A poética do cavalo-marinho: brincadeira-ritual na Zona da Mata de Pernambuco

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Teixeira, Raquel Dias lattes
Orientador(a): Ferreira, Andrey Cordeiro
Banca de defesa: Ferreira, Andrey Cordeiro, Carneiro, Maria José, Lima, Tânia Stolze, Comerford, John Cunha
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade
Departamento: Instituto de Ciências Humanas e Sociais
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/11613
Resumo: Esta dissertação tem como tema o cavalo-marinho, brincadeira típica da Zona da Mata Pernambucana, Alagoas e Agreste da Paraíba, e nascida nas senzalas dos engenhos de cana dessas regiões. A questão central gira em torno de tentar compreender o cavalo-marinho tendo como foco de interesse << o que se passa >> na brincadeira e << o que se passa >> com os brincadores, como se tais perspectivas estivessem ligadas às experiências e relações sociais singulares. De maneira em geral, busco explorar algumas das concepções e categorias que constituiriam o cavalo-marinho (brinquedo, brincadeira, brincador, folgazão, mestre, figura, figureiro, fundamento, função, toada, loa etc.), tendo como perspectiva a noção de brincadeira-ritual. Procuro evidenciar múltiplos significados e aspectos simbólicos do brinquedo. Na introdução procuro descrever alguns pressupostos desta pesquisa e a maneira como se desenvolveu meu trabalho de campo. No primeiro capítulo utilizo os encadeamentos históricos e sociais, como se estes tivessem sido fundamentais à região da Zona da Mata de Pernambuco, aos seus moradores/brincadores (as suas relações), procurando experimentar os efeitos destes processos históricos, em suas narrativas e brincadeiras. O segundo capítulo tem por objetivo fazer uma espécie de “percurso etnográfico” ao discorrer sobre a história do sítio Chã de Camará (e seus brinquedos) e dos meus principais interlocutores. No terceiro capítulo visualizo o cavalo-marinho por meio do conceito de ritual, onde apresento alguns dos símbolos presentes nas loas, toadas e improvisos nas passagens do cavalo-marinho. No quarto capítulo, tendo como base tanto pesquisas teóricas quanto meus dados de campo, sugiro possíveis ligações entre a socialidade dos brincadores e às brincadeiras do cavalo-marinho e maracatu. Na conclusão levanto uma tese sobre a “resistência simbólica” contida na poesia do brinquedo, e realizo uma articulação entre as “partes” da pesquisa, finalizando meus argumentos. Proponho então a imagem da brincadeira como um ritual, repleto de poesia e simbolismo, que coloca em processo de metaforização elementos das relações cotidianas, cosmológicas e, inclusive, aspectos simbólicos de desconstrução e reforço à situação social dos trabalhadores da cana da Zona da Mata.
id UFRRJ-1_d75cd812973bcf5693a45e28c42e2c1f
oai_identifier_str oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/11613
network_acronym_str UFRRJ-1
network_name_str Repositório Institucional da UFRRJ
repository_id_str
spelling Teixeira, Raquel DiasFerreira, Andrey CordeiroFerreira, Andrey CordeiroCarneiro, Maria JoséLima, Tânia StolzeComerford, John Cunhahttp://lattes.cnpq.br/34606214518701282023-12-22T01:54:56Z2023-12-22T01:54:56Z2013-10-23TEIXEIRA, Raquel Dias. A poética do cavalo-marinho: brincadeira-ritual na Zona da Mata de Pernambuco. 2013. 157 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade) - Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2013.https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/11613Esta dissertação tem como tema o cavalo-marinho, brincadeira típica da Zona da Mata Pernambucana, Alagoas e Agreste da Paraíba, e nascida nas senzalas dos engenhos de cana dessas regiões. A questão central gira em torno de tentar compreender o cavalo-marinho tendo como foco de interesse << o que se passa >> na brincadeira e << o que se passa >> com os brincadores, como se tais perspectivas estivessem ligadas às experiências e relações sociais singulares. De maneira em geral, busco explorar algumas das concepções e categorias que constituiriam o cavalo-marinho (brinquedo, brincadeira, brincador, folgazão, mestre, figura, figureiro, fundamento, função, toada, loa etc.), tendo como perspectiva a noção de brincadeira-ritual. Procuro evidenciar múltiplos significados e aspectos simbólicos do brinquedo. Na introdução procuro descrever alguns pressupostos desta pesquisa e a maneira como se desenvolveu meu trabalho de campo. No primeiro capítulo utilizo os encadeamentos históricos e sociais, como se estes tivessem sido fundamentais à região da Zona da Mata de Pernambuco, aos seus moradores/brincadores (as suas relações), procurando experimentar os efeitos destes processos históricos, em suas narrativas e brincadeiras. O segundo capítulo tem por objetivo fazer uma espécie de “percurso etnográfico” ao discorrer sobre a história do sítio Chã de Camará (e seus brinquedos) e dos meus principais interlocutores. No terceiro capítulo visualizo o cavalo-marinho por meio do conceito de ritual, onde apresento alguns dos símbolos presentes nas loas, toadas e improvisos nas passagens do cavalo-marinho. No quarto capítulo, tendo como base tanto pesquisas teóricas quanto meus dados de campo, sugiro possíveis ligações entre a socialidade dos brincadores e às brincadeiras do cavalo-marinho e maracatu. Na conclusão levanto uma tese sobre a “resistência simbólica” contida na poesia do brinquedo, e realizo uma articulação entre as “partes” da pesquisa, finalizando meus argumentos. Proponho então a imagem da brincadeira como um ritual, repleto de poesia e simbolismo, que coloca em processo de metaforização elementos das relações cotidianas, cosmológicas e, inclusive, aspectos simbólicos de desconstrução e reforço à situação social dos trabalhadores da cana da Zona da Mata.This dissertation takes as a subject the cavalo-marinho’s play, typical ritual of the Zona da Mata (forest zone) Pernambucana, Alagoas and Paraíba Wasteland, and born in the slave quarters of the sugar mills in these regions. The central question around trying to understand the cavalo-marinho having like focus of interest <<that goes on>> in the ‘game’ (brincadeira) and <<that goes on>> with the ‘players’ (brincadores), like if such perspectives were tied to the experiences and social singular relations. In way in general, I look to explore some of the conceptions and categories that would constitute the cavalo-marinho (brinquedo, brincadeira, brincador, folgazão, mestre, figura, figureiro, fundamento, função, toada, loa etc.), taking the notion of ‘game’ as a perspective, about meant multiples and symbolic aspects of the cavalo-marinho. In the introduction I try to describe some presuppositions of this inquiry and the way as my fieldwork was developed. In the first chapter I use the historical and social chains, like if these had been basic to the region of the state of Pernambuco and to his residents/ ‘players’ (to his relations), trying to try the effects of these historical processes, to his narratives and ritual. The second chapter has since objective does a sort of etnography when talked about the history of the Chã de Camará and of my principal interlocutors. In the third chapter I visualize the cavalo-marinho through the concept of ritual, where I present some of the present symbols in the laudatory speeches (loas), melodies (toadas) and improvise in the cavalo-marinho. In the fourth chapter having like base so much theoretical inquiries (and you methodologies) how much this ethnography, I suggest possible connections between the sociability of the ‘players’ and to the ‘games’ of the cavalo-marinho and maracatu. In the conclusion I lift a theory on the “symbolic resistance” contained in the poetry of the ‘game’, and carry out an articulation between the parts of the inquiry, finishing my arguments. I propose the image of the cavalo-marinho as a ritual, replete one of poetry, what it puts in process of metaphorical elements of the daily life, of the cosmology and, including, you frontier of symbolic resistances (deconstruction and reinforce) to the social situation among sugarcane workers in Pernambuco state.application/pdfporUniversidade Federal Rural do Rio de JaneiroPrograma de Pós-Graduação em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e SociedadeUFRRJBrasilInstituto de Ciências Humanas e Sociaiscavalo-marinhobrincadeiraZona da Mata de PernambucoritualPernambuco StateSociologiaA poética do cavalo-marinho: brincadeira-ritual na Zona da Mata de Pernambucoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesishttps://tede.ufrrj.br/retrieve/63784/2012%20-%20Raquel%20Dias%20Teixeira.pdf.jpghttps://tede.ufrrj.br/jspui/handle/jspui/4332Submitted by Jorge Silva (jorgelmsilva@ufrrj.br) on 2021-01-15T00:08:05Z No. of bitstreams: 1 2012 - Raquel Dias Teixeira.pdf: 1604700 bytes, checksum: 44bd298a690e39ebdf2d04ccbac4fa15 (MD5)Made available in DSpace on 2021-01-15T00:08:05Z (GMT). No. of bitstreams: 1 2012 - Raquel Dias Teixeira.pdf: 1604700 bytes, checksum: 44bd298a690e39ebdf2d04ccbac4fa15 (MD5) Previous issue date: 2013-10-23info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFRRJinstname:Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)instacron:UFRRJTHUMBNAIL2012 - Raquel Dias Teixeira.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1943https://rima.ufrrj.br/jspui/bitstream/20.500.14407/11613/1/2012%20-%20Raquel%20Dias%20Teixeira.pdf.jpgcc73c4c239a4c332d642ba1e7c7a9fb2MD51TEXT2012 - Raquel Dias Teixeira.pdf.txtExtracted Texttext/plain438851https://rima.ufrrj.br/jspui/bitstream/20.500.14407/11613/2/2012%20-%20Raquel%20Dias%20Teixeira.pdf.txt1f160e62dfb4452682573e4f081ff4eaMD52ORIGINAL2012 - Raquel Dias Teixeira.pdfDocumento principalapplication/pdf1604700https://rima.ufrrj.br/jspui/bitstream/20.500.14407/11613/3/2012%20-%20Raquel%20Dias%20Teixeira.pdf44bd298a690e39ebdf2d04ccbac4fa15MD53LICENSElicense.txttext/plain2089https://rima.ufrrj.br/jspui/bitstream/20.500.14407/11613/4/license.txt7b5ba3d2445355f386edab96125d42b7MD5420.500.14407/116132023-12-21 22:54:56.303oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/11613Tk9UQTogQ09MT1FVRSBBUVVJIEEgU1VBIFBSP1BSSUEgTElDRU4/QQpFc3RhIGxpY2VuP2EgZGUgZXhlbXBsbyA/IGZvcm5lY2lkYSBhcGVuYXMgcGFyYSBmaW5zIGluZm9ybWF0aXZvcy4KCkxJQ0VOP0EgREUgRElTVFJJQlVJPz9PIE4/Ty1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YT8/byBkZXN0YSBsaWNlbj9hLCB2b2M/IChvIGF1dG9yIChlcykgb3UgbyB0aXR1bGFyIGRvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvcikgY29uY2VkZSA/IFVuaXZlcnNpZGFkZSAKWFhYIChTaWdsYSBkYSBVbml2ZXJzaWRhZGUpIG8gZGlyZWl0byBuP28tZXhjbHVzaXZvIGRlIHJlcHJvZHV6aXIsICB0cmFkdXppciAoY29uZm9ybWUgZGVmaW5pZG8gYWJhaXhvKSwgZS9vdSAKZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSB0ZXNlIG91IGRpc3NlcnRhPz9vIChpbmNsdWluZG8gbyByZXN1bW8pIHBvciB0b2RvIG8gbXVuZG8gbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlIGVsZXRyP25pY28gZSAKZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIGZvcm1hdG9zID91ZGlvIG91IHY/ZGVvLgoKVm9jPyBjb25jb3JkYSBxdWUgYSBTaWdsYSBkZSBVbml2ZXJzaWRhZGUgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZT9kbywgdHJhbnNwb3IgYSBzdWEgdGVzZSBvdSBkaXNzZXJ0YT8/byAKcGFyYSBxdWFscXVlciBtZWlvIG91IGZvcm1hdG8gcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhPz9vLgoKVm9jPyB0YW1iP20gY29uY29yZGEgcXVlIGEgU2lnbGEgZGUgVW5pdmVyc2lkYWRlIHBvZGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGM/cGlhIGEgc3VhIHRlc2Ugb3UgCmRpc3NlcnRhPz9vIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuP2EsIGJhY2stdXAgZSBwcmVzZXJ2YT8/by4KClZvYz8gZGVjbGFyYSBxdWUgYSBzdWEgdGVzZSBvdSBkaXNzZXJ0YT8/byA/IG9yaWdpbmFsIGUgcXVlIHZvYz8gdGVtIG8gcG9kZXIgZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgCm5lc3RhIGxpY2VuP2EuIFZvYz8gdGFtYj9tIGRlY2xhcmEgcXVlIG8gZGVwP3NpdG8gZGEgc3VhIHRlc2Ugb3UgZGlzc2VydGE/P28gbj9vLCBxdWUgc2VqYSBkZSBzZXUgCmNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgbmluZ3U/bS4KCkNhc28gYSBzdWEgdGVzZSBvdSBkaXNzZXJ0YT8/byBjb250ZW5oYSBtYXRlcmlhbCBxdWUgdm9jPyBuP28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jPyAKZGVjbGFyYSBxdWUgb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzcz9vIGlycmVzdHJpdGEgZG8gZGV0ZW50b3IgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIHBhcmEgY29uY2VkZXIgPyBTaWdsYSBkZSBVbml2ZXJzaWRhZGUgCm9zIGRpcmVpdG9zIGFwcmVzZW50YWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbj9hLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3Q/IGNsYXJhbWVudGUgCmlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIG91IG5vIGNvbnRlP2RvIGRhIHRlc2Ugb3UgZGlzc2VydGE/P28gb3JhIGRlcG9zaXRhZGEuCgpDQVNPIEEgVEVTRSBPVSBESVNTRVJUQT8/TyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0M/TklPIE9VIApBUE9JTyBERSBVTUEgQUc/TkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIE9SR0FOSVNNTyBRVUUgTj9PIFNFSkEgQSBTSUdMQSBERSAKVU5JVkVSU0lEQURFLCBWT0M/IERFQ0xBUkEgUVVFIFJFU1BFSVRPVSBUT0RPUyBFIFFVQUlTUVVFUiBESVJFSVRPUyBERSBSRVZJUz9PIENPTU8gClRBTUI/TSBBUyBERU1BSVMgT0JSSUdBPz9FUyBFWElHSURBUyBQT1IgQ09OVFJBVE8gT1UgQUNPUkRPLgoKQSBTaWdsYSBkZSBVbml2ZXJzaWRhZGUgc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyIGNsYXJhbWVudGUgbyBzZXUgbm9tZSAocykgb3UgbyhzKSBub21lKHMpIGRvKHMpIApkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRhIHRlc2Ugb3UgZGlzc2VydGE/P28sIGUgbj9vIGZhcj8gcXVhbHF1ZXIgYWx0ZXJhPz9vLCBhbD9tIGRhcXVlbGFzIApjb25jZWRpZGFzIHBvciBlc3RhIGxpY2VuP2EuCg==Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://tede.ufrrj.br/PUBhttps://tede.ufrrj.br/oai/requestbibliot@ufrrj.bropendoar:2023-12-22T01:54:56Repositório Institucional da UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)false
dc.title.por.fl_str_mv A poética do cavalo-marinho: brincadeira-ritual na Zona da Mata de Pernambuco
title A poética do cavalo-marinho: brincadeira-ritual na Zona da Mata de Pernambuco
spellingShingle A poética do cavalo-marinho: brincadeira-ritual na Zona da Mata de Pernambuco
Teixeira, Raquel Dias
cavalo-marinho
brincadeira
Zona da Mata de Pernambuco
ritual
Pernambuco State
Sociologia
title_short A poética do cavalo-marinho: brincadeira-ritual na Zona da Mata de Pernambuco
title_full A poética do cavalo-marinho: brincadeira-ritual na Zona da Mata de Pernambuco
title_fullStr A poética do cavalo-marinho: brincadeira-ritual na Zona da Mata de Pernambuco
title_full_unstemmed A poética do cavalo-marinho: brincadeira-ritual na Zona da Mata de Pernambuco
title_sort A poética do cavalo-marinho: brincadeira-ritual na Zona da Mata de Pernambuco
author Teixeira, Raquel Dias
author_facet Teixeira, Raquel Dias
author_role author
dc.contributor.author.fl_str_mv Teixeira, Raquel Dias
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Ferreira, Andrey Cordeiro
dc.contributor.referee1.fl_str_mv Ferreira, Andrey Cordeiro
dc.contributor.referee2.fl_str_mv Carneiro, Maria José
dc.contributor.referee3.fl_str_mv Lima, Tânia Stolze
dc.contributor.referee4.fl_str_mv Comerford, John Cunha
dc.contributor.authorLattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/3460621451870128
contributor_str_mv Ferreira, Andrey Cordeiro
Ferreira, Andrey Cordeiro
Carneiro, Maria José
Lima, Tânia Stolze
Comerford, John Cunha
dc.subject.por.fl_str_mv cavalo-marinho
brincadeira
Zona da Mata de Pernambuco
topic cavalo-marinho
brincadeira
Zona da Mata de Pernambuco
ritual
Pernambuco State
Sociologia
dc.subject.eng.fl_str_mv ritual
Pernambuco State
dc.subject.cnpq.fl_str_mv Sociologia
description Esta dissertação tem como tema o cavalo-marinho, brincadeira típica da Zona da Mata Pernambucana, Alagoas e Agreste da Paraíba, e nascida nas senzalas dos engenhos de cana dessas regiões. A questão central gira em torno de tentar compreender o cavalo-marinho tendo como foco de interesse << o que se passa >> na brincadeira e << o que se passa >> com os brincadores, como se tais perspectivas estivessem ligadas às experiências e relações sociais singulares. De maneira em geral, busco explorar algumas das concepções e categorias que constituiriam o cavalo-marinho (brinquedo, brincadeira, brincador, folgazão, mestre, figura, figureiro, fundamento, função, toada, loa etc.), tendo como perspectiva a noção de brincadeira-ritual. Procuro evidenciar múltiplos significados e aspectos simbólicos do brinquedo. Na introdução procuro descrever alguns pressupostos desta pesquisa e a maneira como se desenvolveu meu trabalho de campo. No primeiro capítulo utilizo os encadeamentos históricos e sociais, como se estes tivessem sido fundamentais à região da Zona da Mata de Pernambuco, aos seus moradores/brincadores (as suas relações), procurando experimentar os efeitos destes processos históricos, em suas narrativas e brincadeiras. O segundo capítulo tem por objetivo fazer uma espécie de “percurso etnográfico” ao discorrer sobre a história do sítio Chã de Camará (e seus brinquedos) e dos meus principais interlocutores. No terceiro capítulo visualizo o cavalo-marinho por meio do conceito de ritual, onde apresento alguns dos símbolos presentes nas loas, toadas e improvisos nas passagens do cavalo-marinho. No quarto capítulo, tendo como base tanto pesquisas teóricas quanto meus dados de campo, sugiro possíveis ligações entre a socialidade dos brincadores e às brincadeiras do cavalo-marinho e maracatu. Na conclusão levanto uma tese sobre a “resistência simbólica” contida na poesia do brinquedo, e realizo uma articulação entre as “partes” da pesquisa, finalizando meus argumentos. Proponho então a imagem da brincadeira como um ritual, repleto de poesia e simbolismo, que coloca em processo de metaforização elementos das relações cotidianas, cosmológicas e, inclusive, aspectos simbólicos de desconstrução e reforço à situação social dos trabalhadores da cana da Zona da Mata.
publishDate 2013
dc.date.issued.fl_str_mv 2013-10-23
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2023-12-22T01:54:56Z
dc.date.available.fl_str_mv 2023-12-22T01:54:56Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv TEIXEIRA, Raquel Dias. A poética do cavalo-marinho: brincadeira-ritual na Zona da Mata de Pernambuco. 2013. 157 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade) - Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2013.
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/11613
identifier_str_mv TEIXEIRA, Raquel Dias. A poética do cavalo-marinho: brincadeira-ritual na Zona da Mata de Pernambuco. 2013. 157 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade) - Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2013.
url https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/11613
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
dc.publisher.program.fl_str_mv Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade
dc.publisher.initials.fl_str_mv UFRRJ
dc.publisher.country.fl_str_mv Brasil
dc.publisher.department.fl_str_mv Instituto de Ciências Humanas e Sociais
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFRRJ
instname:Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
instacron:UFRRJ
instname_str Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
instacron_str UFRRJ
institution UFRRJ
reponame_str Repositório Institucional da UFRRJ
collection Repositório Institucional da UFRRJ
bitstream.url.fl_str_mv https://rima.ufrrj.br/jspui/bitstream/20.500.14407/11613/1/2012%20-%20Raquel%20Dias%20Teixeira.pdf.jpg
https://rima.ufrrj.br/jspui/bitstream/20.500.14407/11613/2/2012%20-%20Raquel%20Dias%20Teixeira.pdf.txt
https://rima.ufrrj.br/jspui/bitstream/20.500.14407/11613/3/2012%20-%20Raquel%20Dias%20Teixeira.pdf
https://rima.ufrrj.br/jspui/bitstream/20.500.14407/11613/4/license.txt
bitstream.checksum.fl_str_mv cc73c4c239a4c332d642ba1e7c7a9fb2
1f160e62dfb4452682573e4f081ff4ea
44bd298a690e39ebdf2d04ccbac4fa15
7b5ba3d2445355f386edab96125d42b7
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
repository.mail.fl_str_mv bibliot@ufrrj.br
_version_ 1860188798782013440