Discutindo a relação do professor interlocutor de Libras a partir de um grupo de formação

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: CAETANO, Priscila Fracasso
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: UFSCar
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/187838
Resumo: Em meados da década de 1990, o Brasil torna-se signatário de documentos que assumem a Educação Inclusiva como tarefa fundamental para todo o país. A educação dos surdos, expectativa da educação inclusiva, advoga uma educação bilíngue e tange o envolvimento de diferentes profissionais. Entre os profissionais envolvidos, dá-se o destaque para a função de Professor Interlocutor de Libras (PI). O PI o que é uma das recentes funções que compõem o quadro de funcionários das Escolas Públicas estaduais de São Paulo. É previsto que ele atue nas nas unidades escolares da rede estadual de ensino que apresentaram alunos surdos ou com deficiência auditiva regularmente matriculados, com a função de realizar a interlocução entre professores e alunos com surdez e/ou deficiência auditiva. Esse estudo tem por objetivo geral analisar uma estratégia de formação continuada para professores interlocutores. Participaram pesquisa três PIs atuantes nas Escolas Estaduais de uma cidade de porte médio do interior paulista. Os participantes compuseram um grupo de Formação que propôs, estudos teóricos e em trocas de experiências, realizar discussões e reflexões acerca da atuação dos PIs. Os encontros do grupo de Formação aconteceram semanalmente com duração média de duas horas cada totalizando 10 encontros. Os dados coletados durante o grupo de formação (questionário aberto,filmagem, roteiro de análise das imagens do grupo, atuação do PIs, e transcrições do grupo de formação) foram discutidos em três eixos de análises: 1) O papel/função do PI em sala de aula e na escola; 2) Desafios, possibilidades e limites de atuação do PI; e 3) O grupo de formação enquanto espaço de interlocução/mediação entre os participantes. As análises das sequências revelaram a necessidade de um espaço de formação continuada entre PIs com a finalidade de possibilitar discussões e reflexões sobre a prática. Os depoimentos dos PIs indicam a precariedade do ensino para alunos surdos na realidade vivenciada pelos PIs e pelos PRs, já que não há uma diretriz ou uma orientação de trabalho, ou mesmo metas estabelecidas para serem seguidas. Essa lacuna de metas e diretrizes causa confusão entre os afazeres de cada profissional. As soluções continuam sendo paliativas, o trabalho é realizado sem propostas ou finalidade, e não há uma política que alicerce de fato a inclusão bilíngue para o surdo. Portanto, concluímos que assumir um compromisso de educação de qualidade para o aluno surdo torna-se extremamente complicado com a ausência do alicerce Político Pedagógico de um Projeto efetivo que embase e atente de fato às práticas dos princípios que regem uma educação bilíngue para o surdo na escola.
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É previsto que ele atue nas nas unidades escolares da rede estadual de ensino que apresentaram alunos surdos ou com deficiência auditiva regularmente matriculados, com a função de realizar a interlocução entre professores e alunos com surdez e/ou deficiência auditiva. Esse estudo tem por objetivo geral analisar uma estratégia de formação continuada para professores interlocutores. Participaram pesquisa três PIs atuantes nas Escolas Estaduais de uma cidade de porte médio do interior paulista. Os participantes compuseram um grupo de Formação que propôs, estudos teóricos e em trocas de experiências, realizar discussões e reflexões acerca da atuação dos PIs. Os encontros do grupo de Formação aconteceram semanalmente com duração média de duas horas cada totalizando 10 encontros. 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