Dor e consumo de analgésico após o tratamento periodontal cirúrgico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Piardi, Carla Cioato
Orientador(a): Weidlich, Patrícia
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Dor
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/218287
Resumo: Introdução: A presente dissertação foi desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Odontologia da UFRGS e teve por objetivo estudar o manejo de dor pós-operatória em Periodontia. Esta dissertação está composta 3 partes: antecedentes e justificativa, artigo científico e considerações finais. A primeira parte traz a revisão da literatura a respeito do tema e justifica o objeto de estudo desta dissertação. O artigo científico refere-se ao estudo da eficácia analgésica de dois esquemas de prescrição para o pós-operatório de cirurgias periodontais, além de avaliar segurança e a eventual associação entre padrões de dor e resposta analgésica com níveis de ansiedade. Considerando que uma variedade de prescrições tem sido feita para controle da dor pós-operatória de cirurgia periodontal, e que a necessidade de uso de medicamento para analgesia é variável, o objetivo do estudo foi avaliar avaliar a eficácia clínica de dois esquemas analgésicos com paracetamol, comparando sua prescrição em horários fixos (HF) versus sua prescrição por demanda, ou seja, "conforme necessário" (PRN). Por fim, a dissertação apresenta a seção de considereações finais. Materiais e métodos: Um ensaio clínico randomizado controlado pelo uso de medicação em esquema de demanda foi realizado com 68 participantes submetidos à cirurgias periodontais com retalho total. Os instrumentos de avaliação utilizados foram: questionário sócio-demográfico, Escala Análogica Visual (VAS), Inventário de Ansiedade Traço-Estado de Spielberger (IDATE) e Escala de Ansiedade Odontológica de Corah (CDAS). Presença e intensidade de dor foram avaliados em 2, 6, 12, 24 e 48 horas de pós-operatório. O grupo de prescrição fixa (n = 34) recebeu 500 mg de paracetamol, a cada 4 horas, por 2 dias. O grupo de prescrição por demanda (n = 34) fez uso do medicamento "se necessário", seguindo um intervalo mínimo de 4 horas entre as doses. Ambos os grupos receberam ibuprofeno (600mg) como medicação de resgate, com recomendação de intervalo mínimo de 6 horas para uso. Resultados: As medianas de escores de dor e as intensidades de dor não apresentaram diferença significativa entre os grupos de prescição fixa e em demanda. Quando a dor foi 4 categorizada em leve e moderada a intensa, também não houve diferença signidicativa entre os grupos de prescrição fixa e em demanda. Análise "por protocolo" mostrou que o consumo de paracetamol, em 48 horas, foi estatisticamente maior no grupo com horário fixo (6.000 ± 0,0 mg versus 2.272 ± 1.881,8 mg, P = <0,001), enquanto o consumo de medicamento de resgate foi maior no grupo com esquema de demanda (354,5 ± 861,7 mg versus 30 ± 134,1 mg, P = 0,002). Conclusões: Concluiu-se, com este estudo, que ambos os regimes são efetivos no controle da dor pós-operatória de cirurgia periodontal. No entanto, o grupo com esquema de demanda precisou de mais medicamento de resgate ao longo do período de 48 horas. Ainda, seguir critérios racionais para prescrição de medicamentos é fundamental para evitar que pacientes sejam submetidos à riscos de eventos adversos sem necessidade.
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