Morfo-histogênese pós-seminal in vitro de Epidendrum fulgens Brongn. (Orchidaceae)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Martins, Hilaire Moura Rodrigues
Orientador(a): Santos, Marisa
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/159871
Resumo: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas, Florianópolis, 2015.
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spelling Universidade Federal de Santa CatarinaMartins, Hilaire Moura RodriguesSantos, MarisaZaffari, Gilmar Roberto2016-03-15T04:01:46Z2016-03-15T04:01:46Z2015337883https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/159871Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Biologia de Fungos, Algas e Plantas, Florianópolis, 2015.Epidendrum fulgens, conhecida como orquídea-da-praia, é uma orquídea ornamental não-explorada, nativa de ecossistemas costeiros do Brasil, sujeita às ações antropogênicas que promovem desgaste dos recursos naturais. A espécie possui grande plasticidade por habitar ambientes epifíticos, rupícolas e terrestres. O objetivo do estudo foi analisar aspectos morfológicos e histológicos do desenvolvimento pós-seminal até plântula, a partir da germinação assimbiótica, em meio Knudson C (KC) e Murashige e Skoog (MS). Sementes foram submetidas à desinfestação em solução de hipoclorito de sódio. Após inoculação em KC e MS, as amostras foram mantidas em sala de crescimento por 14 semanas, com temperatura, fotoperíodo e intensidade de luz controlada. Para histogênese em microscopia óptica (MO), as amostras foram fixadas em Gluteraldeido 2,5%, em tampão fosfato de sódio 0,1M, pH 7,2, desidratadas em etanol, infiltradas em hidroxietilmetacrilato e coradas com azul de toluidina. Para análise da morfogênese foram usados microscópico estereoscópico e eletrônico de varredura (MEV). Para MEV, amostras fixadas foram submetidas a ponto crítico de CO2. Os resultados de germinabilidade de E. fulgensrevelaram que o percentual de germinação no meio KC (65,6%) foi maior do que em meio MS (40,3%). Análises morfo-histológicas revelaram que as sementes de E. fulgens são constituídas por testa e proembrião. O proembrião, formado por túnica e corpo, mostrou-se ligado ao suspensor na região basal. Após a inoculação in vitro, observou-se o intumescimento do proembrião na 1a semana em meio KC e em 2a semana em meio MS. A germinação efetivou-se com o rompimento da testa liberando assim o proembrião, onde a estrutura passou a constituir o protocormo, tal estádio ocorreu na 2ª semana após inoculação em meio KC e na 3ª semana em meio MS. O protocormo apresentou bipolaridade, com domo que deu origem o ápice caulinar e em oposto, o centro de quiescência e hipófise que degeneraram, não resultando em formação de radícula, porém na região basal do protocormo desenvolveram-se rizóides. Na 4ª semana, após a inoculação em meio MS, observou-se intensa atividade mitótica no domo, com início de diferenciação dos primórdios foliares, levando o protocormo a apresentar a forma cônica. Nas semanas seguintes, em ambos os tratamentos, ocorreu gradual diferenciação a partir do domo, com desenvolvimento dos primórdios foliares, seguindo-se com alongamento da região intermediária do protocormo. Em meio MS, na 10ª semana, foram evidenciadas bainha foliar envolvendo folhas e no centro do protocormo surgiu o tecido provascular. Em meio KC, na 13ª semana surgiram raízesadventícias, passando a constituir plântula; no meio MS, isto foi registrado na 14ª semana. Verificou-se, nesta pesquisa, que o desenvolvimento inicial de E. fulgens segue um padrão similar, aos modelos postulados para outras espécies de Orchidaceae. Entretanto, os resultados definem com maior detalhamento a morfogênese e histogênese desde a fase de semente, passando por protocormo e chegando a plântula, o que sucedeu com uma semana de retardo amostras inoculada no meio MS, em relação ao meio KC.<br>Abstract : Epidendrum fulgens, also known as beach orchid, is an unknown ornamental unexplored orchid, native of brazilian coastal ecosystems, subject to anthropogenic actions which promote depletion of natural resources. The species has great plasticity for inhabiting epiphytic,rupicolous and terrestrial environments. The subject of the study was analyzing morphological and histological aspects of the post-seminal to seedling development, starting assymbiotical germination, in Knudson C (KC) and, Murashige and Skoog (MS) substract. The seeds were submitted to disinfection in sodium hypochlorite solution. After inoculation in KC and MS, the samples were maintained under room growth for 14 weeks, with controlled temperature, photoperiod and light intensity. For histogenesis inlight microscopy (LM), the samples were fixed in glutaraldehyde 2,5%, in sodium phosphate tampon 0,1M, 7,2 pH, dehydrated in ethanol, infiltrated in hydroxyethylmethacrylate and died with toluidine blue. For the morphogenesis analysis were used anScanning Electron Microscopy (SEM).Thus for the SEM the fixed samples were submitted to CO2 breakdown point. The E. Fulgens germination results revealed that the percentual on germination in the KC substract (65, 6%) was higher than in the MS substract (40,3%). Morpho-histological analysis revealed E. fulgensseeds to be set up by testa andproembryo. The proembryo formed by tunica-corpus, has shown connected to a riser at the basal region. After in vitro inoculation, there was a swelling of the proembryo in the first week in KC substract and in the second week in MS substract. The germination was carried out with the breaking of the testa thus releasing the proembryo, where the structure became the protocorm, such stage occurred in the second week after inoculation in KC substract and in the third week in MS substract. The protocorm presented bipolarity, with the dome that originated the stem apex and in opposite, the quiescent center and hypophysis which degenerated, not resulting in radicle formation, however they have developed rhizoids in the protocorm basal region. In the fourth week, after inoculation in MS substract, there has been intense mitotic activity in the dome, with beginning of differentiation of prime leafing leading the protocorm to present a conical shape. In the following weeks, inboth treatments, there was gradual differentiation from the doe, with the development of prime leafing followed with the extension of the protocorm mid-region. In MS substract, in the tenth week, were observed leaf hem surrounding leaves and in the protocorm center appeared the provascular tissue. In the KC substract, in the thirteenth week adventitious roots appeared, becoming seedling, in the MS substract, it was recorded in the fourteenth week. It was found in the research that the initial development of E. fulgens follows a similar pattern, to the postulated models for other Orchidaceae species. However, the results define in a higher detail the morphogenesis and histogenesis since seed stage going through protocorm and reaching seedling, which happened with a week delay for samples inoculated in MS substract, compared to KC substract.80 p.| il., tabs.porBiologia vegetalOrquídeaCultivoMorfogêneseMorfo-histogênese pós-seminal in vitro de Epidendrum fulgens Brongn. (Orchidaceae)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINAL337883.pdfapplication/pdf1599553https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/159871/1/337883.pdf5ee9bc4b434f9aa02e1ec7bfb261c6daMD51123456789/1598712016-03-15 01:01:47.0oai:repositorio.ufsc.br:123456789/159871Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732016-03-15T04:01:47Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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