Dinapenia, déficit de equilíbrio e sensação de fadiga: evidências ELSI-Br

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Fogaça, Bruna
Orientador(a): Kuriki, Heloyse Uliam
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/260700
Resumo: Dissertação (mestrado) ? Universidade Federal de Santa Catarina, Campus Araranguá, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Araranguá, 2024.
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spelling Universidade Federal de Santa CatarinaFogaça, BrunaKuriki, Heloyse UliamSchneider, Ione Jayce Ceola2024-10-09T23:25:48Z2024-10-09T23:25:48Z2024388086https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/260700Dissertação (mestrado) ? Universidade Federal de Santa Catarina, Campus Araranguá, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Araranguá, 2024.O envelhecimento resulta em diversas alterações no organismo do indivíduo idoso. Nesse contexto fatores como dinapenia, modificações no equilíbrio e o aumento da sensação de fadiga são prevalentes e impactam a funcionalidade do idoso. Este estudo buscou investigar a relação entre dinapenia, a sensação de fadiga e o déficit de equilíbrio em idosos. Métodos: Realizou-se um estudo transversal com dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Br). A dinapenia foi avaliada por meio da Força de Preensão Palmar (FPP), estabelecendo valores de corte de <26 kg para homens e <16 kg para mulheres. O equilíbrio foi avaliado pelo tempo permanecido em três posições: lado a lado, semi-tandem e tandem,enquantoa sensação de fadiga foi avaliada com base em perguntas retiradas do questionário de depressão do Center for Epidemiological Studies (CES-D). Foram descritas as frequências absolutas e relativas, e intervalos de confiança de 95% (IC95%). Além disso, foram realizadas análises bivariadas, com utilização do teste Qui-quadrado de Pearson. Para a análise da associação entre dinapenia e déficit de equilíbrio foi utilizada a análise de regressão multinomial bruta e ajustada, calculando-se como medida de associação a razão de chance e seus IC95%. Enquanto, para a análise da associação entre dinapenia e sensação de fadiga foi utilizada a análise de regressão de Poisson bruta e ajustada, calculando-se como medida de associação a razão de prevalência e seus IC95%. Resultados: Dos 4276 indivíduos com idade acima de 60 anos incluídos na análise, 29,7% (IC95%: 26,9-32,6) apresentavam dinapenia, 60,3% (IC95%: 56,2-64,3) alcançaram o tempo máximo no teste tandem e 24,8% (22,6 - 27,1) relataram sensação de fadiga. A análise ajustada revelou que os idosos dinapênicos tinham 2,3 vezes (IC95%: 1,7 - 3,3) maior chance de não atingir o tempo necessário ou não realizar o teste aumentam do que aqueles sem dinapenia. Adicionalmente, dificuldades em realizar as Atividades Básicas de Vida Diária (ABVD) (RC: 4,9; IC95%: 1,0 - 1,7), idade acima de 80 anos (RC: 2,1; IC95%: 1,6 ? 2,8) e realizar menos de 150 minutos de atividade física de intensidade moderada a vigorosa (RC: 2,2; IC95%: 1,3 ? 3,6) aumentam as chances de não atingir o tempo necessário ou não realizar o teste. Em relação à sensação de fadiga, não foiobservada associação entre dinapenia e essa condição. No entanto, dificuldades nas ABVD (RP: 1,7; IC95%: 1,5?2,0), multimorbidades (RP: 1,5; IC95%: 1,3?1,7), comprometimento cognitivo (RP: 1,2; IC95%: 1,1-1,4) e baixa qualidade do sono (RP: 1,6; IC95%: 1,4-1,8) foram identificados como fatores associados à sensação de fadiga em idosos. Conclusão: Os resultados indicam que dinapenia e a dificuldade em realizar o teste de equilíbrio estão associados em idosos. Além disso, em relação a sensação de fadiga ressaltam a complexidade dessa relação e enfatizam a importância de considerar uma variedade de fatores de saúde física ao abordar a fadiga em idosos.Abstract: Ageing results in a number of changes in the body of the elderly. This involves factors such as dynapenia, changes in balance and increased perceptions of fatigue, which are prevalent and have an impact on the functionality of the elderly. Therefore, this study aimed to investigate the relationship between dynapenia, perceived fatigue and balance in the elderly. Methods: A cross-sectional study was conducted using data from the Brazilian Longitudinal Study of Aging (ELSI-Br). Dynapenia was assessed using handgrip strength, establishing cut-off values of <26 kg for men and <16 kg for women. Balance was assessed by the time spent in three positions: side-by-side, semi-tandem and tandem, while the perception of fatigue was assessed based on questions taken from the Center for Epidemiological Studies depression questionnaire (CES-D). Absolute and relative frequencies and 95% confidence intervals (95%CI) were described. Bivariate analyses were also carried out using Pearson's chi-squared test. Crude and adjusted multinomial regression analysis were used to analyze the association between dynapenia and balance, calculating the odds ratio and its 95%CI as a measure of association. While for the analysis of the association between dynapenia and feelings of fatigue, crude and adjusted Poisson regression analysis was used, calculating the prevalence ratio and its 95%CI as a measure of association. Results: Of the 4276 individuals aged over 60 included in the analysis, 29.7% (95%CI: 26.9-32.6) had dynapenia, 60.3% (95%CI: 56.2-64.3) reached the maximum time in the tandem test and 24.8% (22.6 - 27.1) reported feeling fatigued. The adjusted analysis revealed that dynapenic elderly people were 2.3 times (95%CI: 1.7 - 3.3) more likely not to reach the required time or not to perform the increased test than those without dynapenia. In addition, difficulties in performing the Basic Activities of Daily Living (BADL) (OR: 4.9; 95%CI: 1.0 - 1.7), age over 80 (OR: 2.1; 95%CI: 1.6 - 2.8) and performing less than 150 minutes of moderate to vigorous intensity physical activity (OR: 2.2; 95%CI: 1.3 - 3.6) increased the chances of not reaching the required time or not performing the test. Regarding perceived fatigue, no association was found between dynapenia and this condition. However, difficulties with BADLs (PR: 1.7; 95%CI: 1.5-2.0), multimorbidities (PR: 1.5; 95%CI: 1.3-1.7), cognitive impairment (PR: 1.2; 95%CI: 1.1-1.4) and poor sleep quality (PR: 1.6; 95%CI: 1.4-1.8) were identified as factors associated with feeling fatigued in the elderly. Conclusion: The results indicate that dynapenia and difficulty in performing the balance test are associated in the elderly. In addition, in relation to the perception of fatigue, they highlight the complexity of this relationship and emphasize the importance of considering a variety of physical health factors when addressing fatigue in the elderly.86 p.| il.porReabilitaçãoIdososEnvelhecimentoForça muscularSarcopeniaFadigaEquilíbrio (Fisiologia)IdososDinapenia, déficit de equilíbrio e sensação de fadiga: evidências ELSI-Brinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALPGCR0078-D.pdfPGCR0078-D.pdfapplication/pdf5295676https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/260700/-1/PGCR0078-D.pdff03e8049cff553f3f185e15be3da26e2MD5-1123456789/2607002024-10-09 20:25:48.395oai:repositorio.ufsc.br:123456789/260700Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732024-10-09T23:25:48Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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