Um aprendizado sobre estéticas decoloniais com o coletivo Mahku

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Bruniere, Marcelo Felipe
Orientador(a): Maheirie, Kátia
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/214433
Resumo: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Florianópolis, 2019
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spelling Universidade Federal de Santa CatarinaBruniere, Marcelo FelipeMaheirie, Kátia2020-10-21T21:05:16Z2020-10-21T21:05:16Z2019362371https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/214433Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Florianópolis, 2019Esta dissertação é fruto de uma pesquisa sobre processos de subversão, resistência e enfrentamento a estética da colonialidade no trabalho artístico do coletivo Mahku, composto por pessoas da etnia Huni Kuin. Conforme nossos estudos, o encontro entre indígenas e as missões jesuíticas lideradas pela Companhia de Jesus foi a cena principal na construção do processo de colonialidade no Brasil. A colonialidade é um processo histórico que se refere a um padrão de poder que atualiza hierarquias raciais, culturais, sexuais e epistêmicas, reproduzindo relações de dominação e a continuidade do colonialismo em determinados territórios. Nesse quadro, a estética da colonialidade é uma atualização da modernidade/colonialidade que incide especialmente sobre as formas de sentir e perceber, ocorrendo na intersecção de diferentes formas de classificação, como sexualidade, gênero, raça, classe, ideais de beleza e padrões de eficiência corporal. Já as estéticas decoloniais procedem como reconhecimento e exposição das existências impossíveis, mistificadas ou dissimuladas pela estética moderna, configurando-se por um processo antropofágico de desobediência ao que é dado na colonialidade, uma insolência dos ?maus selvagens?. Os Huni Kuin habitam a região amazônica, na fronteira entre o estado do Acre e o Peru. Eles vivem uma realidade de resistência à estética da colonialidade. Sobreviveram a diferentes investidas do estado nacional, missionários estrangeiros e várias frentes extrativistas. Abordaremos a cantoria dos Huni Meka e como constroem uma arte miração a partir da estética xamânica do Nixi Pae.Abstract: This dissertation is the result of a research on processes of subversion, resistance and confrontation of the aesthetics of coloniality in the artistic work of the collective Mahku, composed of people of the Huni Kuin ethnic group. According to our studies, the meeting between natives and the Jesuit missions led by the Society of Jesus was the main scene in the construction of the process of coloniality in Brazil. Coloniality is a historical process that refers to a power pattern that actualizes racial, cultural, sexual and epistemic hierarchies, reproducing relations of domination and the continuity of colonialism in certain territories. In this context, the aesthetics of coloniality is an update of modernity / coloniality that focuses especially on the ways of feeling and perceiving, occurring at the intersection of different forms of classification, such as sexuality, gender, race, class, beauty ideals and standards of body efficiency. Decolonial aesthetics, however, proceed as the recognition and exposition of the impossible, mystified, or concealed existences of modern aesthetics, configured by an anthropophagic process of disobedience to what is given in coloniality, an insolence of the \"savage wicked.\" The Huni Kuin inhabit the Amazon region, on the border between the state of Acre and Peru. They live a reality of resistance to the aesthetics of coloniality. They survived the different assaults of the national state, foreign missionaries and various extractive fronts. We will approach the singing of the Huni Meka and how they build a miraction art from the shamanic aesthetics of the Nixi Pae.111 p.| il.porPsicologiaEstéticaColôniasDescolonizaçãoÍndios KaxinawáÍndios KaxinawáUm aprendizado sobre estéticas decoloniais com o coletivo Mahkuinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALPPSI0842-D.pdfPPSI0842-D.pdfapplication/pdf3187970https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/214433/-1/PPSI0842-D.pdf9545edaa498921dec2f1f40ed9ba7b32MD5-1123456789/2144332020-10-21 18:05:17.039oai:repositorio.ufsc.br:123456789/214433Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732020-10-21T21:05:17Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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