a segurança dos profissionais e usuários. Assim, é importante reconhecer que a adoção dos protocolos para o cuidado fornece suporte para organizar e gerenciar o trabalho de enfermagem. A pesquisa, de abordagem qualitativa, foi ancorada no referencial teórico de Paulo Freire e teve como objetivo principal analisar como vem ocorrendo a construção e discussão sobre os protocolos assistenciais em um hospital público de alta complexidade do Sul do Brasil. Os objetivos específicos consistiram em conhecer como ocorre a construção dos protocolos e identificar como a equipe de enfermagem se apropria dos mesmos e os implementa no contexto de trabalho. O estudo foi homologado no Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, CAEE 50337315.6.0000.5347. A coleta de informações transcorreu em cinco encontros de grupos focais, entre janeiro a maio de 2016, com enfermeiras, técnicas de enfermagem e membros da Comissão de Educação Permanente do hospital, totalizando 16 participantes. As informações, submetidas à análise temática, resultaram em três categorias: os protocolos em meio à complexidade do contexto organizacional, os protocolos em meio à organização do trabalho em enfermagem e a Educação Permanente como estratégia para a construção dos protocolos. Nos debates, houve destaque a percalços que derivam da organização do trabalho, tais como: dificuldade de acolhimento dos novos profissionais, falta de tempo dos enfermeiros para cuidar e gerenciar, instrumentos de avaliação considerados frágeis, carência de pessoal nas unidades assistenciais, dimensionamento inadequado, elevado turnover entre os recém-contratados e déficits na formação de técnicos e enfermeiros. Além das questões técnicas, a formação dos profissionais foi realçada nas discussões com vistas ao desenvolvimento da consciência crítica dos sujeitos sobre o seu próprio ambiente de trabalho, os quais promovem o movimento de ação-reflexão-ação. O preparo profissional pressupõe a necessidade de refletir e avaliar o próprio ato assistencial para promover a autonomia dos profissionais, repercutindo na qualidade da assistência ofertada. Corrobora-se a tese de que a equipe de enfermagem se apropria da construção de protocolos, com pertinência, quando problematiza os atos assistenciais por meio do diálogo crítico-reflexivo, reconhecendo as contradições presentes no contexto do trabalho hospitalar. A organização da práxis surgiu como uma possibilidade de explicitar o modo de operar dos profissionais que lidam com os protocolos. Considera-se que os resultados desta pesquisa são uma importante fonte de reflexão para os profissionais de enfermagem, de saúde e gestores, bem como a utilização de tecnologias que permitam a autonomia profissional e a legitimidade das ações.
id UFRGS-2_d223ea71dbe7e858d1db2a0245e51685
oai_identifier_str oai:www.lume.ufrgs.br:10183/183688
network_acronym_str UFRGS-2
network_name_str Repositório Institucional da UFRGS
repository_id_str
spelling Krauzer, Ivete MarosoDall'Agnol, Clarice Maria2018-10-20T03:15:11Z2017http://hdl.handle.net/10183/183688001022643Protocolos assistenciais são tecnologias que fazem parte da organização do trabalho da enfermagem e consistem num importante instrumento de gerenciamento em saúde. Na atualidade, valer-se destas tecnologias é prerrogativa das instituições de saúde que prezam pela excelência dos serviços e buscam garantir a segurança dos profissionais e usuários. Assim, é importante reconhecer que a adoção dos protocolos para o cuidado fornece suporte para organizar e gerenciar o trabalho de enfermagem. A pesquisa, de abordagem qualitativa, foi ancorada no referencial teórico de Paulo Freire e teve como objetivo principal analisar como vem ocorrendo a construção e discussão sobre os protocolos assistenciais em um hospital público de alta complexidade do Sul do Brasil. Os objetivos específicos consistiram em conhecer como ocorre a construção dos protocolos e identificar como a equipe de enfermagem se apropria dos mesmos e os implementa no contexto de trabalho. O estudo foi homologado no Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, CAEE 50337315.6.0000.5347. A coleta de informações transcorreu em cinco encontros de grupos focais, entre janeiro a maio de 2016, com enfermeiras, técnicas de enfermagem e membros da Comissão de Educação Permanente do hospital, totalizando 16 participantes. As informações, submetidas à análise temática, resultaram em três categorias: os protocolos em meio à complexidade do contexto organizacional, os protocolos em meio à organização do trabalho em enfermagem e a Educação Permanente como estratégia para a construção dos protocolos. Nos debates, houve destaque a percalços que derivam da organização do trabalho, tais como: dificuldade de acolhimento dos novos profissionais, falta de tempo dos enfermeiros para cuidar e gerenciar, instrumentos de avaliação considerados frágeis, carência de pessoal nas unidades assistenciais, dimensionamento inadequado, elevado turnover entre os recém-contratados e déficits na formação de técnicos e enfermeiros. Além das questões técnicas, a formação dos profissionais foi realçada nas discussões com vistas ao desenvolvimento da consciência crítica dos sujeitos sobre o seu próprio ambiente de trabalho, os quais promovem o movimento de ação-reflexão-ação. O preparo profissional pressupõe a necessidade de refletir e avaliar o próprio ato assistencial para promover a autonomia dos profissionais, repercutindo na qualidade da assistência ofertada. Corrobora-se a tese de que a equipe de enfermagem se apropria da construção de protocolos, com pertinência, quando problematiza os atos assistenciais por meio do diálogo crítico-reflexivo, reconhecendo as contradições presentes no contexto do trabalho hospitalar. A organização da práxis surgiu como uma possibilidade de explicitar o modo de operar dos profissionais que lidam com os protocolos. Considera-se que os resultados desta pesquisa são uma importante fonte de reflexão para os profissionais de enfermagem, de saúde e gestores, bem como a utilização de tecnologias que permitam a autonomia profissional e a legitimidade das ações.application/pdfporEducação em enfermagemProtocolos : EnfermagemGestão em saúdePesquisa em enfermagemInterfaces do trabalho em enfermagem na construção de protocolos assistenciaisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulEscola de EnfermagemPrograma de Pós-Graduação em EnfermagemPorto Alegre, BR-RS2017doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSORIGINAL001022643.pdfTexto completoapplication/pdf2270754http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/183688/1/001022643.pdf340f1260336228a216d50b8085205df7MD51TEXT001022643.pdf.txt001022643.pdf.txtExtracted Texttext/plain189021http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/183688/2/001022643.pdf.txt08a5b3d7c956acce826c1a6346f2eb42MD52THUMBNAIL001022643.pdf.jpg001022643.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg981http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/183688/3/001022643.pdf.jpgb8ab262859a3383cd81e7bb53d88c0afMD5310183/1836882018-10-22 07:19:48.902oai:www.lume.ufrgs.br:10183/183688Repositório InstitucionalPUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.bropendoar:2018-10-22T10:19:48Repositório Institucional da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Interfaces do trabalho em enfermagem na construção de protocolos assistenciais
title Interfaces do trabalho em enfermagem na construção de protocolos assistenciais
spellingShingle Interfaces do trabalho em enfermagem na construção de protocolos assistenciais
Krauzer, Ivete Maroso
Educação em enfermagem
Protocolos : Enfermagem
Gestão em saúde
Pesquisa em enfermagem
title_short Interfaces do trabalho em enfermagem na construção de protocolos assistenciais
title_full Interfaces do trabalho em enfermagem na construção de protocolos assistenciais
title_fullStr Interfaces do trabalho em enfermagem na construção de protocolos assistenciais
title_full_unstemmed Interfaces do trabalho em enfermagem na construção de protocolos assistenciais
title_sort Interfaces do trabalho em enfermagem na construção de protocolos assistenciais
author Krauzer, Ivete Maroso
author_facet Krauzer, Ivete Maroso
author_role author
dc.contributor.author.fl_str_mv Krauzer, Ivete Maroso
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Dall'Agnol, Clarice Maria
contributor_str_mv Dall'Agnol, Clarice Maria
dc.subject.por.fl_str_mv Educação em enfermagem
Protocolos : Enfermagem
Gestão em saúde
Pesquisa em enfermagem
topic Educação em enfermagem
Protocolos : Enfermagem
Gestão em saúde
Pesquisa em enfermagem
description Protocolos assistenciais são tecnologias que fazem parte da organização do trabalho da enfermagem e consistem num importante instrumento de gerenciamento em saúde. Na atualidade, valer-se destas tecnologias é prerrogativa das instituições de saúde que prezam pela excelência dos serviços e buscam garantir a segurança dos profissionais e usuários. Assim, é importante reconhecer que a adoção dos protocolos para o cuidado fornece suporte para organizar e gerenciar o trabalho de enfermagem. A pesquisa, de abordagem qualitativa, foi ancorada no referencial teórico de Paulo Freire e teve como objetivo principal analisar como vem ocorrendo a construção e discussão sobre os protocolos assistenciais em um hospital público de alta complexidade do Sul do Brasil. Os objetivos específicos consistiram em conhecer como ocorre a construção dos protocolos e identificar como a equipe de enfermagem se apropria dos mesmos e os implementa no contexto de trabalho. O estudo foi homologado no Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, CAEE 50337315.6.0000.5347. A coleta de informações transcorreu em cinco encontros de grupos focais, entre janeiro a maio de 2016, com enfermeiras, técnicas de enfermagem e membros da Comissão de Educação Permanente do hospital, totalizando 16 participantes. As informações, submetidas à análise temática, resultaram em três categorias: os protocolos em meio à complexidade do contexto organizacional, os protocolos em meio à organização do trabalho em enfermagem e a Educação Permanente como estratégia para a construção dos protocolos. Nos debates, houve destaque a percalços que derivam da organização do trabalho, tais como: dificuldade de acolhimento dos novos profissionais, falta de tempo dos enfermeiros para cuidar e gerenciar, instrumentos de avaliação considerados frágeis, carência de pessoal nas unidades assistenciais, dimensionamento inadequado, elevado turnover entre os recém-contratados e déficits na formação de técnicos e enfermeiros. Além das questões técnicas, a formação dos profissionais foi realçada nas discussões com vistas ao desenvolvimento da consciência crítica dos sujeitos sobre o seu próprio ambiente de trabalho, os quais promovem o movimento de ação-reflexão-ação. O preparo profissional pressupõe a necessidade de refletir e avaliar o próprio ato assistencial para promover a autonomia dos profissionais, repercutindo na qualidade da assistência ofertada. Corrobora-se a tese de que a equipe de enfermagem se apropria da construção de protocolos, com pertinência, quando problematiza os atos assistenciais por meio do diálogo crítico-reflexivo, reconhecendo as contradições presentes no contexto do trabalho hospitalar. A organização da práxis surgiu como uma possibilidade de explicitar o modo de operar dos profissionais que lidam com os protocolos. Considera-se que os resultados desta pesquisa são uma importante fonte de reflexão para os profissionais de enfermagem, de saúde e gestores, bem como a utilização de tecnologias que permitam a autonomia profissional e a legitimidade das ações.
publishDate 2017
dc.date.issued.fl_str_mv 2017
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2018-10-20T03:15:11Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://hdl.handle.net/10183/183688
dc.identifier.nrb.pt_BR.fl_str_mv 001022643
url http://hdl.handle.net/10183/183688
identifier_str_mv 001022643
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFRGS
instname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
instacron:UFRGS
instname_str Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
instacron_str UFRGS
institution UFRGS
reponame_str Repositório Institucional da UFRGS
collection Repositório Institucional da UFRGS
bitstream.url.fl_str_mv http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/183688/1/001022643.pdf
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/183688/2/001022643.pdf.txt
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/183688/3/001022643.pdf.jpg
bitstream.checksum.fl_str_mv 340f1260336228a216d50b8085205df7
08a5b3d7c956acce826c1a6346f2eb42
b8ab262859a3383cd81e7bb53d88c0af
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
repository.mail.fl_str_mv lume@ufrgs.br
_version_ 1866292752752312320