Qualidade de vida e funcionalidade de indivíduos com COVID-19 hospitalizados: estudo longitudinal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Corso, Maria Teresa
Orientador(a): Ovando, Angélica Cristiane
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/247322
Resumo: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Campus Araranguá, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Araranguá, 2022.
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Os problemas decorrentes dessa síndrome ou a persistência dos sintomas após a COVID-19 podem causar prejuízos na funcionalidade e qualidade de vida de indivíduos pós-hospitalização. Objetivo: Verificar o impacto da COVID-19 na evolução da funcionalidade e da qualidade de vida de indivíduos pós-internação hospitalar e a persistência de sintomas 6 meses pós-alta. Métodos: Tratou-se de um estudo analítico longitudinal realizado com indivíduos pós-COVID-19 que foi realizado em dois hospitais no sul de Santa Catarina. Os dados sociodemográficos e clínicos foram coletados nos prontuários dos participantes. A entrevista estruturada ocorreu via telefone após a admissão hospitalar (referente ao período pré-admissão) e nos 30, 90 e 180 dias após a alta hospitalar. Foram aplicados os questionários WHODAS 2.0 e SF-36 para avaliação da funcionalidade e qualidade de vida, respectivamente. Para comparar a qualidade de vida e funcionalidade nos quatro períodos avaliados, foram utilizados o teste de Friedman e o pós-teste, o teste de Durbin-Conover. A variação entre os domínios da funcionalidade e da qualidade de vida ao longo do tempo foi avaliada por um modelo de regressão multinível. Resultados: O artigo 1 teve como objetivo, verificar o impacto da COVID-19 na evolução da funcionalidade dos 99 indivíduos pós-internação hospitalar e presença de sintomas persistentes 6 meses pós-alta. O teste de Friedman evidenciou diferença significativa entre os períodos avaliados em todos os domínios do WHODAS (p<0,05). Houve aumento da incapacidade 30 dias após a internação (p<0,01), que reduziu após 90 dias. Aos 180 dias, houve melhora na funcionalidade em comparação aos 30 e 90 dias pós-alta. Na análise multinível, observou-se que os domínios de atividades de vida e mobilidade foram os que permaneceram mais afetados nos 180 dias pós-alta hospitalar. 65,66% dos participantes apresentaram sintomas persistentes 6 meses pós-alta, sendo dor articular o mais encontrado. O artigo 2 teve como objetivo verificar o impacto da COVID-19 na evolução da qualidade de vida dos 99 indivíduos pós-internação hospitalar. O Teste de Friedman evidenciou diferença estatisticamente significativa (p<0,05) em todos os domínios do SF-36 entre os períodos avaliados. Houve piora na qualidade de vida 30 dias após a internação (p<0,01), que reduziu após 90 dias. Aos 180 dias foi observado melhora na qualidade de vida comparado ao período de 30 e 90 dias pós-alta. Na análise multinível observou-se que os domínios aspecto físico e aspecto emocional foram os mais afetados nos 180 dias pós-alta. Conclusão: A funcionalidade e a qualidade de vida encontram-se afetadas em todos os domínios 90 dias pós-alta hospitalar e alguns aspectos permanecem comprometidos mesmo após 180 dias da alta pós-infecção por COVID-19.Abstract: Introduction: COVID-19 is defined as an infectious respiratory disease caused by coronavirus 2, which is manifested by several symptoms ranging from mild to severe. In the course of the disease, infected individuals may require outpatient care or be admitted to wards. In the most severe form, they may develop acute respiratory distress syndrome, leading to admission and prolonged stay in Intensive Care Units, and after discharge, they may experience continuous morbidity, characterizing the post-intensive care syndrome. The problems resulting from this syndrome or the persistence of symptoms after COVID-19 can impair the functionality and quality of life of post-hospitalization individuals. Objective: To verify the impact of COVID-19 on the evolution of functionality and quality of life of individuals after hospital admission and the persistence of symptoms 6 months after discharge. Methods: This was a longitudinal analytical study carried out with post-COVID-19 individuals that was carried out in two hospitals in the south of Santa Catarina. Sociodemographic and clinical data were collected from the participants' medical records. The structured interview took place via telephone after hospital admission (referring to the pre-admission period) and at 30, 90 and 180 days after hospital discharge. The WHODAS 2.0 and SF-36 questionnaires were applied to assess functionality and quality of life, respectively. To compare the quality of life and functionality in the four evaluated periods, the Friedman test was used and the post-test, the Durbin-Conover test. The variation between the functionality and quality of life domains over time was evaluated by a multilevel regression model. Results: Article 1 aimed to verify the impact of COVID-19 on the evolution of the functionality of 99 individuals after hospital admission and the presence of persistent symptoms 6 months after discharge. The Friedman test showed a significant difference between the periods evaluated in all WHODAS domains (p<0.05). There was an increase in disability 30 days after admission (p<0.01), which reduced after 90 days. At 180 days, there was an improvement in functionality compared to 30 and 90 days post-discharge. In the multilevel analysis, it was observed that the domains of life activities and mobility were the ones that remained most affected in the 180 days after hospital discharge. 65.66% of the participants had persistent symptoms 6 months after discharge, with joint pain being the most common. Article 2 aimed to verify the impact of COVID-19 on the evolution of the quality of life of 99 individuals after hospital admission. The Friedman test showed a statistically significant difference (p<0.05) in all SF-36 domains between the periods evaluated. There was a worsening in quality of life 30 days after admission (p<0.01), which reduced after 90 days. At 180 days, an improvement in quality of life was observed compared to the period of 30 and 90 days post-discharge. In the multilevel analysis, it was observed that the physical aspect and emotional aspect were the most affected in the 180 days after discharge. Conclusion: Functionality and quality of life are affected in all domains 90 days after hospital discharge, and some aspects remain compromised even 180 days after discharge after COVID-19 infection.112 p.| il., gráfs.porReabilitaçãoCOVID-19Qualidade de vidaQualidade de vida e funcionalidade de indivíduos com COVID-19 hospitalizados: estudo longitudinalinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALPGCR0067-D.pdfPGCR0067-D.pdfapplication/pdf4157752https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/247322/1/PGCR0067-D.pdfaa2b4cb7b80d92a4203ea878c60af207MD51123456789/2473222023-06-28 15:24:36.933oai:repositorio.ufsc.br:123456789/247322Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732023-06-28T18:24:36Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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