Obtenção de novas emulsões asfálticas utilizando óleo lubrificante usado ou contaminado (OLUC)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Bezerra, Petrucia Karine Santos de Brito
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Brasil
UFRN
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA QUÍMICA
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/22778
Resumo: Emulsões asfálticas (EAs) são dispersões de Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP) em fase aquosa ou vice-versa, estabilizadas por tensoativos, produzidas em moinhos coloidais. Neste trabalho foram desenvolvidas e caracterizadas emulsões asfálticas convencionais (EACs) e emulsões asfálticas modificadas (EAMs) pela incorporação de óleo lubrificante usado ou contaminado (OLUC). De acordo com a Resolução nº 362/2005 do CONAMA, todo o OLUC deve ser destinado à reciclagem por meio do processo de rerrefino. Porém, alguns fatores ligados à infraestrutura da indústria de rerrefino, como a fiscalização insuficiente, o baixo percentual de coleta (< 40%), o alto custo de logística, frente ao rendimento do processo, que é em torno de 60%, têm inviabilizado o rerrefino no Brasil. Sendo o OLUC quimicamente compatível com o CAP, o principal objetivo deste estudo foi incorpora-lo ao CAP para produzir emulsões asfálticas modificadas estáveis, de menor custo e com possibilidades de aplicação em pavimentos sem danos ao meio ambiente. Planejamentos experimentais foram utilizados como ferramenta para direcionar o estudo e reduzir o número e o tempo das etapas necessárias à obtenção e caracterização das EAs. Inicialmente, realizou-se um estudo preliminar para definir a composição básica e as condições de emulsificação para obtenção EACs. No planejamento fatorial 1 (2³), avaliou-se os fatores temperatura de emulsificação, tempo de processo e quantidade de tensoativo na obtenção de EACs. No planejamento fatorial 2 (2²), verificou-se a influência das quantidades de CAP e tensoativo na obtenção de EACs, fixando as variáveis temperatura (80°C) e tempo de emulsificação (5 min.) já otimizadas no primeiro planejamento. No planejamento fatorial 3 (2n + 2.n + 4; n=2), fixou-se a variável CAP em 60%, determinado no planejamento anterior, e estudou-se as quantidades de OLUC e tensoativo necessárias à obtenção de EAMs com características compatíveis à Norma DNIT 165/2013. Todas as EAs obtidas nos planejamentos foram caracterizadas quanto à viscosidade de Saybolt Furol (50°C), resíduo asfáltico por evaporação e sedimentação. Por fim, um estudo de otimização das EAMs foi realizado na tentativa de enquadrá-las totalmente nas especificações do DNIT, caracterizando-as quanto à viscosidade de Saybolt Furol (50°C), resíduo asfáltico por evaporação, sedimentação, peneiração, penetração e ductilidade. Os resultados de caracterização obtidos e avaliados estatisticamente mostraram que foi possível produzir emulsões asfálticas estáveis e de acordo com a norma técnica específica, operando em temperaturas não muito elevadas (80°C) por um curto período de tempo (5 min.), com baixas quantidades de tensoativo. Concluindo-se que é possível incorporar o OLUC às EAs, obtendo-se EAMs com propriedades compatíveis às exigências do órgão regulamentador, com baixo custo e que podem ser usadas em operações de pavimentação.
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Porém, alguns fatores ligados à infraestrutura da indústria de rerrefino, como a fiscalização insuficiente, o baixo percentual de coleta (< 40%), o alto custo de logística, frente ao rendimento do processo, que é em torno de 60%, têm inviabilizado o rerrefino no Brasil. Sendo o OLUC quimicamente compatível com o CAP, o principal objetivo deste estudo foi incorpora-lo ao CAP para produzir emulsões asfálticas modificadas estáveis, de menor custo e com possibilidades de aplicação em pavimentos sem danos ao meio ambiente. Planejamentos experimentais foram utilizados como ferramenta para direcionar o estudo e reduzir o número e o tempo das etapas necessárias à obtenção e caracterização das EAs. Inicialmente, realizou-se um estudo preliminar para definir a composição básica e as condições de emulsificação para obtenção EACs. No planejamento fatorial 1 (2³), avaliou-se os fatores temperatura de emulsificação, tempo de processo e quantidade de tensoativo na obtenção de EACs. No planejamento fatorial 2 (2²), verificou-se a influência das quantidades de CAP e tensoativo na obtenção de EACs, fixando as variáveis temperatura (80°C) e tempo de emulsificação (5 min.) já otimizadas no primeiro planejamento. No planejamento fatorial 3 (2n + 2.n + 4; n=2), fixou-se a variável CAP em 60%, determinado no planejamento anterior, e estudou-se as quantidades de OLUC e tensoativo necessárias à obtenção de EAMs com características compatíveis à Norma DNIT 165/2013. Todas as EAs obtidas nos planejamentos foram caracterizadas quanto à viscosidade de Saybolt Furol (50°C), resíduo asfáltico por evaporação e sedimentação. Por fim, um estudo de otimização das EAMs foi realizado na tentativa de enquadrá-las totalmente nas especificações do DNIT, caracterizando-as quanto à viscosidade de Saybolt Furol (50°C), resíduo asfáltico por evaporação, sedimentação, peneiração, penetração e ductilidade. Os resultados de caracterização obtidos e avaliados estatisticamente mostraram que foi possível produzir emulsões asfálticas estáveis e de acordo com a norma técnica específica, operando em temperaturas não muito elevadas (80°C) por um curto período de tempo (5 min.), com baixas quantidades de tensoativo. Concluindo-se que é possível incorporar o OLUC às EAs, obtendo-se EAMs com propriedades compatíveis às exigências do órgão regulamentador, com baixo custo e que podem ser usadas em operações de pavimentação.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)Emulsões asfálticas (EAs) são dispersões de Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP) em fase aquosa ou vice-versa, estabilizadas por tensoativos, produzidas em moinhos coloidais. Neste trabalho foram desenvolvidas e caracterizadas emulsões asfálticas convencionais (EACs) e emulsões asfálticas modificadas (EAMs) pela incorporação de óleo lubrificante usado ou contaminado (OLUC). De acordo com a Resolução nº 362/2005 do CONAMA, todo o OLUC deve ser destinado à reciclagem por meio do processo de rerrefino. Porém, alguns fatores ligados à infraestrutura da indústria de rerrefino, como a fiscalização insuficiente, o baixo percentual de coleta (< 40%), o alto custo de logística, frente ao rendimento do processo, que é em torno de 60%, têm inviabilizado o rerrefino no Brasil. Sendo o OLUC quimicamente compatível com o CAP, o principal objetivo deste estudo foi incorpora-lo ao CAP para produzir emulsões asfálticas modificadas estáveis, de menor custo e com possibilidades de aplicação em pavimentos sem danos ao meio ambiente. Planejamentos experimentais foram utilizados como ferramenta para direcionar o estudo e reduzir o número e o tempo das etapas necessárias à obtenção e caracterização das EAs. Inicialmente, realizou-se um estudo preliminar para definir a composição básica e as condições de emulsificação para obtenção EACs. No planejamento fatorial 1 (2³), avaliou-se os fatores temperatura de emulsificação, tempo de processo e quantidade de tensoativo na obtenção de EACs. No planejamento fatorial 2 (2²), verificou-se a influência das quantidades de CAP e tensoativo na obtenção de EACs, fixando as variáveis temperatura (80°C) e tempo de emulsificação (5 min.) já otimizadas no primeiro planejamento. No planejamento fatorial 3 (2n + 2.n + 4; n=2), fixou-se a variável CAP em 60%, determinado no planejamento anterior, e estudou-se as quantidades de OLUC e tensoativo necessárias à obtenção de EAMs com características compatíveis à Norma DNIT 165/2013. Todas as EAs obtidas nos planejamentos foram caracterizadas quanto à viscosidade de Saybolt Furol (50°C), resíduo asfáltico por evaporação e sedimentação. Por fim, um estudo de otimização das EAMs foi realizado na tentativa de enquadrá-las totalmente nas especificações do DNIT, caracterizando-as quanto à viscosidade de Saybolt Furol (50°C), resíduo asfáltico por evaporação, sedimentação, peneiração, penetração e ductilidade. Os resultados de caracterização obtidos e avaliados estatisticamente mostraram que foi possível produzir emulsões asfálticas estáveis e de acordo com a norma técnica específica, operando em temperaturas não muito elevadas (80°C) por um curto período de tempo (5 min.), com baixas quantidades de tensoativo. Concluindo-se que é possível incorporar o OLUC às EAs, obtendo-se EAMs com propriedades compatíveis às exigências do órgão regulamentador, com baixo custo e que podem ser usadas em operações de pavimentação.BrasilUFRNPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA QUÍMICADantas, Tereza Neuma de CastroDantas Neto, Afonso AvelinoGurgel, AlexandreLima, Cristian Kelly Morais deMoura, Maria Carlenise Paiva de AlencarBezerra, Petrucia Karine Santos de Brito2017-05-02T16:22:31Z2017-05-02T16:22:31Z2015-09-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfBEZERRA, Petrucia Karine Santos de Brito. Obtenção de novas emulsões asfálticas utilizando óleo lubrificante usado ou contaminado (OLUC). 2015. 70f. 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