Lipodistrofia congênita generalizada como modelo de estudo de metabolismo, resistência insulínica, densidade óssea e expressão gênica global
| Ano de defesa: | 2016 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Brasil
UFRN PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22508 |
Resumo: | A Lipodistrofia Congênita Generalizada (LCG) é uma doença autossômica recessiva rara, caracterizada por dificuldade em estocar gordura corporal, evoluindo com depósito ectópico. Existem 4 tipos descritos e, no Rio Grande do Norte, Brasil, foram identificados casos dos Tipos 1 e 2. As vias de osteogênese e de adipogênese têm uma célula primordial comum, e o déficit de uma destas vias pode priorizar a outra via. Objetivamos avaliar alterações ósteo-metabólicas de pacientes com LCG, caracterizando densidade mineral óssea (DMO) e escore de osso trabecular (TBS), além de realizar estudos de expressão gênica global utilizando RNA de células de sangue periférico, visando identificar vias gênicas relacionadas com as complicações clinicas dessas mutações. Foram estudados 44 pacientes com LCG (21,3±13,7 anos; 27 do sexo feminino (61,4%); 30 diabéticos (68,2%); gordura corporal total 5,3±0,7%). Nos pacientes com densitometria disponível (n=21), as médias de Z-Score da DMO foram positivas em todos os sítios estudados, com exceção do rádio 33% (-0.5DP Z-Score). Doze pacientes (12/21, 57,1%) tinham ZScore superior a + 2.5SD em pelo menos um local, não havendo diferença entre homens e mulheres. Pacientes Tipo 1 tinham valores menores de ZScore que Tipo 2. Insulinemia correlacionou positivamente com DMO em todos os locais, exceto no rádio 33%. Esclerostina sérica foi maior que o limite superior da normalidade em 90,9% dos pacientes (média 44,7±13,4 pmol/L). A média do TBS foi 1,402 ± 0,106 e ele correlacionou positivamente com esclerostina (r = 0,620, p = 0,04). Análise de expressão gênica global mostrou que pacientes do Tipo 1 e Tipo 2 apresentam expressões gênicas distintas que justificam algumas das complicações clínicas observadas na LCG. De forma surpreendente, as pessoas heterozigotas também apresentam alterações gênicas, incluindo aumento da expressão de vias da resposta inflamatória. Em conclusão, mais de metade dos nossos pacientes com LCG têm DMO Z-Scores superior a + 2.5SD em pelo menos um local, e este aumento é mais pronunciado nos locais de osso trabecular e nos pacientes Tipo 2. Valores de esclerostina são elevados, mas, apesar disso, a microarquitetura óssea estimada pelo TBS é boa. Pessoas heterozigotas apresentam “status gênico” inflamatório. |
| id |
UFRN_73c74fc8fb83541a2e8518b8007b2bcd |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:repositorio.ufrn.br:123456789/22508 |
| network_acronym_str |
UFRN |
| network_name_str |
Repositório Institucional da UFRN |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Lipodistrofia congênita generalizada como modelo de estudo de metabolismo, resistência insulínica, densidade óssea e expressão gênica globalLipodistrofiaBerardinelli-SeipDiabetesOssoCNPQ::CIENCIAS DA SAUDEA Lipodistrofia Congênita Generalizada (LCG) é uma doença autossômica recessiva rara, caracterizada por dificuldade em estocar gordura corporal, evoluindo com depósito ectópico. Existem 4 tipos descritos e, no Rio Grande do Norte, Brasil, foram identificados casos dos Tipos 1 e 2. As vias de osteogênese e de adipogênese têm uma célula primordial comum, e o déficit de uma destas vias pode priorizar a outra via. Objetivamos avaliar alterações ósteo-metabólicas de pacientes com LCG, caracterizando densidade mineral óssea (DMO) e escore de osso trabecular (TBS), além de realizar estudos de expressão gênica global utilizando RNA de células de sangue periférico, visando identificar vias gênicas relacionadas com as complicações clinicas dessas mutações. Foram estudados 44 pacientes com LCG (21,3±13,7 anos; 27 do sexo feminino (61,4%); 30 diabéticos (68,2%); gordura corporal total 5,3±0,7%). Nos pacientes com densitometria disponível (n=21), as médias de Z-Score da DMO foram positivas em todos os sítios estudados, com exceção do rádio 33% (-0.5DP Z-Score). Doze pacientes (12/21, 57,1%) tinham ZScore superior a + 2.5SD em pelo menos um local, não havendo diferença entre homens e mulheres. Pacientes Tipo 1 tinham valores menores de ZScore que Tipo 2. Insulinemia correlacionou positivamente com DMO em todos os locais, exceto no rádio 33%. Esclerostina sérica foi maior que o limite superior da normalidade em 90,9% dos pacientes (média 44,7±13,4 pmol/L). A média do TBS foi 1,402 ± 0,106 e ele correlacionou positivamente com esclerostina (r = 0,620, p = 0,04). Análise de expressão gênica global mostrou que pacientes do Tipo 1 e Tipo 2 apresentam expressões gênicas distintas que justificam algumas das complicações clínicas observadas na LCG. De forma surpreendente, as pessoas heterozigotas também apresentam alterações gênicas, incluindo aumento da expressão de vias da resposta inflamatória. Em conclusão, mais de metade dos nossos pacientes com LCG têm DMO Z-Scores superior a + 2.5SD em pelo menos um local, e este aumento é mais pronunciado nos locais de osso trabecular e nos pacientes Tipo 2. Valores de esclerostina são elevados, mas, apesar disso, a microarquitetura óssea estimada pelo TBS é boa. Pessoas heterozigotas apresentam “status gênico” inflamatório.BrasilUFRNPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDEhttp://lattes.cnpq.br/6456654111946909http://lattes.cnpq.br/7120263570947836Rezende, Adriana Augusto dehttp://lattes.cnpq.br/4245215108740331Leite, Edda Lisboahttp://lattes.cnpq.br/7712988818433906Farias, Francisco Alfredo Bandeira ehttp://lattes.cnpq.br/7614366648245132Donelson, John EduardLima, Josivan Gomes de2017-03-28T23:14:07Z2017-03-28T23:14:07Z2016-10-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfLIMA, Josivan Gomes de. Lipodistrofia congênita generalizada como modelo de estudo de metabolismo, resistência insulínica, densidade óssea e expressão gênica global. 2016. 98f. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde) - Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016.https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22508porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFRNinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)instacron:UFRN2019-05-26T05:40:43Zoai:repositorio.ufrn.br:123456789/22508Repositório InstitucionalPUBhttp://repositorio.ufrn.br/oai/repositorio@bczm.ufrn.bropendoar:2019-05-26T05:40:43Repositório Institucional da UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Lipodistrofia congênita generalizada como modelo de estudo de metabolismo, resistência insulínica, densidade óssea e expressão gênica global |
| title |
Lipodistrofia congênita generalizada como modelo de estudo de metabolismo, resistência insulínica, densidade óssea e expressão gênica global |
| spellingShingle |
Lipodistrofia congênita generalizada como modelo de estudo de metabolismo, resistência insulínica, densidade óssea e expressão gênica global Lima, Josivan Gomes de Lipodistrofia Berardinelli-Seip Diabetes Osso CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE |
| title_short |
Lipodistrofia congênita generalizada como modelo de estudo de metabolismo, resistência insulínica, densidade óssea e expressão gênica global |
| title_full |
Lipodistrofia congênita generalizada como modelo de estudo de metabolismo, resistência insulínica, densidade óssea e expressão gênica global |
| title_fullStr |
Lipodistrofia congênita generalizada como modelo de estudo de metabolismo, resistência insulínica, densidade óssea e expressão gênica global |
| title_full_unstemmed |
Lipodistrofia congênita generalizada como modelo de estudo de metabolismo, resistência insulínica, densidade óssea e expressão gênica global |
| title_sort |
Lipodistrofia congênita generalizada como modelo de estudo de metabolismo, resistência insulínica, densidade óssea e expressão gênica global |
| author |
Lima, Josivan Gomes de |
| author_facet |
Lima, Josivan Gomes de |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
http://lattes.cnpq.br/6456654111946909 http://lattes.cnpq.br/7120263570947836 Rezende, Adriana Augusto de http://lattes.cnpq.br/4245215108740331 Leite, Edda Lisboa http://lattes.cnpq.br/7712988818433906 Farias, Francisco Alfredo Bandeira e http://lattes.cnpq.br/7614366648245132 Donelson, John Eduard |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Lima, Josivan Gomes de |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Lipodistrofia Berardinelli-Seip Diabetes Osso CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE |
| topic |
Lipodistrofia Berardinelli-Seip Diabetes Osso CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE |
| description |
A Lipodistrofia Congênita Generalizada (LCG) é uma doença autossômica recessiva rara, caracterizada por dificuldade em estocar gordura corporal, evoluindo com depósito ectópico. Existem 4 tipos descritos e, no Rio Grande do Norte, Brasil, foram identificados casos dos Tipos 1 e 2. As vias de osteogênese e de adipogênese têm uma célula primordial comum, e o déficit de uma destas vias pode priorizar a outra via. Objetivamos avaliar alterações ósteo-metabólicas de pacientes com LCG, caracterizando densidade mineral óssea (DMO) e escore de osso trabecular (TBS), além de realizar estudos de expressão gênica global utilizando RNA de células de sangue periférico, visando identificar vias gênicas relacionadas com as complicações clinicas dessas mutações. Foram estudados 44 pacientes com LCG (21,3±13,7 anos; 27 do sexo feminino (61,4%); 30 diabéticos (68,2%); gordura corporal total 5,3±0,7%). Nos pacientes com densitometria disponível (n=21), as médias de Z-Score da DMO foram positivas em todos os sítios estudados, com exceção do rádio 33% (-0.5DP Z-Score). Doze pacientes (12/21, 57,1%) tinham ZScore superior a + 2.5SD em pelo menos um local, não havendo diferença entre homens e mulheres. Pacientes Tipo 1 tinham valores menores de ZScore que Tipo 2. Insulinemia correlacionou positivamente com DMO em todos os locais, exceto no rádio 33%. Esclerostina sérica foi maior que o limite superior da normalidade em 90,9% dos pacientes (média 44,7±13,4 pmol/L). A média do TBS foi 1,402 ± 0,106 e ele correlacionou positivamente com esclerostina (r = 0,620, p = 0,04). Análise de expressão gênica global mostrou que pacientes do Tipo 1 e Tipo 2 apresentam expressões gênicas distintas que justificam algumas das complicações clínicas observadas na LCG. De forma surpreendente, as pessoas heterozigotas também apresentam alterações gênicas, incluindo aumento da expressão de vias da resposta inflamatória. Em conclusão, mais de metade dos nossos pacientes com LCG têm DMO Z-Scores superior a + 2.5SD em pelo menos um local, e este aumento é mais pronunciado nos locais de osso trabecular e nos pacientes Tipo 2. Valores de esclerostina são elevados, mas, apesar disso, a microarquitetura óssea estimada pelo TBS é boa. Pessoas heterozigotas apresentam “status gênico” inflamatório. |
| publishDate |
2016 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2016-10-24 2017-03-28T23:14:07Z 2017-03-28T23:14:07Z |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/doctoralThesis |
| format |
doctoralThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
LIMA, Josivan Gomes de. Lipodistrofia congênita generalizada como modelo de estudo de metabolismo, resistência insulínica, densidade óssea e expressão gênica global. 2016. 98f. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde) - Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016. https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22508 |
| identifier_str_mv |
LIMA, Josivan Gomes de. Lipodistrofia congênita generalizada como modelo de estudo de metabolismo, resistência insulínica, densidade óssea e expressão gênica global. 2016. 98f. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde) - Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2016. |
| url |
https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22508 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/openAccess |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
application/pdf |
| dc.publisher.none.fl_str_mv |
Brasil UFRN PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE |
| publisher.none.fl_str_mv |
Brasil UFRN PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional da UFRN instname:Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) instacron:UFRN |
| instname_str |
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) |
| instacron_str |
UFRN |
| institution |
UFRN |
| reponame_str |
Repositório Institucional da UFRN |
| collection |
Repositório Institucional da UFRN |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional da UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) |
| repository.mail.fl_str_mv |
repositorio@bczm.ufrn.br |
| _version_ |
1855758829960036352 |