O Conhecimento sobre plantas medicinais em unidades de conservação de uso sustentável no litoral de SC: da etnobotânica ao empoderamento de comunidades rurais
| Ano de defesa: | 2012 |
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Resumo: | Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Ecologia, Florianópolis, 2011 |
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Universidade Federal de Santa CatarinaZank, SofiaHanazaki, Natália2012-10-26T02:06:56Z2012-10-26T02:06:56Z2012-10-26T02:06:56Z290687http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/95467Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Ecologia, Florianópolis, 2011O estabelecimento de unidades de conservação é uma das principais estratégias adotadas para a conservação in situ da biodiversidade. Diversos estudos vêm demonstrando a importância do envolvimento das populações tradicionais no processo de conservação e também da valorização do conhecimento tradicional para as estratégias de manejo da biodiversidade. No município de Imbituba (SC-Brasil), comunidades de agricultores e pescadores tradicionais estão organizadas e buscam garantir o acesso ao território e a valorização e manutenção de seus modos de vida tradicionais através da criação de unidades de conservação de uso sustentável. Este estudo teve como objetivo principal investigar o conhecimento sobre plantas medicinais em duas unidades de conservação de uso sustentável em processo de criação, contribuindo para o entendimento das relações entre etnobotânica, manejo de biodiversidade, conservação in situ e empoderamento de comunidades rurais. Para a coleta de dados etnobotânicos de plantas medicinais utilizou-se entrevistas estruturadas, listagens-livres, turnês-guiadas, coleta de material botânico e ferramentas participativas. Os informantes-chave foram selecionados com base no método bola-de-neve. Para a coleta de dados sobre empoderamento utilizou-se entrevistas com unidades familiares, lideranças e agentes externos, além de oficinas com a comunidade e lideranças locais. Foram registradas 197 espécies de plantas medicinais, pertencentes a 70 famílias botânicas. As plantas medicinais são utilizadas principalmente para tratar transtornos do sistema digestório e afecções ou dores não definidas. O gênero e a forma de aprendizagem foram fatores que influenciaram significativamente a similaridade do conhecimento de plantas medicinais entre os informantes. Também observou-se a existência de um pluralismo terapêutico entre os informantes chave, utilizando recursos terapêuticos dos sistemas tradicionais e da medicina moderna. Das espécies de plantas medicinais citadas, 86 foram identificadas como nativas pelos informantes da área proposta para a Reserva de Desenvolvimento Sustentável dos Areais da Ribanceira. Agricultores dos Areais da Ribanceira selecionaram dez plantas medicinais nativas como mais importantes: arnica (Calea uniflora Less.), cavalinha (Equisetum giganteum L.), cipó-mil-homens (Aristolochia triangularis Cham.), espinheira-santa (Zollernia ilicifolia (Brongn.) Vogel e/ou Maytenus aquifolium Chodat), gervão-roxo (Stachytarpheta cayennensis (Rich.) Vahl), guaco (Mikania cf. laevigata Sch. Bip. ex Baker), marcela-do-campo (Achyrocline satureioides (Lam.) DC.), menstruz (Coronopus didymus (L.) Sm.), quina-do-mato, e salsa-parrilha (Dioscorea altissima Lam.). A maioria das plantas foi classificada pelos informantes como possuindo alta disponibilidade ambiental e também sob alta intensidade de extração, mas cabe ressaltar que a extração é principalmente para uso familiar. As matas de restinga e de encosta de morros são os ambientes mais utilizados para extração destas plantas. Em relação ao empoderamento, a comunidade dos Areais da Ribanceira apresentou valores superiores em relação ao domínio sócio-cultural do que o político/legal e econômico. A ameaça de perda do território foi a principal motivação que permitiu a organização da comunidade e diversas atividades de manejo comunitário que colaboraram para o empoderamento local. O conhecimento sobre plantas medicinais e a situação de empoderamento local ressaltam a importância de envolver estas comunidades em estratégias de conservação in situ. Além disso, é de extrema importância regulamentar o acesso ao território e ao uso de recursos por estas comunidades através da criação de unidades de conservação de uso sustentável, como forma de garantir a manutenção dos modos de vida tradicionais e do conhecimento associado.158 p.| il., grafs., tabs.porEcologiaPlantas medicinaisImbituba (SC)Comunidades agricolasEtnobotanicaO Conhecimento sobre plantas medicinais em unidades de conservação de uso sustentável no litoral de SC: da etnobotânica ao empoderamento de comunidades ruraisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINAL290687.pdfapplication/pdf18562112https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/95467/1/290687.pdf33a67957106cbdb3e077086f1d165401MD51TEXT290687.pdf.txt290687.pdf.txtExtracted Texttext/plain259779https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/95467/2/290687.pdf.txt989f95d8840770b45bb0a7107a3ed6ffMD52THUMBNAIL290687.pdf.jpg290687.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg738https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/95467/3/290687.pdf.jpgadc5e325fa2a7ee4d39d27306f3907b2MD53123456789/954672013-05-02 00:13:03.846oai:repositorio.ufsc.br:123456789/95467Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732013-05-02T03:13:03Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false |
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