Morfina e tramadol na proliferação, apoptose e metástase pulmonar de células tumorais de melanoma in vitro e in vivo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Sancho, Thamires Barreto
Orientador(a): Medeiros, Aldo da Cunha
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/63237
Resumo: Morfina e tramadol são agentes analgésicos comumente empregados no tratamento da dor do câncer. A morfina, dependendo de fatores, pode inibir ou estimular o crescimento de células de melanoma, mas não há dados sobre o tramadol. Portanto, o objetivo do presente estudo foi comparar os efeitos da morfina e tramadol em células de melanoma in vitro e in vivo. Células de melanoma B16F10 foram expostas a diferentes concentrações de morfina e tramadol (0.10; 0.50; 1.00; 2.00; 5.00; 10.00 μM) por um período de 24 h. A citotoxicidade, viabilidade e morte celular foram avaliadas pelo ensaio de MTT e Live/Dead, os eventos relacionados ao potencial proliferativo pelo ensaio de formação de colônias. Adicionalmente, camundongos C57Bl/6 foram inoculados com células B16F10 na veia da cauda. Após inoculação, os animais foram distribuídos em grupos de 6 animais cada. O grupo morfina (GMOR) recebeu morfina na dose de 10 mg/kg, o grupo tramadol (GT) recebeu tramadol na dose de 50 mg/kg e o grupo controle (GC) recebeu 0,1 mL de solução salina. 21 dias após inoculação, foi realizada a quantificação de metástase. Ambos os fármacos, de forma dose dependente, foram citotóxicos para células de melanoma B16F10, chegando ao máximo do efeito (80%) com 5.00 μM. Todavia, nessa concentração, a morfina (49%) induziu mais apoptose nas células do que o tramadol (37%). No teste clonogênico o tramadol (0.50 μM) inibiu em 80% o número de colônias formadas, já a morfina (0.50 μM) inibiu em 100% a formação de colônias. Quando administrados em dose clínicas, tanto morfina como tramadol, diminuíram significativamente (p<0.05) a formação de metástase nos camundongos. Porém, a morfina apresentou maior redução na tumorigenicidade pulmonar em relação ao tramadol (p<0.05). A associação do tramadol em dose clínica (2.00 μM) com a cisplatina 0.0312 μM potencializou a inibição da proliferação celular em comparação a cisplatina isolada (p<0.05). Em resumo, os experimentos in vivo indicaram que ambos os medicamentos induziram uma redução significativa no tamanho do tumor, bem como no número de metástases. No entanto, a morfina foi mais eficaz do que o tramadol. Mais pesquisas são necessárias para avaliar os efeitos antitumorais de doses clínicas de morfina e para explorar o potencial do tramadol como um substituto à morfina no tratamento antitumoral e no controle da dor de pacientes com melanoma.
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Tese (Doutorado em Ciências da Saúde) - Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2025.https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/6323723001011031P8Morfina e tramadol são agentes analgésicos comumente empregados no tratamento da dor do câncer. A morfina, dependendo de fatores, pode inibir ou estimular o crescimento de células de melanoma, mas não há dados sobre o tramadol. Portanto, o objetivo do presente estudo foi comparar os efeitos da morfina e tramadol em células de melanoma in vitro e in vivo. Células de melanoma B16F10 foram expostas a diferentes concentrações de morfina e tramadol (0.10; 0.50; 1.00; 2.00; 5.00; 10.00 μM) por um período de 24 h. A citotoxicidade, viabilidade e morte celular foram avaliadas pelo ensaio de MTT e Live/Dead, os eventos relacionados ao potencial proliferativo pelo ensaio de formação de colônias. Adicionalmente, camundongos C57Bl/6 foram inoculados com células B16F10 na veia da cauda. Após inoculação, os animais foram distribuídos em grupos de 6 animais cada. O grupo morfina (GMOR) recebeu morfina na dose de 10 mg/kg, o grupo tramadol (GT) recebeu tramadol na dose de 50 mg/kg e o grupo controle (GC) recebeu 0,1 mL de solução salina. 21 dias após inoculação, foi realizada a quantificação de metástase. Ambos os fármacos, de forma dose dependente, foram citotóxicos para células de melanoma B16F10, chegando ao máximo do efeito (80%) com 5.00 μM. Todavia, nessa concentração, a morfina (49%) induziu mais apoptose nas células do que o tramadol (37%). No teste clonogênico o tramadol (0.50 μM) inibiu em 80% o número de colônias formadas, já a morfina (0.50 μM) inibiu em 100% a formação de colônias. Quando administrados em dose clínicas, tanto morfina como tramadol, diminuíram significativamente (p<0.05) a formação de metástase nos camundongos. Porém, a morfina apresentou maior redução na tumorigenicidade pulmonar em relação ao tramadol (p<0.05). A associação do tramadol em dose clínica (2.00 μM) com a cisplatina 0.0312 μM potencializou a inibição da proliferação celular em comparação a cisplatina isolada (p<0.05). Em resumo, os experimentos in vivo indicaram que ambos os medicamentos induziram uma redução significativa no tamanho do tumor, bem como no número de metástases. No entanto, a morfina foi mais eficaz do que o tramadol. Mais pesquisas são necessárias para avaliar os efeitos antitumorais de doses clínicas de morfina e para explorar o potencial do tramadol como um substituto à morfina no tratamento antitumoral e no controle da dor de pacientes com melanoma.Morphine and tramadol are analgesic agents commonly employed in the management of cancer pain. Morphine, depending on factors, can inhibit or stimulate the growth of melanoma cells, but there is any data on tramadol. Therefore, the aim of the present study was to compare the effects of morphine and tramadol on melanoma cells in vitro and in vivo. B16F10 melanoma cells were exposed to different concentrations of morphine and tramadol (0.10, 0.50, 1.00, 2.00, 5.00; 10.00 μM) for 24 h. Cytotoxicity, viability, and cell death were evaluated using the MTT assay and Live/Dead. Events related to proliferative potential were evaluated using a colony formation assay. Additionally, C57Bl/6 mice were inoculated with B16F10 cells in the tail vein. After inoculation, the animals were distributed into groups of 6 animals each. The morphine group (GMOR) received morphine at a dose of 10 mg/kg, the tramadol group (GT) received tramadol at a dose of 50 mg/kg, and the control group (GC) received 0.1 mL of saline solution. Metastasis quantification was performed 21 days after inoculation. Both drugs, in a dose-dependent manner, were cytotoxic to B16F10 melanoma cells, reaching a maximum effect (80%) at 5.0 μM. However, at this concentration, morphine (49%) induced more apoptosis in cells than tramadol (37%). In the clonogenic test, tramadol (0.5 μM) inhibited the number of colonies formed by 80%, while morphine (0.5 μM) inhibited the formation of colonies by 100%. When administered at clinical doses, both morphine and tramadol significantly (p<0.05) decreased the formation of metastases in mice. However, morphine showed a greater reduction in lung tumorigenicity compared to tramadol (p<0.05). The association of tramadol at a clinical dose (2.00 μM) with cisplatin 0.0312 μM potentiated the inhibition of cell proliferation compared to cisplatin alone (p<0.05). In summary, the data from in vivo experiments indicated that both drugs induced a significant reduction in tumor size, as well as in the number of metastases. However, morphine was more effective than tramadol. Further research is needed to evaluate the antitumor effects of clinical doses of morphine and to explore the potential of tramadol as a substitute for morphine in the antitumor treatment and pain management of melanoma patients.Universidade Federal do Rio Grande do NortePROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDEUFRNBrasilCNPQ::CIENCIAS DA SAUDEOpioidesMelanomaCâncerMorfinaTramadolMorfina e tramadol na proliferação, apoptose e metástase pulmonar de células tumorais de melanoma in vitro e in vivoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFRNinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)instacron:UFRNORIGINALMorfinatramadolproliferacao_Sancho_2025.pdfapplication/pdf7888813https://repositorio.ufrn.br/bitstreams/8786dda4-337a-44fc-a486-45f5d2e72595/downloadd9e660f1b903691162f35a7bbafbcb91MD51trueAnonymousREAD123456789/632372026-08-26T14:15:44.499884Zopen.accessoai:repositorio.ufrn.br:123456789/63237https://repositorio.ufrn.brRepositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.ufrn.br/oai/repositorio@bczm.ufrn.bropendoar:2026-08-26T14:15:44Repositório Institucional da UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)false
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