Lado da midríase pupilar é um preditor independente do prognóstico cognitivo em pacientes vítimas de traumatismo cranioencefálico grave

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Souza, Rafael Lisboa de
Orientador(a): Walz, Roger
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: http://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/103506
Resumo: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Neurociências, Florianópolis, 2013.
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spelling Universidade Federal de Santa CatarinaSouza, Rafael Lisboa deWalz, Roger2013-07-16T21:03:42Z2013-07-16T21:03:42Z20132013316809http://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/103506Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Neurociências, Florianópolis, 2013.Justificativa: O traumatismo cranioencefalico (TCE) e um dos principais problemas de saude no mundo, especialmente entre adultos jovens. Tem sido denominado epidemia silenciosa pela falta de conhecimento da sociedade sobre a magnitude da doenca, associada a elevadas taxas de mortalidade e morbidade, resultando em alteracoes das funções cognitivas, como memoria e pensamento abstrato, que diminuem significativamente a qualidade de vida do paciente e seus familiares. Objetivos: Investigar a associacao entre o lado da midriase pupilar e o desempenho cognitivo tardio em pacientes com TCE grave. Desenho do estudo: Neste estudo nos avaliamos de maneira prospectiva 51 pacientes com TCE grave, em média 3 (DP = 1.8 ) anos após hospitalização, correlacionando a alteração das pupilas com o desempenho cognitivo. A coleta de dados incluiu as variáveis demográficas, clínicas, radiológicas, neurocirúrgicas e laboratoriais da hospitalização. Métodos: Nos comparamos o desempenho cognitivo (16 testes cognitivos) de pacientes com TCE grave (ECG . 8, idade média 34 = 13 anos, 84% homens) admitidos com pupilas isocóricas (PI, n = 28), midriase esquerda (ME, n = 10), midriase direita (MD, n = 9), e controles (n = 26) pareados para idade, sexo e anos de estudo (media 9 = 5 anos). Resultados: Pacientes e controles demonstraram escores similares nos quatro WAIS-III sub-testes investigados. Em comparação com controles, pacientes com ME obtiveram menores escores nos testes Fluência Categórica e Fluência de Letras, e pacientes com PI em Fluência Categórica. Pacientes com ME apresentaram escores menores que os controles em seis (de sete) testes de memoria verbal investigados e em dois (de tres) testes de memoria nao-verbal. Pacientes com MD demonstraram menor desempenho que controles em apenas hum (de sete) teste de memória verbal e hum (de tres) teste de memoria naoverbal. Pacientes com PI apresentaram menores escores que controles em tres (de sete) testes de memória verbal e em hum (de tres) teste de memória não-verbal. Pupilas Isocóricas/Midríase Direita foram 3.5 a 9 vezes mais associadas com baixo desempenho (< percentil 10 dos controles) em 5 dos 16 testes cognitivos investigados. Midriase Esquerda foi 6 a 15 vezes mais associada com baixo desempenho em 10 dos 16 testes cognitivos avaliados. Os resultados encontrados não aconteceram em decorrencia de diferencas na idade, Escala de Coma de Glasgow, classificacao tomografica de Marshall, presença de trauma associado, sexo e anos de educação. Conclusão: O lado da alteração pupilar e um preditor independente do prognóstico cognitivo tardio em pacientes vitimas de TCE grave.<br>Abstract : Justification: Traumatic brain injury (TBI) is a major health problem worldwide, especially among young adults. It has been called the silent epidemic because of the lack of recognition of the society on the magnitude of the disease, associated with high mortality and morbidity, resulting in several cognitive changes such as memory and abstract thinking, that significantly impair quality of life of patients and their families. Objectives: The aim of this study was to investigate the association between the side of pupil mydriasis and the long-term cognitive performance in patients with severe TBI. Study design: In this study we evaluated prospectively 51 patients with severe TBI on average 3 (SD = 1.8) years after hospitalization, correlating the change of pupils with cognitive performance. Data collection included demographic, clinical, radiological, neurosurgical and laboratorial variables at hospitalization. Methods: We compared the cognitive performance (16 cognitive tests) of patients with severe TBI (CGS . 8, mean age 34 = 13 years, 84% male) admitted with isochoric pupils (IP, n = 28), left mydriasis (LM, n = 10), right mydriasis (RM, n = 9) and controls (n = 26) matched for age, sex and education level (mean 9 = 5 years). Patients were evaluated in mean 3 (SD = 1.8) years after hospitalization. Results: Patients and controls showed similar scores in the four WAIS-III investigated sub-tests. In comparison with controls, LM patients had lower scored in Letters and Category Fluency scores, and IP patients in Category Fluency. LM patients had lower scores than controls in six (of seven) investigated verbal memory tests and two (of three) non-verbal memory tests. RM patients had lower performance than controls in only one (of seven) verbal memory tests and one (of three) non-verbal memory tests. IP patients showed lower scores than controls in three (of seven) verbal memory tests and one (of three) nonverbal tests. IP/RM patients were 3.5 to 9 times more associated with significant impairment (< percentile 10 of controls) in 5 of 16 investigated cognitive tests. LM was 6 to 15 times more associated with significant impairment in 10 of 16 cognitive tests. The observed associations were not due to imbalances in age, CGS, admission Marshall CT classification, associated trauma, gender or education. Conclusion: The side of pupil abnormality is an independent predictor of the long-term cognitive prognosis in severe traumatic brain injured patients.52 p.| il., grafs., tabs.porNeurociênciasPupilaExames medicosTraumatismos cerebraisPrognósticoCogniçãoLado da midríase pupilar é um preditor independente do prognóstico cognitivo em pacientes vítimas de traumatismo cranioencefálico graveinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINAL316809.pdfapplication/pdf1782073https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/103506/1/316809.pdfb806b187569fff3c43179aac7c831be9MD51123456789/1035062013-07-16 18:03:42.344oai:repositorio.ufsc.br:123456789/103506Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732013-07-16T21:03:42Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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