Apoio social e declínio cognitivo em idosos no contexto da pandemia de Covid-19: estudo longitudinal EpiFloripa idoso

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Funk, Eliana
Orientador(a): d'Orsi, Eleonora
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275293
Resumo: Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Florianópolis, 2025.
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spelling Universidade Federal de Santa CatarinaFunk, Elianad'Orsi, EleonoraSilva, Anna Quialheiro Abreu da2026-09-01T23:26:54Z2026-09-01T23:26:54Z2025398247https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275293Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, Florianópolis, 2025.O envelhecimento populacional tem se intensificado nas últimas décadas, configurando um importante desafio para a saúde pública. Segundo o Censo Demográfico de 2022 (IBGE), 22.169.101 pessoas tinham 65 anos ou mais, representando 10,9% da população. Em Santa Catarina, a proporção de pessoas com 60 anos ou mais passou de 11% para 14,5% entre 2012 e 2022, segundo a PNAD Contínua. Diante desse cenário, torna-se essencial compreender os fatores que favorecem o envelhecimento saudável, destacando-se o apoio social ? um determinante social de saúde associado à proteção contra agravos físicos, mentais e funcionais, especialmente na velhice. A pandemia de COVID-19 agravou esse contexto ao interromper redes de convivência, ampliar desigualdades sociais e alterar dinâmicas de cuidado, elevando os riscos de isolamento, sofrimento psíquico e declínio cognitivo. Inserida nesse cenário, esta tese tem como objetivo principal analisar, em perspectiva longitudinal, a associação entre apoio social e declínio cognitivo em idosos do Estudo EpiFloripa Idoso, com base em dados coletados antes e após a pandemia. Trata-se de uma coorte de base populacional iniciada em 2009, cuja terceira (2017?2019) e quinta (2023?2024) ondas compõem esta análise, com 1.335 idosos na onda 3 e 803 na onda 5. A variável de exposição ? apoio social percebido ? foi mensurada por meio da escala MOS-SSS, enquanto o desfecho ? declínio cognitivo ? foi avaliado pelo Mini Exame do Estado Mental (MEEM) na onda 3 e pelo Montreal Cognitive Assessment (MoCA) na onda 5. Para padronização entre os instrumentos, adotou-se o ponto de corte de =23 para o MEEM e =17 para o MoCA. Além disso, utilizou-se um modelo teórico construído com base em gráfico acíclico direcionado (DAG), que guiou o ajuste para confundidores como sexo, idade, escolaridade, renda, status conjugal, arranjo familiar, uso de internet, participação em grupos sociais, dependência funcional e suspeita de depressão. Os resultados revelaram que 32,5% dos idosos mantiveram níveis elevados de apoio social entre as duas ondas, enquanto 25,9% permaneceram em situação de baixo apoio. Além disso, 20,2% passaram a relatar maior suporte social e 21,5% apresentaram redução. Idosos com 80 anos ou mais apresentaram risco significativamente aumentado de declínio no apoio social (RRR=3,38; IC95%: 1,43?8,02). Aqueles que residem sozinhos tiveram três vezes mais chances de manter apoio social insuficiente (RRR=3,01; IC95%: 1,30?7,00). Mulheres apresentaram maior probabilidade de experimentar queda no apoio social (RRR=1,79; IC95%: 1,03?3,09). Quanto à cognição, identificou-se que os idosos que mantiveram apoio social adequado apresentaram menor probabilidade de declínio cognitivo. Na quinta onda do estudo, 35,5% dos idosos relataram ter recebido diagnóstico positivo para COVID-19, evidenciando o impacto da pandemia sobre essa população. Este estudo preenche lacunas na literatura ao investigar a associação entre apoio social e declínio cognitivo em uma perspectiva longitudinal e de base populacional. Os achados reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à promoção do apoio social para idosos, com ênfase no fortalecimento dos vínculos comunitários e familiares, na inclusão digital e na reorganização dos serviços de saúde com foco na integralidade do cuidado.Abstract: Population aging has intensified in recent decades, posing a significant challenge to public health. According to the 2022 Demographic Census (IBGE), 22,169,101 individuals were aged 65 or older, accounting for 10.9% of the population. In the state of Santa Catarina, the proportion of people aged 60 or older increased from 11% to 14.5% between 2012 and 2022, according to data from the Continuous National Household Sample Survey (PNAD Contínua). In this context, understanding the factors that promote healthy aging becomes essential, with social support standing out as a key social determinant of health, associated with protection against physical, mental, and functional decline, especially in old age. The COVID-19 pandemic worsened this scenario by disrupting social networks, exacerbating social inequalities, and altering care dynamics, increasing the risks of isolation, psychological distress, and cognitive decline. Within this context, the main objective of this doctoral thesis is to analyze, from a longitudinal perspective, the association between social support and cognitive decline among older adults participating in the EpiFloripa Idoso, based on data collected before and after the pandemic. This is a population-based cohort study initiated in 2009, with the third (2017?2019) and fifth (2023?2024) waves comprising the present analysis, including 1,335 older adults in wave 3 and 803 in wave 5. The exposure variable ? perceived social support ? was measured using the MOS-SSS scale, while the outcome ? cognitive decline ? was assessed using the Mini-Mental State Examination (MMSE) in wave 3 and the Montreal Cognitive Assessment (MoCA) in wave 5. To standardize the instruments, a cutoff score of =23 was used for the MMSE and =17 for the MoCA. In addition, a theoretical model based on a directed acyclic graph (DAG) guided the adjustment for confounding variables such as sex, age, education, income, marital status, household arrangement, internet use, participation in social groups, functional dependence, and suspected depression. The results showed that 32.5% of the older adults maintained high levels of social support across both waves, while 25.9% remained in a situation of low support. Additionally, 20.2% reported increased social support, and 21.5% experienced a reduction. Individuals aged 80 or older had a significantly higher risk of decline in social support (RRR=3.38; 95%CI: 1.43?8.02). Those living alone were three times more likely to maintain insufficient social support (RRR=3.01; 95%CI: 1.30?7.00), and women had a higher likelihood of experiencing a decrease in support (RRR=1.79; 95%CI: 1.03? 3.09). Regarding cognition, older adults who maintained adequate social support showed a lower probability of cognitive decline. In the fifth wave, 35.5% of participants reported having received a positive COVID-19 diagnosis, underscoring the pandemic?s direct impact on this population. This study fills gaps in the literature by examining the association between social support and cognitive decline from a longitudinal and population-based perspective. The findings underscore the need for public policies that promote social support for older adults, with emphasis on strengthening community and family ties, digital inclusion, and the reorganization of health services with a focus on comprehensive care.142 p.| il., tabs.porSaúde coletivaApoio socialIdososDisfunção cognitivaCOVID-19EpidemiologiaApoio social e declínio cognitivo em idosos no contexto da pandemia de Covid-19: estudo longitudinal EpiFloripa idosoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALPGSC0399-T.pdfPGSC0399-T.pdfapplication/pdf4005829https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/275293/-1/PGSC0399-T.pdfc5618f6ff78e8480c467b293c4e5bb30MD5-1123456789/2752932026-09-01 20:26:54.294oai:repositorio.ufsc.br:123456789/275293Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732026-09-01T23:26:54Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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