Revisitando o teste de Turing: análises e consequências

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Gomes, Victor Pereira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Brasil
UFRN
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/57607
Resumo: O Teste de Turing, apresentado por Alan Turing como “o jogo da imitação” em seu artigo Computing Machinery and Intelligence (1950), trouxe à baila a discussão acerca da (im)possibilidade de máquinas digitais pensantes e inteligentes existirem. Após sua publicação, o Teste de Turing tem sido alvo de inúmeras críticas e objeções. Uma das objeções mais relevantes direcionadas ao referido teste é o Argumento do Quarto Chinês, que foi desenvolvido pelo filósofo Norte-Americano John Searle em seu artigo Minds, Brains, and Programs (1980), com o intuito de refutar o que ele chama de Inteligência Artificial Forte e também o Teste de Turing. O presente texto objetiva revisitar o Teste de Turing, assim como o Argumento do Quarto Chinês, e trazer uma análise acerca do conceito de inteligência no contexto do Teste de Turing, partindo do seguinte questionamento: “Como Turing entende o conceito de inteligência dentro do seu teste? Trata-se de inteligência humana (chamada aqui de inteligência genuína), ou trata-se de algum outro tipo de inteligência (seja qual for esta inteligência)?” Como resultados da pesquisa, argumenta-se que 1) é possível interpretar o Teste de Turing de forma a concluir que ele não foi desenvolvido objetivando avaliar se o computador digital envolvido nele possui inteligência genuína (humana) ou não, mas sim para avaliar se ele pode ser considerado inteligente, no sentido do que é aqui chamado de Turing-inteligência; 2) o Teste de Turing não está necessariamente comprometido com a Inteligência Artificial Forte; 3) o Argumento do Quarto Chinês nem sempre desafia o Teste de Turing; 4) o Teste de Turing é possível, isto é, realizável na prática, contanto que passe por algumas modificações, resultando numa nova versão do teste, aqui denominada de Teste de Turing Ideal; 5) o Chat-GPT é um exemplo de sistema de IA capaz de passar no Teste de Turing Ideal e, consequentemente, de ser classificado como Turing-inteligente. De posse de tais resultados, tem-se, como conclusão da pesquisa e como resposta ao questionamento previamente enunciado, que o TT pode ser interpretado de forma a sustentar a hipótese de que passar em tal teste é condição suficiente não para que um sistema de IA possua inteligência genuína, mas sim um outro tipo de inteligência, a saber, a Turing-inteligência.
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