Vida e morte da vila operadora Pai Joaquim: a construção de usinas hidrelétricas no contexto das políticas energéticas na região do Triângulo Mineiro - Minas Gerais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Cunha, Thiago Resende lattes
Orientador(a): Fernandez, Annelise Caetano Fraga
Banca de defesa: Santos, Miriam, Guerra, Maria Eliza Alves
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Departamento: Instituto de Ciências Humanas e Sociais
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/11529
Resumo: Esta dissertação descreve o ciclo de construção, funcionamento e desativação da Usina Hidrelétrica Pai Joaquim e de sua Vila Operadora, ambas localizadas no município de Sacramento, região do Triângulo Mineiro – MG. Estes processos se deram no bojo das políticas nacionais de desenvolvimento postas em prática durante 50 anos, entre 1930-1980. À medida que o Estado brasileiro foi se modernizando, houve a necessidade de aumentar a produção energética. A opção lógica fora a energia hidrelétrica, pois os recursos hídricos nacionais são abundantes. Dado que as hidrelétricas foram edificadas em rios com alto potencial energético, e, portanto, algumas afastadas de cidades, houve a necessidade criar núcleos urbanos para abrigar os trabalhadores das usinas. Neste sentido apesar de possuírem elementos de uma cidade elas apresentam diferenças. As vilas operadoras das quais Pai Joaquim faz parte, são permeadas por processos de transformações da organização industrial. Mais que uma extensão da usina, elas são locais de trabalho e também de moradia e apresentam todas as contradições imbuídas neste processo, o que as tornam parte importante das dinâmicas socioespaciais das regiões onde foram constituídas. Três acontecimentos marcam a história de Pai Joaquim: a inauguração no ano de 1941, a desativação em 1993, através da inundação da casa de força em função da construção da Usina Hidrelétrica de Nova Ponte, e por fim, a construção de uma nova usina hidrelétrica localizada na mesma região, porém pertencente ao município de Santa Juliana – MG em 2002. Para compreender a história deste empreendimento, foram realizadas entrevistas com os antigos operadores e moradores da vila Pai Joaquim, com o intuito de: conhecer suas histórias e as sociabilidades criadas pela relação empresa-trabalho-moradia e pelas relações entre os próprios moradores. Afim de tomar conhecimento da importância da usina para os municípios da região foram coletadas reportagens em Jornais de grande circulação no período de existência do empreendimento. A importância deste estudo é avançar na discussão de casos onde a busca pelo “desenvolvimento” e pelo “progresso” ocasionam na destruição de comunidades constituídas que outrora foram importantes no cenário regional. Pai Joaquim faz parte do processo de descaracterização e descarte do modo de vida, da solidariedade e do ordenamento comunitário dos trabalhadores que atuam na produção energética brasileira. Estes processos são marcados pelo conflito latente entre empresa e trabalhadores que são despossuídos da decisão sobre os rumos e possibilidades da matriz enérgica seu discurso de progresso e expansão.
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À medida que o Estado brasileiro foi se modernizando, houve a necessidade de aumentar a produção energética. A opção lógica fora a energia hidrelétrica, pois os recursos hídricos nacionais são abundantes. Dado que as hidrelétricas foram edificadas em rios com alto potencial energético, e, portanto, algumas afastadas de cidades, houve a necessidade criar núcleos urbanos para abrigar os trabalhadores das usinas. Neste sentido apesar de possuírem elementos de uma cidade elas apresentam diferenças. As vilas operadoras das quais Pai Joaquim faz parte, são permeadas por processos de transformações da organização industrial. Mais que uma extensão da usina, elas são locais de trabalho e também de moradia e apresentam todas as contradições imbuídas neste processo, o que as tornam parte importante das dinâmicas socioespaciais das regiões onde foram constituídas. Três acontecimentos marcam a história de Pai Joaquim: a inauguração no ano de 1941, a desativação em 1993, através da inundação da casa de força em função da construção da Usina Hidrelétrica de Nova Ponte, e por fim, a construção de uma nova usina hidrelétrica localizada na mesma região, porém pertencente ao município de Santa Juliana – MG em 2002. Para compreender a história deste empreendimento, foram realizadas entrevistas com os antigos operadores e moradores da vila Pai Joaquim, com o intuito de: conhecer suas histórias e as sociabilidades criadas pela relação empresa-trabalho-moradia e pelas relações entre os próprios moradores. Afim de tomar conhecimento da importância da usina para os municípios da região foram coletadas reportagens em Jornais de grande circulação no período de existência do empreendimento. A importância deste estudo é avançar na discussão de casos onde a busca pelo “desenvolvimento” e pelo “progresso” ocasionam na destruição de comunidades constituídas que outrora foram importantes no cenário regional. Pai Joaquim faz parte do processo de descaracterização e descarte do modo de vida, da solidariedade e do ordenamento comunitário dos trabalhadores que atuam na produção energética brasileira. Estes processos são marcados pelo conflito latente entre empresa e trabalhadores que são despossuídos da decisão sobre os rumos e possibilidades da matriz enérgica seu discurso de progresso e expansão.CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorThis dissertation describes the cycle of construction, functioning and deactivation of “Pai Joaquim’s” hydro electrical plant and it’s workers village, localized in Sacramento – Minas Gerais. This processes happened within Brazil’s national-developmentalist policies between 1930 and 1980. With the modernization of the Brazilian State, there was a need for increasing the energy production. The obvious choice was for hydro electrical power, since Brazil has large hydric reserves. Considering that the plants are constructed on rivers with high energetical capacity that are located in areas far from cities, there was a demand of creating urban villages to house the plant workers. Although they have some city elements, these villages exhibit some differences. After all, the workers villages are permeated by the industrial transformations. The villages are more than a plant extension, they’re places of work and house that presents all the contradiction of this process, that which makes them a important part of the socio spatial dynamics that constitutes the regions where they were build. Three events mark the history of Pai Joaquim: the inauguration on 1941; it’s deactivation in 1993 by inundating the power-house in detriment of Nova Ponte hydro electrical plant; and the construction of a new plant in the region, located in Santa Juliana – MG. To understand the history of this entrepreneurship there were realized interviews with the operators and the residents of “Pai Joaquiim’s” workers village. These interviews tried to understand the stories and the sociability’s created by: the enterprise-work-housing relation and by the residents. There were collected articles and reports from newspapers of the plant epoch. The importance of this study is to advance in the discussion of cases where the search for “development” and “progress” destroy local comunnities that were once important for the localities. Pai Joaquim is a part of the decharacterization and discard of the way of life and solidarity produced by workers that acted on brazil’s energy production. This processes are marked by the latent conflict between enterprises and workers that are disposed of the decision of the courses and possibilities involved in the energy matrix decisions in detriment of a” progress” and “expansion” discourse.application/pdfporUniversidade Federal Rural do Rio de JaneiroPrograma de Pós-Graduação em Ciências SociaisUFRRJBrasilInstituto de Ciências Humanas e SociaisDesenvolvimentoEnergiaUsina HidrelétricaVila Operadora“Pai Joaquim”DevelopmentEnergyHydro ElectricalWorkers VillageCiências SociaisVida e morte da vila operadora Pai Joaquim: a construção de usinas hidrelétricas no contexto das políticas energéticas na região do Triângulo Mineiro - Minas GeraisLife and Death of Pai Joaquim's Workers Village: The construction of hydroelectric plants in the context of developmentalism in Triângulo Mineiro Region - Minas Geraisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesishttps://tede.ufrrj.br/retrieve/66745/2018%20-%20Thiago%20Resende%20Cunha.pdf.jpghttps://tede.ufrrj.br/jspui/handle/jspui/5037Submitted by Jorge Silva (jorgelmsilva@ufrrj.br) on 2021-09-14T15:03:34Z No. of bitstreams: 1 2018 - Thiago Resende Cunha.pdf: 1492264 bytes, checksum: 8e1d1bf41ac94556908d65377d13e7fd (MD5)Made available in DSpace on 2021-09-14T15:03:34Z (GMT). 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