From metaphors to (new) identities : a critical discourse analysis of hiv campaigns in Brazil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Miranda, José Augusto Simões de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/251896
Resumo: Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Inglês: Estudos Linguísticos e Literários, Florianópolis, 2023.
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spelling Universidade Federal de Santa CatarinaMiranda, José Augusto Simões deFigueiredo, Débora de Carvalho2023-11-10T23:26:57Z2023-11-10T23:26:57Z2023384705https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/251896Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Inglês: Estudos Linguísticos e Literários, Florianópolis, 2023.Diferentes imagens e metáforas foram criadas para a epidemia do/da hiv/aids, com foco na transmissão, associada com poluição, ameaças e invasores (como soldados em uma guerra) que vêm para destruir as pessoas, quando =a peste? era uma forma de castigo (Sontag, 2001). Desde então, houve um enorme avanço do ponto de vista biológico na epidemia. Apesar de em termos biológicos a ciência ter trabalhado arduamente para manter as pessoas que vivem com hiv vivas, de uma perspectiva social e discursiva, essas pessoas ainda estão associadas à culpa e à impureza, o silêncio é exigido, e apenas poucos avanços foram observados. Devido à negligência com essa perspectiva na epidemia, eu realizei uma análise crítica do discurso de campanhas oficiais sobre o hiv produzidas pelo Ministério da Saúde. O corpus é composto por quatro campanhas entre os anos de 2006 e 2018. Os critérios de seleção das campanhas foram aqueles que focam nas pessoas que já vivem com hiv. O estudo foi realizado seguindo uma metodologia de pesquisa qualitativa e os dados foram discutidos à luz da perspectiva teórico-metodológica da Análise Crítica do Discurso (Chouliaraki, Fairclough, 1990; Fairclough, 1989, 1992, 2003, van Dijk, 2020) e do conceito de biopolítica (Foucault, 1990, 2003, 2007). Para orientar este estudo, desenvolvi os seguintes objetivos: 1) Investigar discursos em quatro campanhas sobre hiv produzidas pelo Ministério da Saúde, dos anos de 2006 a 2018; 2) Compreender a utilização das categorias analíticas de intertextualidade e pressuposições nas análises textuais, bem como o seu funcionamento nas análises sociais; 3) Discutir se existem relações entre os discursos selecionados para a análise e a tecnologia biopolítica. A partir desses objetivos, eu criei as seguintes questões de pesquisa: 1) As campanhas mantêm o sentido de naturalização de pessoas que vivem com hiv ? determinado por discursos hegemônicos ? ou contribuem para transformar e alterar o estigma que desencadeia o preconceito e a discriminação? 2) Como a intertextualidade e as pressuposições são vistas na análise textual e como funcionam na análise social? 3) Existe relação entre a tecnologia biopolítica e os discursos identificados nas campanhas? Os resultados mostram que no geral as campanhas contribuem para manter o senso de naturalização de pessoas que vivem com hiv, determinado por discursos hegemônicos; a intertextualidade foi percebida na análise textual, uma vez que os participantes compõem as campanhas oficiais produzidas pelo Ministério da Saúde e, há uma estreita relação entre os produtores das campanhas e os participantes, o que foi percebido na regularidade dos discursos. xi Quanto às pressuposições, elas também foram vistas na análise textual e me permitiram interpretar o que estava implícito ? os discursos velados. Sobre a relação da biopolítica com os discursos analisados nas campanhas, regularidades foram encontradas nesses discursos, como o biológico e o neoliberal, que são comumente vistos na tecnologia biopolítica.Abstract: Different images and metaphors were created for the hiv/aids epidemic, with a focus on transmission, associated with pollution, threats, and invaders (such as soldiers in a war) that come to destroy people, when =the plague? was a form of punishment (Sontag, 2001). Since then, from a biological perspective, there has been an enormous advance in the epidemic. While in biological terms science has worked hard to keep people who live with hiv alive, from a social and discourse perspective, these people are still associated with guilt and impurity, silence is required, and only a few advances have been seen. Due to the neglect of this perspective in the epidemic, I carried out a critical discourse analysis of official campaigns about hiv produced by Ministério da Saúde. The corpus comprises four campaigns from the years 2006 to 2018. The criteria to select the campaigns were the ones that focus on people who already live with hiv. The study was carried out following a qualitative research methodology and the data were discussed in the light of the theoretical-methodological perspective of Critical Discourse Analysis (Chouliaraki, Fairclough, 1990; Fairclough, 1989, 1992, 2003, van Dijk, 2020) and of the concept of biopolitics (Foucault, 1990, 2003, 2007). In order to guide this study, I developed the following objectives: 1) Investigate discourses in four campaigns about hiv produced by Ministério da Saúde, from the years 2006 to 2018; 2) Understand the use of the analytical categories of intertextuality and assumptions in the textual analyses, as well as their functioning in the social analyses; 3) Discuss whether there are relationships between the discourses selected for the analysis and the biopolitical technology. Based on these objectives, I created the following research questions: 1) Do the campaigns maintain the sense of naturalization of people who live with hiv ? determined by hegemonic discourses ? or contribute to transform and change the stigma that triggers prejudice and discrimination? 2) How are intertextuality and assumptions seen in the textual analysis and how do they work in the social analysis? 3) Is there a relationship between the biopolitical technology and the discourses identified in the campaigns? The results show that overall the campaigns contribute to maintain the sense of naturalization of people who live with hiv, determined by hegemonic discourses; intertextuality was seen in the textual analysis, since the participants compose the official campaigns produced by Ministério da Saúde; and, there is a close relationship between the campaign producers and the participants, which were seen in the regularity of discourses. Regarding the assumptions, they were also seen in the ix textual analysis and allowed me to interpret what was implicit ? the hidden discourses. In terms of the relationship between biopolitics and the discourses analyzed in the campaigns, regularity was found in these discourses, such as the biological and the neoliberal ones, which are commonly seen in the biopolitical technology.180 p.engLíngua inglesaAnálise crítica do discursoHIV (Vírus)AIDS (Doença)BiopolíticaNeoliberalismoFrom metaphors to (new) identities : a critical discourse analysis of hiv campaigns in Brazilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALPPGI0234-T.pdfPPGI0234-T.pdfapplication/pdf2407562https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/251896/1/PPGI0234-T.pdfc5235b77b86c7b354d4bc07b2fae28f3MD51123456789/2518962023-11-10 20:26:57.918oai:repositorio.ufsc.br:123456789/251896Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732023-11-10T23:26:57Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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